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Bnei Nôach, uma religião?

B”H

 

Perguntas E Respostas

 

(Atenção:
Nas palavras transliteradas, o “ch” tem som de “RR”. Exemplo: Nôach.

Nas palavras transliteradas, o “sh” tem som de “CH”. Exemplos: Bereshít; Hashém.)

 

Perguntas E Respostas

 

É o movimento Bnei Nôach uma religião – uma nova religião? É o movimento Bnei Nôach uma religião para não-judeus criada por rabinos?

 

Por Rav Moshe Genut

 

Em nossos tempos, o Rebe de Lubavítch – Rabí Menachem Mendel Schneerson – trouxe as leis dos Bnei Nôach (Filhos de Noé) à vanguarda de nossos esforços por trazer a paz definitiva e a prosperidade ao povo judeu e ao mundo inteiro. Repetidamente o Rebe explicou que o mundo está preparado para aceitar a responsabilidade destas leis e de renovar o pacto feito entre Nôach (Noé) e o Todopoderoso depois do Dilúvio, como lemos em Bereshít/Gênesis.

As Leis dos Bnei Nôach não são outra religião que os judeus estão tentando encorajar os não-judeus a aceitar. Decerto, elas não são de forma alguma uma religião, mas sim uma estrutura para criar um mundo melhor, uma humanidade melhor baseada na união da qual cada ser humano pode desfrutar com seu CRIADOR.

Mesmo que práticas à primeira vista, em geral o pacto de Nôach é baseado em princípios cujo valor e importância para criar uma sociedade justa e moral são facilmente reconhecidos pela maioria, se não por todos os povos do mundo em nossos dias.

Mas os princípios destas leis são diferentes de qualquer conjunto de leis racionais que podem ser estabelecidas por um tribunal da atualidade, porque foram estabelecidas pelo PRÓPRIO CRIADOR e entregues a nós como a base para SEU relacionamento com a humanidade como um todo.

Para além de seus aspectos positivos, o renascimento espiritual que o mundo experimenta hoje tem produzido o que se descreve como um choque de civilizações, cujo final não pode ser previsto. Em vez de incentivar a paz, a compreensão e a tolerância, as diferentes atitudes e alegações que cristãos e muçulmanos propõem em relação ao CRIADOR estão ameaçando causar uma tremenda confusão. Este é exatamente o tempo para que o povo judeu cumpra com sua missão como povo escolhido por Hashém e, junto com os não-judeus que já adotaram e se comprometeram com as leis dos Bnei Nôach, se dedique a propagar a mensagem destas leis e oferecer esperança, na forma de um pacto verdadeiramente universal entre o homem e Hashém, de uma nova era que pode emergir sobre todos nós.

O Rebe de Lubavítch imputou sobre seus irmãos e irmãs judeus a necessidade e obrigação de serem receptivos às necessidades espirituais dos não-judeus, até chegarem aos seus corações com A Verdade. Por conseguinte, a maioria dos centros Chabád Lubavítch estão procurando ensinar aos não-judeus como serem Bnei Nôach ao mesmo tempo em que os conecta com a autoridade de Torá local para propiciar seu crescimento contínuo e feliz.

De acordo com o Rebe, trazer as sete leis dos Bnei Nôach para o mundo gentio é um dos esforços mais valiosos para todos os judeus.

 

Por Rav Moshe Genut
© Rav Moshe Genut

Rav Moshe Genut é o editor em inglês do livro Cabalá e Meditação para as Nações do Rav Yitzchak Ginsburgh.

 

Traduzido do espanhol por Noahidebr
© 2015-2018 Noahidebr

https://noahidebr.com/copyright/

 

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O Credo de Noé (Declaração Noaítica)

B”H

 

Em homenagem ao Rebe (Rav Menachem Mendel Schneerson), Líder de nossa geração.

 

 

O Credo de Noé (Declaração Noaítica)

 

“O credo de Noé é uma herança sagrada de todos os Filhos de Noé (Benê Nôach), uma herança que cada pessoa na face da terra pode recitar todos os dias. E se um número suficiente de nós começar a dizer essas mesmas palavras todos os dias, rapidamente veremos um mundo diferente. Mais cedo do que podemos imaginar.”

 

Veja em:

https://noahidebr.com/apresentacao/

 

E já adicionado ao:

https://noahidebr.com/2017/09/09/guia-de-bencaos-e-oracoes-diarias-para-os-bnei-noach/

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“Uma palavra” sobre o Rebe

B”H

 

“Uma palavra” sobre o Rebe

 

Por Rav Simon Jacobson

 

Mesmo sendo um líder judeu (o sétimo do movimento Chabad-Lubavitch), o Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson, 1902-1994) ensinava – e personificava – uma mensagem nitidamente universal, exortando toda a humanidade a levar vidas produtivas e virtuosas, e conclamando a união entre todos os povos.

O Rebe enfatizava constantemente que todos os pensamentos virtuosos do mundo não produzem um único ato virtuoso, um único gesto de ajuda, um único dólar para a caridade. Uma fusão de pensamento e ação, pregava ele, é vital.

Por mais que os ensinamentos do Rebe contenham uma mensagem universal, deve-se lembrar que ele era primordialmente um líder judaico. Como tal, lançou um esforço sem precedentes para estimular cada judeu a abraçar e aprofundar sua conexão com o judaísmo; suas preleções se referiam especificamente aos meios pelos quais os judeus deveriam cumprir as mitsvót (“obrigações”) que a Torá – palavra que significa “instrução” – (a Torá) inclui não apenas [o Pentateuco, os cinco livros de Moisés, e por extensão todo o Tanách,] a Bíblia [judaica,] como também a compilação dos ensinamentos orais e escritos, sua interpretação e aplicação, transmitidos de mestre para discípulo numa corrente ininterrupta que começa com Moisés – lhes ordena. Mas todos os seus ensinamentos giravam essencialmente em torno de uma premissa: D’us criou o universo com a intenção de que a humanidade o civilizasse e o aperfeiçoasse. E D’us nos legou um plano com o qual realizar este propósito: a Torá – a mesma Torá que Moisés recebeu do Próprio D’us no Monte Sinai, a mesma Torá cujas verdades inabaláveis permeiam a própria formação da humanidade desde sua gênese. Como o Rebe constantemente nos lembrava, obedecer a Torá e suas mitsvót (leis) não é opcional ou arbitrário. Ainda que fiel à tradição e à lei judaicas, o Rebe expunha as verdades universais da Torá a todas as pessoas. O Rebe enfatizava especialmente o dever de manter-se fiel às Shéva Mitsvót Bnei Nôach, Sete Leis dos Filhos de Noé, o código universal de moralidade e ética que foi legado à toda a humanidade no Sinai.
Não importa o quão diferentes possamos ser como seres humanos, não importa o quanto possam diferir nossas formações e destinos individuais, a mensagem da Torá se dirige a todos nós, dizendo que cada um de nós foi criado à imagem de D’us, e que devemos viver de acordo com esta realidade, que devemos viver em harmonia uns com os outros e transformar este mundo, por intermédio da virtude, da caridade e da bondade, em uma casa de D’us. Cada pessoa e cada nação tem um papel peculiar – com suas mitsvót específicas – por intermédio do qual esta missão universal deve ser cumprida.

O Rebe enfatizava que, depois de todos esses anos refinando este universo material, havia chegado a época de tornar D’us uma realidade na vida das pessoas; ele admitia que as pessoas, em todos os lugares, agora estão receptivas a um mundo que será “cheio do conhecimento de Hashém (D’us), assim como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:9).

 

Extraído da “Introdução” do livro “Rumo a uma vida significativa: a Sabedoria do Rebe Menachem Mendel Schneerson”, adaptação Rabino Simon Jacobson, Editora Maayanot.

 

Eu creio com plena fé nos Treze Princípios da Torá:

12. Creio com plena fé na vinda de Mashíach. Mesmo que demore, esperarei por sua vinda a cada dia. O Mashíach (o verdadeiro messias) será um indivíduo imerso no estudo da Torá e suas Mitsvót (Mandamentos), como David, seu ancestral. Ele irá seguir meticulosamente a Torá Escrita (Torá Shebichtav) e a Torá Oral (Torá Shebeal Pê). Ele irá conduzir os judeus de volta ao caminho do judaísmo e fortalecerá a observância da Torá e suas Mitsvót. Ele, e só ele, irá trazer toda a humanidade à observância das Mitsvót Bnei Nôach. Todas as nações retornarão à religião verdadeira. “Ki maleá haárets deá et Hashém camáyim laiám mechassim” – “A terra estará repleta do conhecimento de Hashém, assim como as águas cobrem o mar.” (Yeshayáhu/Isaías 11:9)

 

Veja os ensinamentos do Rebe para todos os não-judeus do mundo em

https://noahidebr.com/2016/01/29/o-caminho-espiritual-do-nao-judeu/

https://noahidebr.com/2016/08/05/caminhar-na-presenca-de-dus/

https://noahidebr.com/2015/10/09/o-rebe-e-as-sete-leis-dos-noahidas/

 

E veja outras matérias relacionadas a estes ensinamentos em

https://noahidebr.com/2016/09/01/os-sete-mandamentos-dos-filhos-de-noach-noe/

https://noahidebr.com/2016/08/01/dois-artigos-o-rebe-os-judeus-e-os-noahidas-mais-de-5-000-visualizacoes/

https://noahidebr.com/2015/09/08/as-sete-mistvot-que-unem-a-humanidade/

 

 

© Noahidebr 2015-2017

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(Dois Artigos) O Rebe, os judeus e os noaítas | Mais de 5.000 visualizações

(Dois Artigos) O Rebe, os judeus e os noaítas | Mais de 5.000 visualizações

Este link contém Dois Artigos.

 

(1° Artigo)

MAIS DE 5.000 VISUALIZAÇÕES

 

Em 1° de setembro de 2015, foi lançado o Site Noahidebr, com a sua primeira publicação, o Sêfer Tehilim, Livro dos Salmos.
Em 17 de julho de 2016, antes ainda de completar um ano de existência, o Site Noahidebr alcança mais de 5.000 visualizações. Estas visualizações ocorrem principalmente no Brasil, naturalmente, mas também são oriundas de países tais como Estados Unidos, Portugal, Israel, Alemanha, Japão, entre outros.
Assim, nós, os criadores/publicadores do Site Noahidebr, reverenciamos e louvamos Hashem por nos permitir a realização deste trabalho, usando-nos como instrumentos para tal, Baruch Hashem.

Também aproveitamos para expressar os nossos agradecimentos a:

– o Povo de D’us (o Povo Judeu), a começar pelo – em especial ao – Rebe (Rav Menachem Mendel Schneerson) que, pensando em todos nós não-judeus, sim, preocupado com todos nós, a humanidade, lançou a Campanha de Conscientização Judaica do Caminho Espiritual Original Da Humanidade: O Caminho Noaítico (relativo ou pertencente aos Noaítas (Bnei Noach/Filhos de Noé) ou ao Noaísmo), levando então os judeus a se conscientizarem do seu propósito no mundo, o de professores/educadores da Espiritualidade para toda a humanidade – ensinar para todos os povos as suas próprias Mitsvot (Leis) dadas igualmente por O PRÓPRIO HASHEM (D’US). A partir daí, inúmeras autoridades judaicas têm aprendido sobre e ensinado tanto a seus correligionários quanto aos não-judeus a Fé Primordial da Humanidade: As Sete Categorias de Leis dos Filhos de Noé (Shéva Mitsvót Bnei Noach).
Observação: é verdade que antes do Rebe alguns judeus ensinaram As Sete Categorias de Leis dos Filhos de Noach para alguém, mas esses foram casos excepcionais e isolados.
(Veja o 2° artigo mais abaixo
O REBE, OS JUDEUS E OS NOAÍTAS )

– todos os nossos leitores/acompanhantes.

O objetivo do Site Noahidebr:

Existem muitíssimas informações (de fontes totalmente confiáveis) destinadas aos Bnei Noach nas línguas inglesa e espanhola, porém, pouquíssimas na língua portuguesa. Portanto, foi com este objetivo que este Site foi criado, trazer essas informações para o público de língua portuguesa.
Que Hashem nos abençoe para que possamos estar sempre cada vez mais trazendo muito mais materiais noaíticos (como já dito, de fontes totalmente confiáveis) para a língua portuguesa.

Dedicatória:

Dedicamos a existência do Site Noahidebr a uma pessoa a quem temos profundos carinho, respeito, admiração e gratidão, o Senhor Rav Yacov Gerenstadt.
O Senhor Rav Yacov Gerenstadt há cerca de quatro anos se dedica ao trabalho de divulgação do Caminho Espiritual Noaítico ao povo brasileiro (a todas as pessoas, sem nenhuma exceção, sem discriminação).
Aqui, foto do Primeiro Encontro Bnei Noach Brasil da Cidade de S. Paulo realizado pelo Senhor Rav Yacov Gerenstadt em 19 de agosto de 2012. (Nós, do Site Noahidebr estávamos presente.)

1o. Encontro Bnei Noach Brasil Rav Yacov

© Noahidebr 2015-2018

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(2° Artigo)

O REBE, OS JUDEUS E OS NOAÍTAS (Bnei Noach)

 

Por Rav Moshe Feller

 

Liderando o movimento Lubavitch, o Rebe criou a maior e mais dinâmica rede educacional judaica mundial do judaísmo. Existem cerca de 4.000 filiais Lubavitch em todo o mundo.

Eu quero focar aqui em um aspecto particular da liderança do Rebe. Enquanto o século 20 assistiu a uma série de gigantes espirituais que trabalharam para melhorar a espiritualidade do povo judeu, o Rebe foi incomparável porque ele também trabalhou diretamente para aumentar a espiritualidade dos não-judeus.

Pode estar certo de que os judeus não fazem proselitismo. O Rebe não estava lá para convencer os não-judeus a se tornarem judeus. Os esforços do Rebe se concentraram nos não-judeus serem espirituais através do cumprimento das Sete Categorias de Leis Noaíticas (que O Todopoderoso ordenou).

Depois do Dilúvio, D’us fez um pacto com Noach e sua família constituído de Sete Categorias de Leis que toda a humanidade deve observar:

1) devotar somente a D’us;
2) não blasfemar contra D’us;
3) não assassinar;
4) não cometer crimes sexuais;
5) não roubar;
6) não ser cruel com os animais (especificamente não consumir o membro de um animal antes de tomar a sua vida);
7) buscar a justiça como uma sociedade (o oposto de anarquia).

D’us comunicou a Moshe Rabênu que ELE tinha feito este pacto com Noach e encarregou Moshe de informar o povo judeu que eles têm a obrigação de influenciar a humanidade para observar essas leis (ver Rambam, Mishnê Torá, As Leis dos Reis, capítulo 8, leis 10 e 11).
( Veja em
https://noahidebr.com/2016/08/01/maimonides-e-os-noaitas-bnei-noach/ )

Por todo o nosso longo exílio, este ensinamento da nossa responsabilidade de divulgar essas leis a toda a humanidade foi, por uma variedade de razões, negligenciado.

Os grandes líderes da Torá não impeliram seus seguidores a se concentrarem na obrigação de disseminar as sete categorias de leis noaicas à humanidade. Mas não é assim com o Rebe. Ele dinamicamente encarregou os judeus de levar a cabo a sua obrigação da Torá e disseminar estas sete categorias de leis noaicas a não-judeus.

A Torá cobra dos judeus que eles mesmos sejam conscientes de D’us e que influenciem os não-judeus a serem conscientes de D’us. A consciência de D’us é a base destas sete categorias de leis, ao mesmo tempo que é a base de toda a Torá.

Nós podemos divulgar a nossa consciência de D’us de um modo muito simples. Quando alguém lhe perguntar como você está, responda acrescentando “Graças a D’us”. Ao marcar um encontro, diga “se D’us quiser, lhe verei amanhã.”

Deixe seus amigos não-judeus observarem a sua consciência de D’us. Seja um exemplo e um modelo de consciência de D’us.

Por isso, quando eu entro em um táxi, pergunto ao motorista: “Você já agradeceu a D’us hoje?”, e isso invariavelmente inicia uma conversa de consciência de D’us.

Uma vez eu peguei um táxi no aeroporto de La Guardia. Perguntei ao taxista haitiano negro: “Você já agradeceu a D’us hoje?” Eu quase caí para fora do táxi quando ele virou a cabeça para mim e, sorrindo, respondeu em hebraico: “Barechú Hashém iom iom” (“Graças a Hashem (D’us) dia a dia”).

Alegremente eu perguntei: “Onde você aprendeu essa frase?”

Ele me disse que antes de começar a trabalhar como taxista, ele tinha trabalhado seis anos para um vendedor chassídico no Lower East Side de Manhattan. Todas as manhãs ele estava ao lado do vendedor quando o vendedor abria a porta. Quando o vendedor via que tudo estava bem, ele dizia essas palavras: “Barechú Hashém iom iom.”

“Depois de um tempo”, continuou o taxista, “eu perguntei: ‘O que significam essas palavras?’ E ele me disse que significam ‘Graças a D’us dia a dia’ – e eu tenho agradecido a D’us dia a dia desde então. Quando você me perguntou se eu agradeci a D’us hoje, imaginei que você iria gostar de ouvir a minha resposta em hebraico.”

Por agradecer a D’us explicitamente na presença de seu empregado não-judeu, o vendedor influenciou um humano não-judeu a agradecer a D’us dia a dia – precisamente o objetivo da campanha de consciência de D’us do Rebe para toda a humanidade.

Eu abri o Senado dos Estados Unidos em Washington com as sete leis noaicas. Recitei essas leis a um grande grupo de pessoas do clero no Ground Zero após o 11 de setembro. Mas nunca obtive uma resposta como a que obtive daquele taxista haitiano.

Disseminar as “Shéva Mitsvót Bnei Noach” – as Sete Leis dos Descendentes de Noé – para toda a humanidade é a nossa obrigação, que foi reinstaurada e reiterada só agora na nossa geração pelo Rebe.

 

Veja também
https://noahidebr.com/2015/09/25/e-permitido-a-um-nao-judeu-estudar-a-tora/

 

© jewishpress.com

 

Traduzido do inglês por Noahidebr.

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O Caminho Espiritual do não-judeu

BEM-VINDO AO SITE DE BNEI NÔACH (FILHOS DE NOÉ)

 Clique (no link) acima

 

Uma mensagem para o mundo

 

O Caminho Espiritual do não-judeu

 

Por Rav Menachem Mendel Schneerson (o Rebe)

 

Fonte: revista “Lubavitch Internacional”, Vol. 2, N° 1, 1990, pág. 3

 

Hoje nos encontramos num cruzamento da História. Mudanças têm varrido o mundo de regimes opressores e dado lugar a uma crescente consciência moral. É, portanto, uma época apropriada para refletir sobre as dinâmicas destas mudanças, e, portanto, extrair coragem e orientação para torná-las plenamente efetivas. Ao explicar o propósito da Criação do Universo, nossos Sábios dizem que D’us, a Essência de todo o Bem, criou o mundo como resultado do Seu desejo de fazer o Bem. Como está escrito em Tehilím (Salmos) 145:9: “ELE é bom para com todos e o manifesta através de todos os Seus feitos.” Como é da natureza do Bem fazer bem aos outros, a Criação do Universo foi uma expressão Divina de bondade. Deste modo, o Universo e toda a vida são recipientes e objetos de bondade Divina.

Por conseguinte, tudo o que ocorre no mundo, mesmo o que é aparentemente mal, tal como os desastres da natureza, deve conter necessariamente algum bem redentor. Similarmente, a inclinação negativa nos seres humanos, que desejam essencialmente fazer o bem, não é senão um mecanismo dos desígnios Divinos para estabelecer o livre arbítrio entre nós. Pois se D’us tivesse criado um mundo totalmente e exclusivamente bom, sem esforços da humanidade para alcançá-lo, haveria pouca ou nenhuma apreciação da bondade no mundo.

À luz disto, é importante saber que na luta contra o mal, seja no âmbito mundial ou em caráter pessoal, a abordagem não deve ser de confrontação. Pelo contrário, ao enfatizar o que há de bom nas pessoas e no mundo, e trazendo o lado positivo à tona, o mal será sobreposto pelo Bem, até eventualmente desaparecer. Apesar de D’us haver criado um mundo onde as pessoas têm o livre arbítrio, ELE nos proveu com os instrumentos e a orientação de que precisamos para nos estimular a optar pelo Bem: O Código Moral Divino, predecessor de todos os códigos humanos, e o único que contém aplicações universais e atemporais para uma civilização boa e moral. Este código Divino conhecido como Sete Leis de Noé, estabelece uma definição objetiva de “bom” – aplicável a todas as pessoas. Pois como a História recente provou, uma moralidade baseada em idéias humanas do que é o bem é relativa, subjetiva e essencialmente não persuasiva. Além disso, é abundantemente claro para educadores e legistas que nem a intimidação e nem ameaças de punição podem inculcar algum profundo sentido de obrigação moral. Isto apenas acontece pelo conhecimento – por meio da educação de que há um “Olho que vê e um Ouvido que ouve”, para Quem todos prestaremos contas.

O Código Noaico das sete leis Divinas básicas foi dado a Noé e seus filhos após o Dilúvio. Estas leis assegurariam a Noé e seus filhos, os predecessores da nova raça humana, que a humanidade não mais degeneraria até tornar-se uma selva novamente. As leis, que ordenam o estabelecimento de tribunais de justiça, e proíbem idolatria, blasfêmia, homicídio, incesto, roubo e comer parte de um animal vivo (crueldade com os animais), constituem o fundamento de toda a moralidade. E elas se estendem, com as leis que delas derivam, a todos os aspectos do comportamento moral.

É uma tarefa única educar e encorajar a observância das Sete Leis entre todos os povos. A tolerância religiosa em nossos dias e a tendência para uma liberdade cada vez maior nos oferece uma oportunidade única para realçar, aumentar e propagar a observância destas leis. Porque é pela observância destas leis, que são expressões da bondade de D’us, que a humanidade estará novamente unida e ligada por uma responsabilidade moral comum ao nosso Criador. Esta unidade promove a paz e a harmonia entre todos os povos, conseguindo desse modo o Bem final para todos. Como disse o Salmista (133:1): “Como é bom e agradável viverem irmãos juntos em harmonia.”

 

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