Uncategorized

A Guerra Final

B”H

 

Haverá a Guerra do Armagedom?
Haverá a Guerra de Gog e Magog?

A Guerra Final

 

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)

 

Algumas pessoas estão à espera de uma guerra final, apocalíptica.

Mas a guerra final é travada
não nos campos de batalha,
nem no mar,
nem nos céus acima.

Tampouco é uma guerra entre líderes ou nações.

A guerra final é travada no coração de cada ser humano,
com os exércitos de suas ações neste mundo.

E com uma simples decisão:
Estou aqui para ser engolido vivo por essa confusão sem sentido?
Ou estou aqui para iluminar (o mundo)?

 

Por Rabi Tzvi Freeman (Chabad)

© Chabad.org
© Noahidebr 2015-2019

Traduzido do inglês por Noahidebr/Bnei Nôach Brasil ©  2015-2019 Noahidebr

https://noahidebr.com/copyright/

Anúncios
Padrão
Uncategorized

Pode-se vender a alma ao diabo?

B”H

 

(Atenção:
Nas palavras transliteradas, o “ch” tem som de “RR”. Exemplos: Chabád; Chagigá; Tanách; Sichót, etc.

Nas palavras transliteradas, o “sh” tem som de “CH”. Exemplos: Moshé; Yeshayáhu; Hashém; Shemót, etc.)

 

Pode-se vender a alma ao diabo?

 

Por Rabi Baruch S. Davidson (Chabad)

 

Pergunta:
Os judeus e os noaítas acreditam que uma pessoa pode vender a alma dela ao diabo?

 

Resposta:
A idéia de “uma pessoa vender a alma dela ao diabo” — isto é, tornar-se escrava do diabo em troca do provimento de favores — não existe na Torá. Obras éticas judaicas descrevem casos em que alguém pode ser “possuído” (dominado) de alguma forma pelos impulsos do mal. Mas mesmo esse estado é sempre reversível.

Antes de abordar isto, aqui está um pouco sobre a natureza de Satán no pensamento judaico/noaítico:

Satán é um verbo hebraico que significa “provocar” ou “opor-se” e é usado várias vezes na Bíblia (Tanách) como um verbo. O primeiro exemplo está na história de Bilám (Balaão), quando Bilám decide assumir a missão de amaldiçoar o povo judeu:

“A ira de D’us SE acendeu porque ele se ia; e pôs-se um anjo de Hashém no caminho para opor-se a ele (tradução de ‘lesatán lo’), e ele viajava na sua jumenta, e seus dois servos estavam com ele.” (Bamidbár/Números 22:22)

Em outros casos, a palavra aparece como um substantivo, “um provocador”. Geralmente, o título aparece com o artigo definido — “o satán” — o que significa que não é um nome próprio, apenas uma descrição do trabalho. Por exemplo, no livro de Jó, o satán aparece como um promotor diante de D’us:

“Certo dia, os anjos vieram se apresentar perante Hashém, e com eles veio também o satán.

E disse Hashém para o satán: ‘De onde vens?’ E o satán respondeu para Hashém: ‘De ir e vir e de caminhar de um lado para o outro por toda a terra.’

E Hashém perguntou para o satán: ‘Viste o Meu servo Iyóv, que não há ninguém igual a ele na terra por ser íntegro, justo, temente a MIM e distanciado de todo o mal?’

Ao que o satán contestou Hashém, e disse: ‘Temerá Iyóv a Hashém, sem motivo? Não o envolveste com uma cerca protetora, sua casa e tudo o que lhe pertence? Abençoaste o trabalho de suas mãos e (por isto) cresceram seus bens sobre toda a terra. Mas se estenderes TUA mão contra tudo que ele possui, verás como TE amaldiçoará frente a frente!’

E respondeu Hashém para o satán: ‘Concedo-te poder para destruir tudo que ele tem; somente a ele, pessoalmente, não deves tocar!’ E o satán retirou-se da presença de Hashém.” (Iyóv/Jó 1:6-12)

Desta passagem, vemos que D’us criou um anjo para desempenhar o papel de provocador; que ele é um mensageiro de, e subordinado a, D’us. Ele não é um anjo caído nem foi enviado para o inferno, onde começou a lutar contra D’us; ele foi criado para ser Satán. Tampouco Satán passa seus dias alimentando as chamas do inferno com seu tridente. É uma presença na terra com uma missão: provocar as pessoas a desobedecerem a vontade de D’us.

De fato, a noção [pagã] dualista de uma poderosa figura anti-D’us que luta com D’us pelo destino da raça humana é incompatível com a crença judaica/noaítica. Não existe poder do mal independente de D’us; do contrário, isto implicaria uma falta de controle e poder abrangentes de D’us. Para citar o livro de Isaías:

“… para que todos, do leste e do oeste, soubessem que nada há além de MIM. EU, somente, sou Hashém (O D’us), não há mais nada. Sou EU QUEM forma a luz e cria a escuridão; EU faço a paz e Sou EU QUEM cria o mal; EU sou Hashém que tudo faz.” (Yeshayáhu/Isaías 45:6-7)

Obviamente, então, o satán não é uma força autônoma que se opõe a D’us e recruta pessoas para sua milícia. Em vez disso, o satán é uma entidade espiritual que é completamente fiel ao seu criador. Por exemplo, em relação à história bíblica da tentativa particularmente agressiva do satán de seduzir Iyóv a blasfemar, o rav Leví declara no Talmúd (Bavá Batrá 16a):

“O Satán agiu por causa de D’us. Quando ele viu como D’us estava inclinado a favor de (i.e., tão focado em) Iyóv, ele disse: ‘O Céu não permita que D’us esqueça o amor de Avrahám (o antepassado do povo judeu).'”

O Zôhar (vol. 2, página 163a) compara o satán a uma prostituta que é contratada por um rei para tentar seduzir seu filho, porque o rei quer testar a moralidade e a dignidade de seu filho. Tanto o rei como a prostituta (que é dedicada ao rei) realmente querem que o filho permaneça firme e rejeite os avanços da prostituta. Da mesma forma, o satán é apenas mais um dos muitos mensageiros espirituais (anjos) que D’us envia para realizar SEU propósito na criação do homem (veja também os capítulos 9 e 29 do Tania).

Esta não é a descrição completa do trabalho do satán. O Talmúd (Bavá Batrá, ibidem) resume dizendo que o satán, a má inclinação (“iêtser hará”) e o Anjo da Morte são uma e a mesma personalidade. Ele desce do céu e induz ao erro, depois ascende e apresenta acusações contra a humanidade, e então cumpre o veredito.

No entanto, a passagem acima mencionada no Zôhar conclui que se uma pessoa sucumbe à insistência da má inclinação, ela “dá energia para o outro lado”. Isto significa que um ato de desafio à vontade de D’us concede àquelas forças que ocultam a presença de D’us — pela Vontade DELE — força adicional para ocultar D’us ainda mais de nós. Isto se apresenta como desafios internos e externos ainda maiores para a pessoa experimentar e se identificar com as verdades de D’us e SUA Torá.

Um exemplo extremo disto seria o Faraó, que escravizou o povo judeu no Egito. Apesar de D’us ter pedido a Moshé que mandasse o Faraó libertar os israelitas, ELE declarou: “EU fiz seu coração e o coração de seus servos endurecer” (Shemót/Êxodo 10:1) a fim de finalmente punir os egípcios com as dez pragas. Como consequência de sua opressão anterior e abuso da nação judaica, sua capacidade de abandonar seus maus caminhos foi dificultada ainda mais até o ponto em que parecia que ele havia perdido a liberdade de escolha, e sua visão de arrependimento e capacidade de senti-lo ficaram completamente prejudicadas (Maimônides, Leis do Arrependimento 6:2).

Em última análise, não há nada que possa impedir alguém que realmente se esforça para retornar (Talmúd Yerushalmí, Peáh 1:1). Portanto, mesmo o Faraó ainda tinha a capacidade de superar este bloqueio e finalmente arrepender-se (baseado em Likutêi Sichót vol. 6, páginas 65-66. Veja também Maharshá sobre Chagigá 15a). Assim, mesmo quando uma pessoa parece estar completamente dominada pelo satán – como retribuição divina por seus erros anteriores, não pela escolha de negociação com o diabo – ela nunca está vendida, e pode superar seu instinto e impulso de agir satanicamente. Estar completamente vendido sem esperança de redenção seria contraproducente ao propósito de D’us e seria inconcebível.

Independentemente de onde você tenha caído, você nunca está vendido a estas forças impuras, e sua alma pode lutar livremente e voltar a se comprometer a servir D’us com sinceridade e paixão. O machado do arrependimento sincero pode derrubar qualquer parede, seja preexistente ou criado por suas ações, abrindo o caminho para que você volte para casa, para o seu verdadeiro eu.

 

Rabi Baruch S. Davidson (Chabad)

 

Veja também

E ouça o áudio em

Existe diabo no Judaísmo? O que é o satan do Tanach?

 

© Chabad.org
© Noahidebr 2015-2019

Traduzido do inglês por Noahidebr/Bnei Noach Brasil
https://noahidebr.com/copyright/

Padrão
Uncategorized

Existem anjos da guarda?

B”H

 

(Atenção:
Nas palavras transliteradas, o “ch” tem som de “RR”. Exemplos: Chabád; Tanách, etc.)

 

Existem anjos da guarda?

 

Por Rabanit Chaya Sarah Silberberg (Chabad)

 

Pergunta:
Os judeus e os noaítas acreditam que cada pessoa tem um anjo da guarda cuidando dele ou dela?

 

Resposta:
Os judeus e os noaítas certamente acreditam em anjos – entidades espirituais que existem para realizar a vontade de D’us (a palavra hebraica para anjo, “malách”, também significa “mensageiro”) – as Escrituras (Tanách) contêm muitas referências a tais seres supernos. Mas a idéia popular de anjos da guarda particulares e pessoais não faz parte da teologia judaica/noaítica.

Em vez disso, acreditamos em um D’us íntimo que constantemente cuida de todos e de cada um de nós e de toda a criação. Ocasionalmente, ELE pode enviar um anjo para nos ajudar ou nos salvar, mas o anjo é meramente SEU emissário.

Contudo, os sábios nos dizem que cada mitsvá que fazemos cria um anjo que serve como um escudo e proteção para nós. Após a nossa passagem, estes anjos testificam em nosso nome perante os Tribunais Celestes.

Então, nesse sentido, criamos os nossos próprios anjos da guarda.

Espero que isto tenha sido útil.

Chaya Sarah Silberberg,
Chabad.org

 

© Chabad.org
© Noahidebr 2015-2019

Traduzido do inglês por Noahidebr/Bnei Noach Brasil
https://noahidebr.com/copyright/

Padrão
Uncategorized

Uma geração supera a outra

B”H

 

Uma geração supera a outra

 

Por Rabi Eli Levy (Chabad)

 

Prezados leitores:

Nôach foi um justo em sua geração.

Em sua geração foi um justo, em outra (geração) não sabemos. Ou talvez em outra tivesse sido mais proeminente ainda.

Esse é o debate dos comentaristas.

Um líder deve se adaptar à sua geração, escutar o que as pessoas precisam, estar atento às mudanças e liderar para encontrar o melhor meio de influenciar para o bem.

Temos a tendência de medir nossos líderes da Torá, do Tanách, da Mishná, etc., com os valores e parâmetros do nosso tempo. Mas o mundo está avançando, e a transformação deve ser para a frente.

O que era bom para Nôach, já não era suficiente para Avraham e o degrau mais alto para Avraham era o primeiro para Moshé, em todas as gerações.

O que Nôach alcançou em sua geração, foi o passo para que toda a humanidade possa avançar à civilização.

Shalóm!

Por Rabi Eli Levy

© (Jabad) 1993-2019 Chabad.org
© Noahidebr 2015-2019

Traduzido do espanhol por Noahidebr/Bnei Nôach Brasil

https://noahidebr.com/copyright/

Padrão
Uncategorized

Bnei Nôach, uma religião?

B”H

 

Perguntas E Respostas

 

(Atenção:
Nas palavras transliteradas, o “ch” tem som de “RR”. Exemplo: Nôach.

Nas palavras transliteradas, o “sh” tem som de “CH”. Exemplos: Bereshít; Hashém.)

 

Perguntas E Respostas

 

É o movimento Bnei Nôach uma religião – uma nova religião? É o movimento Bnei Nôach uma religião para não-judeus criada por rabinos?

 

Por Rabi Moshe Genuth (Chabad)

 

Em nossos tempos, o Rebe de Lubavítch – Rabí Menachem Mendel Schneerson – trouxe as leis dos Bnei Nôach (Filhos de Noé) à vanguarda de nossos esforços por trazer a paz definitiva e a prosperidade ao povo judeu e ao mundo inteiro. Repetidamente o Rebe explicou que o mundo está preparado para aceitar a responsabilidade destas leis e de renovar o pacto feito entre Nôach (Noé) e o Todopoderoso depois do Dilúvio, como lemos em Bereshít/Gênesis.

As Leis dos Bnei Nôach não são outra religião que os judeus estão tentando encorajar os não-judeus a aceitar. Decerto, elas não são de forma alguma uma religião, mas sim uma estrutura para criar um mundo melhor, uma humanidade melhor baseada na união da qual cada ser humano pode desfrutar com seu CRIADOR.

Mesmo que práticas à primeira vista, em geral o pacto de Nôach é baseado em princípios cujo valor e importância para criar uma sociedade justa e moral são facilmente reconhecidos pela maioria, se não por todos os povos do mundo em nossos dias.

Mas os princípios destas leis são diferentes de qualquer conjunto de leis racionais que podem ser estabelecidas por um tribunal da atualidade, porque foram estabelecidas pelo PRÓPRIO CRIADOR e entregues a nós como a base para SEU relacionamento com a humanidade como um todo.

Para além de seus aspectos positivos, o renascimento espiritual que o mundo experimenta hoje tem produzido o que se descreve como um choque de civilizações, cujo final não pode ser previsto. Em vez de incentivar a paz, a compreensão e a tolerância, as diferentes atitudes e alegações que cristãos e muçulmanos propõem em relação ao CRIADOR estão ameaçando causar uma tremenda confusão. Este é exatamente o tempo para que o povo judeu cumpra com sua missão como povo escolhido por Hashém e, junto com os não-judeus que já adotaram e se comprometeram com as leis dos Bnei Nôach, se dedique a propagar a mensagem destas leis e oferecer esperança, na forma de um pacto verdadeiramente universal entre o homem e Hashém, de uma nova era que pode emergir sobre todos nós.

O Rebe de Lubavítch imputou sobre seus irmãos e irmãs judeus a necessidade e obrigação de serem receptivos às necessidades espirituais dos não-judeus, até chegarem aos seus corações com A Verdade. Por conseguinte, a maioria dos centros Chabád Lubavítch estão procurando ensinar aos não-judeus como serem Bnei Nôach ao mesmo tempo em que os conecta com a autoridade de Torá local para propiciar seu crescimento contínuo e feliz.

De acordo com o Rebe, trazer as sete leis dos Bnei Nôach para o mundo gentio é um dos esforços mais valiosos para todos os judeus.

 

Por Rabi Moshe Genuth (Chabad)
© Rabi Moshe Genuth

Rabi Moshe Genuth é o editor em inglês do livro Cabalá e Meditação para as Nações do Rabi Yitzchak Ginsburgh (também Chabad).

 

© 2015-2019 Noahidebr

 

Traduzido do espanhol por Noahidebr/Bnei Noach Brasil © 2015-2019 Noahidebr

https://noahidebr.com/copyright/

 

MAS…

Se Bnei Nôach não é uma religião, significa isso que os Bnei Nôach não tem obrigação de acreditar em D’us e de orar para D’us?

Será que acreditar em D’us e orar para ELE torna o movimento Bnei Nôach uma religião?

O Rebe responde estas perguntas. Veja em:

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

Padrão
Uncategorized

Os nomes de Moisés / Batiá

B”H

 

Os nomes de Moisés / Quem é Batiá?

 

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”.
Exemplos: “Hashém”, “Moshé”, etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”.
Exemplos: “Chavér”, etc.

 

Por Noahidebr

 

“E um homem da casa de Leví (- Amrám, filho de Kehat, filho de Leví – Amrám é neto de Leví e bisneto de Yaacóv -) foi e se casou (novamente com a sua ex-esposa, Yochéved,) filha de Leví (- irmã de Kehat, neta de Yaacóv, e tia de seu marido Amrám -). (Eles se divorciaram porque não quiseram ter mais filhos – já tinham dois, Miriám e Aharón – devido o decreto do Paróh (Faraó).) E engravidou a mulher e deu à luz um filho; e vendo que ele era bom (i.e., especial), escondeu-o por 3 meses.”

Yochéved/Joquebede trouxe o menino para a Princesa Batiá, “a filha do Paróh (Faraó)”, e Batiá “chamou seu nome Moshé (Moisés), e disse: porque das águas (do Suf Ieór (Rio Nilo)) o tirei.”

Shemót/Êxodo 1:22-2:10

 

Por que a Torá não menciona qual nome os pais de Moshé deram para ele? Será que eles não lhe deram nome? E por que a Torá menciona que a filha do Faraó o chamou Moshé?

 

Apesar da Torá (escrita) carecer destas informações, a tradição judaica nos fornece as respostas.

 

De acordo com a tradição judaica, quando Yochéved levou o menino – o seu próprio filho – para a filha do Faraó, a Princesa egípcia Batiá, a própria Princesa perguntou para Yochéved: “Como vocês chamam-no?” Portanto, o menino tinha um nome, sim. Interessante e curioso é o fato de que, segundo a tradição judaica, o menino não apenas tinha um nome, mas tinha vários nomes (entre outros que ele ganhou no decorrer da vida).

 

Os (outros) 12 nomes de Moshé

 

▪Chavér (חבר) (ou, Chever).
Significa “Amigo; Companheiro”, ou ainda “Conector”.
Seu pai, Amrám, lhe deu esse nome (pois Amrám e Yochéved haviam se desconectado – divorciado – para evitarem ter mais filhos, além dos que já tinham, por causa do decreto infanticida do Paróh. Por fim, deixaram o temor pelo decreto de lado e casaram-se novamente – voltaram a estar conectados – e tiverem “Moshé”).
“Conector” ainda alude a Moshé conectar o povo judeu com SEU “PAI CELESTIAL” ou a ele impedir (העביר, fonéticamente semelhante a חבר) a retribuição celestial pelos pecados deles.

▪Avigdor (אבי גדור) (ou, Aviguedor).
Significa “Mestre da Cerca”.
Segundo o Me’am Loez, o avô de Moshé, Kehat, lhe deu esse nome porque “desde o nascimento de Moshé, D’us (como que) colocou uma cerca em torno do faraó impedindo-o de continuar com seu decreto de afogamento dos meninos judeus*”.

* Segundo o Rashí, a Torá não específica que o decreto era para os meninos judeus, o que significa que era um decreto geral, válido tanto para os meninos judeus quanto para os meninos egípcios (Shemót/Êxodo 1:22).

 

▪Avi-Socho (אבי סוכו).
Significa “Pai dos Videntes”.
Seu avô, Kehat, lhe deu esse nome (ou talvez (quem lhe deu esse nome) foi a babá que ajudou a mãe de Moshé a criá-lo) porque Moshé se tornaria o “pai” ou “mestre” (avi) de todos os videntes (sochim) e profetas.

▪Yekutiel (יקותיאל) (ou, Jekutiel, Iecutiel).
Da raiz cavê (קוה), “esperança”.
Significa “D’us Reúne” ou também “Fé em D’us (Espera por D’us; Confia em D’us)”.
Sua mãe, Yochéved, lhe deu esse nome porque tinha esperança e confiava que (mesmo com o evento do Rio Nilo, por fim,) D’us os reuniria. Moshé também induziu os judeus a depositarem sua “fé em D’us”.

▪Yéred (ירד).
Significa “Descenso; Descida”.
Sua irmã, Miriám, lhe deu esse nome porque, por causa dele, ela teve de descer (yarad) até o Nilo para ver o que seria dele.
Além disso, foi Moshé quem como que desceu do céu com a Torá para entregá-la para o povo judeu, fazendo também a Presença Divina descer de volta para o mundo físico.

▪Avi-Zanôach (אבי זנוח).
Significa “Mestre da Rejeição”.
Seu irmão, Aharón, lhe deu esse nome, dizendo: “Meu pai rejeitou minha mãe (i.e., divorciou-se dela), mas (por fim ele) a recebeu novamente por causa deste menino (i.e., casou-se de novo com ela porque ainda era para eles terem Moshé)”.
Outra explicação é que Moshé faria Israel rejeitar ídolos.

▪Leví (לוי).
Nome da tribo a que pertencia.

▪Tov (טוב).
Significa “Bom”.
Segundo o Midrash Shemót Rabá 18:3.

▪Toviyáh (טוביה) (Toviá, ou Tobias, ou Tuviá).
Significa “(Pela) Bondade de Havayah” ou “Havayah é Bom”.
Segundo o Talmúd, esse foi, de fato, o nome que Amrám e Yochéved deram para Moshé quando ele nasceu.

▪Ben Netanel (בן נתנאל) (Nethanel, ou Natanel, ou Nesanel).
Ben significa “Filho de”, e, Netanel significa “D’us Deu”.
Netanel é a junção das duas palavras, natán (deu) + El (D’us). Portanto, Ben Netanel alude ao fato de que Moshé foi “a pessoa (literalmente, “o filho” (do povo judeu)) para quem D’us deu a Torá”.

▪Ben Eviatar (בן אביתר).
Significa “Filho do Perdão”.
Alude ao fato de que Moshé foi o filho do povo judeu que solicitou o perdão de D’us (ויתר) pelo pecado do bezerro de ouro (o ídolo feito pelos judeus quando lhes pareceu que Moshé não iria descer do Monte Sinai).

▪Shemayáh (שמעיה) (Shemaiá).
Significa “Havayah Ouve”.
O povo judeu lhe deu esse nome porque eles previam que em seus dias D’us ouviria (שמע) as orações deles.

 

Apesar de ter seu nome primordial – Toviá – e de ter todos esses nomes, em toda a Torá ele é referido somente como Moshé. Além do mais, O PRÓPRIO D’us se dirige a Moshé somente com esse nome. Foi a Princesa Batiá* quem disse para Yochéved: “Eu lhe darei (ao menino) mais um nome. Eu o chamarei Moshé (משה) (Moisés) porque eu mesma o tirei das águas” do Rio Nilo. Moshé significa “Tirar; Retirar”, querendo dizer que ele foi “tirado”, isto é, “salvo” do rio.
Então Hashém declarou: “Devido a que Batiá foi tão amável e misericordiosa, o menino será chamado pelo nome dado por ela.”
Nossos Sábios nos dizem que isto nos ensina a importância da criação de um filho, especialmente quando isso requer um sacrifício pessoal especial.

* Bat-Yáh (בתיה) (Batiá, ou Bitia, ou Basya). Significa “Filha de Havayah” (Bat = “Filha de”; Yáh = “Havayah”). O PRÓPRIO Hashém deu esse nome para ela por ela ter arriscado a própria vida ao desobedecer o decreto real e salvar e adotar o bebê que se tornaria o maior de todos os profetas, Moshé:

“Rav Yehoshúa disse em nome do Rav Leví que D’us disse para a filha do Paróh: ‘Moshé não era seu filho, contudo você (o salvou e o adotou e) o chamou de seu filho. EU farei o mesmo: embora você não seja Minha filha, EU (a salvarei e a adotarei e) a chamarei de Minha Filha’ ” (Midrash Vayicrá Rabá 1:3).

Ela se converteu ao judaísmo.

No evento chamado Dez Pragas, só um egípcio não foi atingido por elas, Batiá.
No evento da décima praga, a morte dos bechorót ou primogênitos, houve um único bechor (primogênito) – além do próprio Paróh (Faraó) – que não morreu, Batiá. Sim, Batiá era a primogênita do Paróh.

Foi para ela que o rei Shelomô (Salomão) compôs o famoso poema Éshet Cháyil (Mishlê/Provérbios 31:10-31).

Quando o povo judeu foi libertado do Egito (Mitsráyim), ela saiu com eles.

Os místicos judeus ensinam que Batiá foi uma das 9 pessoas (alguns dizem que são 7, outros dizem que são 13) a adentrarem o Mundo Vindouro* sem ter falecido fisicamente (sim, isso mesmo, segundo o judaísmo existem algumas pouquíssimas pessoas que triunfaram sobre a morte).

* Viver no Mundo Vindouro (Gán Éden) não faz referência à vida como a conhecemos. Na realidade, é uma forma de existência desconhecida para nós.

 

Por Noahidebr

Baseado em chabad.org (ing.), em jabad.org.ar e em jabad.org (esp.), no Rav Eliezer Danzinger (ing. e esp.), e no Instituto Morashá de Cultura.

© Noahidebr 2015-2018

https://noahidebr.com/copyright/

Padrão
Uncategorized

Curiosidades: Você sabia…

B”H

 

Curiosidades

 

Você sabia…

…que houve uma época em que as pessoas idosas não tinham uma aparência envelhecida?

 

…que houve uma época em que não existia doença alguma?

 

…que houve uma época em que – quando as doenças já existiam – as pessoas doentes não se recuperavam das suas respectivas doenças?

 

Por Noahidebr

 

O Talmud Sanhedrín Daf 107b explica:

 

“Até o tempo de Avrahám não havia envelhecimento algum, e os velhos e os jovens tinham a mesma aparência. Quando alguém via Avrahám dizia: Esse é Yitschák (Isaac), e quando alguém via Yitschák dizia: Esse é Avrahám. Avrahám orou por misericórdia, que ele se submeteria ao envelhecimento, como se afirma: “E Avrahám (Abraão) era velho, avançado em idade” (Bereshít/Gênesis 24:1). Não há menção de envelhecimento antes desse versículo.

Até a época de Yaakóv não havia fraqueza alguma, isto é, doença. Yaakóv orou por misericórdia e veio a haver fraqueza, como se afirma: “Disseram a Yossêf (José): ‘Eis que teu pai (Yaakóv/Jacó) está enfermo'” (Bereshít/Gênesis 48:1).

Até o tempo de Elishá (Eliseu) não houve pessoa alguma enferma que se recuperou da sua doença, e Elishá veio e orou por misericórdia e se recuperou, como se afirma: “E Elishá (Eliseu) estava doente da sua doença da qual iria morrer” (Melachím II/2 Reis 13:14). Essa é a primeira menção de uma pessoa que estava doente e que não morreu dessa doença.”

 

Traduzido do inglês por Noahidebr.
© Noahidebr 2015-2018

https://noahidebr.com/copyright/

 

Padrão