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Nova página do site noahidebr.com

B”H

 

No mês de aniversário do site noahidebr.com, uma nova página, Graças a D’us.

 

Confira:

 

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

 

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“Uma palavra” sobre o Rebe

B”H

 

“Uma palavra” sobre o Rebe

 

Por Rav Simon Jacobson

 

Mesmo sendo um líder judeu (o sétimo do movimento Chabad-Lubavitch), o Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson, 1902-1994) ensinava – e personificava – uma mensagem nitidamente universal, exortando toda a humanidade a levar vidas produtivas e virtuosas, e conclamando a união entre todos os povos.

O Rebe enfatizava constantemente que todos os pensamentos virtuosos do mundo não produzem um único ato virtuoso, um único gesto de ajuda, um único dólar para a caridade. Uma fusão de pensamento e ação, pregava ele, é vital.

Por mais que os ensinamentos do Rebe contenham uma mensagem universal, deve-se lembrar que ele era primordialmente um líder judaico. Como tal, lançou um esforço sem precedentes para estimular cada judeu a abraçar e aprofundar sua conexão com o judaísmo; suas preleções se referiam especificamente aos meios pelos quais os judeus deveriam cumprir as mitsvót (“obrigações”) que a Torá – palavra que significa “instrução” – (a Torá) inclui não apenas [o Pentateuco, os cinco livros de Moisés, e por extensão todo o Tanách,] a Bíblia [judaica,] como também a compilação dos ensinamentos orais e escritos, sua interpretação e aplicação, transmitidos de mestre para discípulo numa corrente ininterrupta que começa com Moisés – lhes ordena. Mas todos os seus ensinamentos giravam essencialmente em torno de uma premissa: D’us criou o universo com a intenção de que a humanidade o civilizasse e o aperfeiçoasse. E D’us nos legou um plano com o qual realizar este propósito: a Torá – a mesma Torá que Moisés recebeu do Próprio D’us no Monte Sinai, a mesma Torá cujas verdades inabaláveis permeiam a própria formação da humanidade desde sua gênese. Como o Rebe constantemente nos lembrava, obedecer a Torá e suas mitsvót (leis) não é opcional ou arbitrário. Ainda que fiel à tradição e à lei judaicas, o Rebe expunha as verdades universais da Torá a todas as pessoas. O Rebe enfatizava especialmente o dever de manter-se fiel às Shéva Mitsvót Bnei Nôach, Sete Leis dos Filhos de Noé, o código universal de moralidade e ética que foi legado à toda a humanidade no Sinai.
Não importa o quão diferentes possamos ser como seres humanos, não importa o quanto possam diferir nossas formações e destinos individuais, a mensagem da Torá se dirige a todos nós, dizendo que cada um de nós foi criado à imagem de D’us, e que devemos viver de acordo com esta realidade, que devemos viver em harmonia uns com os outros e transformar este mundo, por intermédio da virtude, da caridade e da bondade, em uma casa de D’us. Cada pessoa e cada nação tem um papel peculiar – com suas mitsvót específicas – por intermédio do qual esta missão universal deve ser cumprida.

O Rebe enfatizava que, depois de todos esses anos refinando este universo material, havia chegado a época de tornar D’us uma realidade na vida das pessoas; ele admitia que as pessoas, em todos os lugares, agora estão receptivas a um mundo que será “cheio do conhecimento de Hashém (D’us), assim como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:9).

 

Extraído da “Introdução” do livro “Rumo a uma vida significativa: a Sabedoria do Rebe Menachem Mendel Schneerson”, adaptação Rabino Simon Jacobson, Editora Maayanot.

 

Eu creio com plena fé nos Treze Princípios da Torá:

12. Creio com plena fé na vinda de Mashíach. Mesmo que demore, esperarei por sua vinda a cada dia. O Mashíach (o verdadeiro messias) será um indivíduo imerso no estudo da Torá e suas Mitsvót (Mandamentos), como David, seu ancestral. Ele irá seguir meticulosamente a Torá Escrita (Torá Shebichtav) e a Torá Oral (Torá Shebeal Pê). Ele irá conduzir os judeus de volta ao caminho do judaísmo e fortalecerá a observância da Torá e suas Mitsvót. Ele, e só ele, irá trazer toda a humanidade à observância das Mitsvót Bnei Nôach. Todas as nações retornarão à religião verdadeira. “Ki maleá haárets deá et Hashém camáyim laiám mechassim” – “A terra estará repleta do conhecimento de Hashém, assim como as águas cobrem o mar.” (Yeshayáhu/Isaías 11:9)

 

Veja os ensinamentos do Rebe para todos os não-judeus do mundo em

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

https://noahidebr.com/2016/01/29/o-caminho-espiritual-do-nao-judeu/

https://noahidebr.com/2016/08/05/caminhar-na-presenca-de-dus/

https://noahidebr.com/2015/10/09/o-rebe-e-as-sete-leis-dos-noaitas/

 

E veja outras matérias relacionadas a estes ensinamentos em

https://noahidebr.com/2016/09/01/os-sete-mandamentos-dos-filhos-de-noach-noe/

https://noahidebr.com/2016/08/01/dois-artigos-o-rebe-os-judeus-e-os-noaitas-mais-de-5-000-visualizacoes/

https://noahidebr.com/2015/09/08/as-sete-mistvot-que-unem-a-humanidade/

 

 

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Os Gentios (os não-judeus)

Os Gentios (os não-judeus)

 

Por Mechon-mamre.org

 

A Torá sustenta que os gentios justos de todas as nações (aqueles que observam as Sete [Categorias de] Leis de Noach (Noé), listadas abaixo) têm um lugar no Mundo Vindouro. Mas nem todos os gentios religiosos ganharão a vida eterna em virtude de observarem a sua religião[*]:

[* Quer dizer, ter religião ou ser religioso não é sinônimo de se ser gentio justo (pois que o próprio termo gentio justo já é sinônimo de devoto de Hashem).]

Por exemplo:

• Embora se reconheça que os muçulmanos [possuem um conceito unitário de Deus], nem sequer aqueles que seguem os princípios de sua religião podem ser considerados justos aos olhos de D’us, porque eles não aceitam que a Torá (o Pentateuco) nas mãos dos judeus hoje seja a Torá original ditada por D’us [no Monte Sinai] e eles não aceitam as Shéva Mitsvót Nôach, Sete Leis de Noé, como obrigatórias a eles.

• Enquanto os cristãos geralmente aceitam a Bíblia Hebraica como verdadeiramente de D’us, muitos deles (aqueles que aceitam a chamada divindade de Jesus/Yeshu) são idólatras de acordo com a Torá, [pecado este] punível com a morte, e certamente não desfrutarão do Mundo Vindouro. Mas não é só ser um membro de uma denominação em que a maioria são crentes na Trindade que é idolatria, mas a prática idólatra pessoal[*], independentemente da filiação do indivíduo.

[* Como por exemplo, acreditar que D’us tem inimigos ou um arquiinimigo, que existe um inimigo criador do mal, que D’us é pessoa, que D’us é espírito (ser espiritual), que D’us sacrificou um humano, e ainda, que D’us sacrificou um humano pelos pecados de toda a humanidade, que um humano participou na criação do mundo, que tem de se orar para um humano (nesta última questão, alguns cristãos podem argumentar que não oram para Jesus/Yeshu mas apenas em seu nome. No entanto, o chamado novo testamento deixa claro que mesmo “apenas” pedir ao Pai “em nome do seu filho” significa na verdade “falar diretamente com o próprio filho”, sim, orar ao filho, e também deixa claro que o filho não leva orações para o Pai visto que a única coisa que importa para o Pai é que se acredite no filho (João 14:13-14; 16:26-27)).]

[(Para os mitos sobre os Bnei Noach,veja
https://noahidebr.com/2016/09/01/the-sons-of-noahos-filhos-de-noah/
)]

Ao contrário da crença popular, a Torá não sustenta que os judeus são necessariamente melhores que as outras pessoas simplesmente porque são judeus. Embora sejamos o povo escolhido de D’us, não acreditamos que D’us escolheu os judeus por causa de qualquer superioridade inerente. De acordo com uma história no Talmud, D’us ofereceu a Torá a todas as nações da terra, e os judeus foram os únicos que a aceitaram. De acordo com outra história, ofereceu-se a Torá aos judeus e eles aceitaram-na somente porque D’us susteve uma montanha sobre suas cabeças! Outra história tradicional sugere que D’us escolheu os judeus porque eram os mais humildes das nações, e seu sucesso seria atribuído ao poder de D’us em vez de a sua própria capacidade. Claramente, estas não são idéias de um povo que pensa que são inerentemente melhores do que outras nações.

Por causa da aceitação da Torá, os judeus têm um status especial aos olhos de D’us, mas perdem esse status especial quando abandonam a Torá. Além disso, as bênçãos que os judeus recebem de D’us por aceitarem a Torá vêm com um preço elevado: os judeus têm uma responsabilidade [espiritual/moral] maior do que os não-judeus. Enquanto os não-judeus só são obrigados a obedecer as sete categorias de leis dadas a Noé, os judeus são responsáveis pelo cumprimento das 613 mitsvot (leis) da Torá, assim, D’us punirá os judeus por fazerem muitas coisas que não seriam um pecado para os não-judeus.

As Sete Leis de Noé

De acordo com a tradição da Torá, quando D’us salvou Noé e sua família do dilúvio, ELE lhes deu sete mandamentos para observarem. Estes mandamentos são conhecidos como os mandamentos noaicos ou os mandamentos noaíticos (dos noaítas). [Na Torá (bíblia), os mandamentos noaicos NÃO são:
(1.) enumerados como sete,
(2.) denominados mandamentos ou mandamentos noaicos,
(3.) nem mesmo caracterizados como mandamentos (eles nem sequer possuem o formato de mandamentos).
É a tradição que aponta sete mandamentos na Torá – primeiramente a partir de uma série de referências específicas para punições dadas aos não-judeus para esses tipos de transgressões* – e compila a lista de sete.
(* Veja
https://noahidebr.com/2016/02/04/as-sete-leis-de-noe-no-talmud-da-babilonia-sanhedrin-56a/
No artigo do Rav Adin Steinsaltz)]

Os mandamentos noaicos são:

não cometer idolatria;
não cometer blasfêmia;
não cometer assassinato;
não ter relações sexuais proibidas;
não cometer roubo;
não comer carne de um animal vivo;
estabelecer tribunais de justiça para punir os infratores das outras seis leis.

Estes mandamentos podem parecer bastante simples e diretos, e muitos deles são reconhecidos pela maioria do mundo como princípios morais sólidos. Mas de acordo com a Torá apenas os gentios que observam estas leis porque elas lhes foram ordenadas por D’us na Sua [Eterna e Imutável] Torá é que desfrutarão da vida no Mundo Vindouro [(esses são os gentios justos ou justos entre as nações, também denominados os sábios entre as nações, pois são devotos de Hashem entre as nações), agora,] se estas leis são observadas pelos gentios porque elas parecem razoáveis ou se estas leis são observadas por eles porque eles pensam que elas lhes foram ordenadas por D’us por quaisquer outros meios que não o da Sua [Eterna e Imutável] Torá [(em outras palavras, se estas leis são observadas por eles até mesmo porque, de alguma maneira, as suas próprias religiões ensinam-nas)], eles poderiam muito bem não obedecê-las[, a uma, ou a algumas,] no âmbito do Mundo Vindouro[*].

[* Pois poderiam argumentar que, exatamente por estes mesmos meios que não o da Torá (sonhos, visões, chamados, inspirações, profecias, etc), eles receberam novas revelações “de D’us” ordenando-lhes a não obedecê-las (fosse a nenhuma delas ou a algumas delas) (que é o que de fato ocorre na criação das religiões, como de fato ocorreu nos casos do cristianismo e do maometismo (mohammadismo), que seus “profetas” tiveram “novas revelações” e criaram suas religiões abandonando assim a doutrina dos mandamentos universais de Hashem e os substituindo por novas palavras “divinas”).]

Os mandamentos noaicos são obrigatórios para todas as pessoas [em todas as épocas e em todos os lugares], porque todas as pessoas são descendentes de Noé e sua família. As 613 mitsvot da Torá, por outro lado, só são obrigatórias para os descendentes daqueles que aceitaram os mandamentos no Sinai e para aqueles que assumem o jugo dos mandamentos voluntariamente (por conversão). Alguns dizem que os mandamentos noaicos são aplicados de forma mais branda para não-judeus do que os mandamentos correspondentes para judeus, porque os não-judeus não têm o benefício da Torá Oral para guiá-los na interpretação das leis. Alguns rabinos europeus (presumivelmente por causa do medo de represálias de seus vizinhos cristãos, famosos pela sua violência para com os judeus) têm ido tão longe ao ponto de dizer que adorar a D’us na forma de um homem constitui idolatria para um judeu, [pecado este] punível com a morte, mas que o culto cristão de Jesus/Yeshu não constitui idolatria [para os gentios]. Na verdade, qualquer idolatria para a qual um judeu é punido com a morte também um não-judeu é punido com a morte, incluindo adorar um homem como deus.

Neste site, fornecemos (dentro do possível) uma exposição completa das Sete Leis, incluindo muitos detalhes que não poderiam ser adivinhadas a partir da lista acima.

Termos usados para gentios

Parece que alguns gentios preferem o termo mais neutro não-judeu, porém, poucos hoje se sentem insultados por serem chamados de gentios, o termo clássico para nações que aparece frequentemente em traduções da Bíblia. Ao usá-la aqui, certamente não temos nenhuma intenção de ofender ninguém; aliás, nem sequer teríamos escrito este artigo se fôssemos faltar com respeito e carinho para com os gentios.

A palavra hebraica ou iídiche que se usa com mais frequência para um não-judeu é goy. A palavra goy significa nação, e se refere ao fato de que goyim são membros de outras nações, ou seja, outras nações que não os Filhos de Israel. Não há nada inerentemente insultuoso na palavra goy. Na verdade, a Bíblia ocasionalmente se refere ao povo judeu usando o termo goy. Mais notavelmente, em Êxodo 19:6, D’us diz que os Filhos de Israel serão “um reino de sacerdotes e uma nação santa”, ou seja, uma goy cadosh. Porque os judeus tiveram tantas más experiências com antissemitas não-judeus ao longo dos séculos, o termo goy assumiu algumas conotações negativas, mas em geral o termo não é mais insultuoso do que a palavra “gentio”.

Os termos mais insultuosos para não-judeus são shiksa (feminino) e shkutz ou sheketz (masculino). Pode-se concluir que estas palavras são derivadas da raiz hebraica Shin-Cuf-Tsadic, significando repugnante ou abominação. A palavra shiksa, mais comumente usada para se referir a uma mulher não-judia que está namorando ou casada com um homem judeu, deveria dar alguma indicação de quão fortemente os judeus se opõem à idéia de casamentos mistos. O termo shkutz ou sheketz é mais comumente usado para se referir a um homem antissemita. Ambos os termos podem ser usados de uma forma menos grave, mais na brincadeira, mas em geral, em todo o caso, devem ser usados com precaução; na verdade, nós, pessoalmente, só usamos esses termos para nos referirmos a “judeus” apóstatas cujo comportamento é repugnante.

Casamentos Mistos

A Torá não permite ou mesmo reconhece casamentos entre judeus e gentios, se realizados, apesar da proibição. A punição para judeus por esse tipo de casamento é serem cortados do povo judeu e do Mundo Vindouro, [não importa] se o casal se casou formalmente de acordo com a lei secular ou se apenas vivem juntos.

A Torá Escrita afirmou que os filhos de tais uniões seriam afastados do povo judeu (Deuteronômio 7:3-4), e a experiência tem mostrado muito bem a verdade desta passagem: filhos de casamentos mistos raramente são criados como judeus; eles normalmente são educados na fé do parceiro não-judeu ou não-religioso. Este fato pode refletir que os judeus que não casam entre si não estão profundamente comprometidos com a sua religião em primeiro lugar (se estivessem, por que eles iriam casar-se com alguém que não a compartilha?), daí que as estatísticas são suficientemente alarmantes para ser uma questão de grande preocupação para a comunidade judaica.

Alguns judeus ortodoxos chegam ao ponto de afirmar que o casamento misto é realizar o que Hitler não conseguiu: a destruição do povo judeu. Isso pode parecer uma visão extrema, um exagero, mas ilustra vividamente como muitos judeus levam a sério a questão de casamentos mistos. No entanto, atualmente a maioria dos judeus fora da terra de Israel estão tomando parceiros conjugais não-judeus.

Se o cônjuge não-judeu verdadeiramente compartilha os mesmos valores que o cônjuge judeu, então o não-judeu é bem-vindo a converter-se, e se o não-judeu não compartilha os mesmos valores, então o casal não deve se casar em primeiro lugar. Embora a conversão apenas para permitir que um gentio se case com um judeu não seja legítima, muitos gentios inicialmente consideram a conversão após encontrarem um cônjuge judeu potencial, e depois, no final, tornam-se um convertido sincero antes do casamento.

Conversão

Em geral, judeus não tentam converter não-judeus ao judaísmo. Na verdade, de acordo com a Halachá (Lei Judaica), os rabinos deveriam supostamente fazer três tentativas vigorosas para dissuadir uma pessoa de querer se converter ao judaísmo.

Como a discussão acima explica, os judeus têm um monte de responsabilidades que os não-judeus não têm. Para ser considerado uma pessoa boa e justa aos olhos de D’us, um não-judeu precisa seguir apenas os sete mandamentos noaicos, enquanto um judeu tem de seguir todos os 613 mandamentos dados na Torá. Se o potencial converso não for seguir a essas regras extras é melhor para ele ou ela permanecer gentio, e uma vez que os judeus são responsáveis uns pelos outros, também é melhor para nós que essa pessoa permaneça gentia. A tentativa rabinicamente designada para dissuadir um convertido se destina a certificar-se de que o convertido em potencial é sério e disposto a assumir toda essa responsabilidade extra.

Uma vez que uma pessoa tenha decidido se converter, o prosélito deve começar a aprender a lei e os costumes judaicos, e começar a observá-los. Este processo de ensino geralmente leva pelo menos um ano porque o convertido em potencial é incentivado a experimentar cada um dos feriados judaicos; no entanto, a quantidade real de estudo exigido irá variar de pessoa para pessoa (por exemplo, um convertido que foi criado como um judeu pode não precisar de qualquer educação adicional, enquanto outra pessoa precise de vários anos).

Concluído o ensino, o prosélito é apresentado a um Beit Din (Corte Rabínica) que o examina e determina se ele ou ela está pronto para tornar-se um judeu. Se o prosélito passar neste exame oral, são realizados os rituais de conversão. Se o convertido é do sexo masculino, ele é circuncidado (ou, caso ele já tenha sido circuncidado, um pontinho de sangue é extraído para efeitos de uma circuncisão simbólica). Ambos os convertidos, homem e mulher, são imersos no micvê (um banho ritual utilizado para a purificação espiritual). Dá-se ao convertido um nome judeu e então ele ou ela é introduzido na comunidade judaica.

Na teoria, uma vez concluída o processo de conversão, o convertido é judeu tanto quanto uma pessoa nascida na religião. Na prática, o convertido é geralmente tratado com cautela, com precaução, visto que já tivemos um monte de experiências ruins com os convertidos que mais tarde voltaram à sua antiga fé, no todo ou em parte.

 

Por Mechon-mamre.org

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Traduzido do inglês por Noahidebr

 

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Bnei Nôach e as religiões

Bnei Nôach* e as religiões

* Na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH” (exemplos: “Hashém”, etc.), e, (na transliteração dos termos hebraicos) o “ch” tem som de “RR” (exemplos: “Nôach”, etc.).

 

Bnei Nôach e seu relacionamento com as outras religiões

 

Por Rav Yitzchak Ginsburgh

 

Para adotar o caminho espiritual de Bnei Nôach, [o caminho espiritual original,] a pessoa deve no mínimo seguir suas regras. Mas, como tudo na Torá (i.e., os 5 Livros de Moisés: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), as leis contém sabedoria infinita, e segui-las define apenas o começo de uma trajetória espiritual que pode levar um não-judeu a encontrar níveis mais profundos e crescentes de realização em seu relacionamento com D’us.
Pelo fato das 7 Categorias de Leis dos Filhos de Noé serem parte da Torá, para se tornar um Ben (Filho de) ou uma Bat (Filha de) Nôach (Noé) – aquele(a) que assumi sobre si as chamadas 7 Leis dos Bnei Nôach (Filhos de Noé) dadas por D’us a toda a humanidade – a pessoa precisa primeiro aceitar a verdade da Torá em sua totalidade, inclusive a verdade das tradições orais transmitidas a partir de Moisés ao longo das gerações.
Mais ainda, precisa estar absolutamente claro para todo não-judeu que quer se tornar um gentio justo (um devoto de D’us entre as nações), comprometido com as 7 Leis de Bnei Nôach, que ele não pode se definir como membro de nenhuma outra religião. Um gentio justo é completamente dedicado à autenticidade e veracidade da Torá, de modo que ele possa revelar o D’us de Israel (Hashém) ao mundo inteiro. Isto também significa reconhecer o povo judeu – Bnei Yisrael (Filhos de Israel) – como o povo escolhido de D’us e Sua nação de sacerdotes (Dt. 7:6; 14:2; Êx. 19:6).
A fim de seguir apropriadamente as 7 Leis de Bnei Nôach, aqueles que buscam se identificar como Filhos de Noé devem procurar aprender dos judeus o significado mais profundo de todos estes mandamentos e sua aplicação prática, visto que eles foram transmitidos através dos tempos por meio da tradição oral da Torá. Desta forma, eles poderão servir a D’us como ELE deseja.
Para cumprir apropriadamente suas 7 Leis, os Filhos de Noé devem estudar em detalhes estes mandamentos com um mentor qualificado, uma autoridade em Halachá (leis) – um Rabino Ortodoxo.

O Todopoderoso não aceita a criação de religiões. Isto não quer dizer que diferentes nações e povos não possam ter costumes e rituais próprios, mas estes não devem incluir significados religiosos, e devem ser claramente diferenciados do serviço ao Divino.
No entanto, nos dias de hoje, o mundo está repleto das chamadas práticas religiosas, que incluem várias crenças e rituais que foram estabelecidos como parte de religiões organizadas, tais como o cristianismo e o islamismo. É sobre estas religiões organizadas que várias pessoas têm suas suspeitas, pois elas parecem ser a causa dos maiores derramamentos de sangue e guerras na história da humanidade. Ao invés de trazer paz para a raça humana, elas causaram incomensurável sofrimento e pouco consolo em tempos de aflição.
Bnei Nôach, por definição, renunciam a legitimidade Divina das religiões organizadas e servem somente a D’us da maneira prescrita na Torá. No entanto, como veremos, certos benefícios provêm da consciência religiosa que as religiões organizadas trouxeram a seus seguidores. As partes válidas desta consciência religiosa podem servir como ponto de partida para a aproximação com seus líderes religiosos e a discussão sobre a necessidade de seguir a Vontade de D’us conforme revelada na Torá.
Como pessoas tementes a D’us, todos nós acreditamos que a Providência Divina direciona cada detalhe de nossas vidas. Mesmo quando o indivíduo opta por seguir um determinado curso de ação por seus próprios motivos, é D’us QUEM está direcionando seus passos da forma como ELE julga apropriado. Na maioria dos casos, esta orientação permenece inteiramente oculta para os seres humanos. Nas palavras do Rei David, “Por D’us, os passos do homem são firmes, seus Caminhos ELE aprovará” (Sl. 37:23).
Este princípio é válido para todos os detalhes da vida de cada indivíduo, mas é muito mais proeminente nas vidas daqueles que provaram ter influência crucial sobre a história da humanidade como um todo. Aqui também existe tanto a intenção revelada e consciente do indivíduo, que motiva seus atos, quanto a dimensão oculta, que é revelada somente por D’us, na medida em que ELE extraordinariamente direciona o destino do mundo que ELE criou para revelar Sua glória e infinita bondade.
Maimônides escreve em “Hilchot Melachim” (As Leis dos Reis) capítulo 11 sobre um indivíduo cuja vida mudou o curso da história – Jesus de Nazaré – e que pensava ser o messias. Ele tentou concretizar isto, mas falhou. Ao invés de redimir Israel e o mundo inteiro, seus atos levaram Israel a ser assassinado*, seus remanescentes dispersos e humilhados, a Torá, alterada, e a maioria do mundo enganada a servir a um conceito de deus diferente do D’us Único de Israel.

(* A lista de atrocidades é interminável e inclui libelos de sangue, pogroms, cruzadas, etc. Estes crimes foram perpetrados com o intuito de forçar os judeus a aceitarem e se converterem à “verdadeira” religião.)

Maimônides continua:

“No entanto, não está sob o poder do ser humano compreender a intenção do Criador do mundo, pois (parafraseando Is. 55:8), SEUS caminhos não são nossos caminhos, nem SEUS pensamentos são nossos pensamentos.
(Eventualmente,) todos os atos de Jesus de Nazaré e do ismaelita que surgiu depois dele (i.e., Mohammed) servirão somente para pavimentar o caminho para a vinda do Mashíach – o verdadeiro Messias – e para o aprimoramento do mundo inteiro, (motivando as nações) a servirem a D’us juntas, como está escrito (em Sf. 3:9), ‘Pois, então, EU [Hashém] purificarei a fala dos povos, de modo que eles evocarão O Nome de D’us e O servirão em harmonia’.
Como isto acontecerá? (Como resultado destas religiões,) o mundo inteiro já está familiarizado com o assunto de Messias, bem como com a Torá e seus mandamentos. Estas questões se espalharam entre as várias nações, muitas [até então] insensíveis espiritualmente, e [agora] elas discutem estes assuntos bem como os diversos mandamentos da Torá. [Ainda que] algumas delas (i.e., os cristãos) digam: ‘Estes mandamentos são verdadeiros, mas já não estão em vigor na era atual; eles não são aplicáveis em todas as épocas.’ E outras (i.e., os muçulmanos) digam: ‘Implícitos nos mandamentos estão conceitos ocultos que não podem ser compreendidos de maneira simples; o messias já veio e já os revelou.’ [O fato é que] (o cenário já está pronto, de forma que) quando o verdadeiro Messias surgir e for bem-sucedido, sua (posição for) exaltada e elevada, todos [os povos] retornarão [a Hashém – o D’us de Israel – e à Sua Torá] e compreenderão que seus ancestrais lhes legaram uma herança falsa; que seus profetas e ancestrais lhes fizeram transgredir.”

Vejamos agora a situação do mundo nos dias de hoje. Cerca de 2000 anos se passaram desde que o cristianismo foi inventado. Durante estas gerações, o sofrimento e a dor de milhões de pessoas não diminuiu a despeito dos grandes avanços feitos pela civilização, especialmente nos campos da ciência e tecnologia. A cada dia que passa, a súplica sincera pela salvação de D’us se intensifica, o rogo pela redenção verdadeira e definitiva que será trazida por Mashíach – o verdadeiro Messias. Nas palavras do profeta Daniel: “Quanto tempo mais até o fim destas coisas terríveis!” (12:6).
Pelos sinais dados por profetas e sábios, fica claro que nossa geração é a geração que testemunhará a redenção final. A fim de apressar a vinda do verdadeiro Messias, devemos nos esforçar para viver de acordo com a nova realidade que ele estabelecerá. Embora Maimônides pareça indicar que isto acontecerá apenas depois da revelação do Mashíach, mesmo agora, nos momentos finais que antecedem sua chegada, devemos tentar “viver com o Mashíach”, como se ele já estivesse conosco (pois, de fato, ele já anda entre nós, pronto, mais do que nunca, para se revelar). E assim, chegou o momento das nações do mundo, começando por seu líderes religiosos, entenderem que seus antepassados lhes transmitiram um falso legado.
Os últimos 2000 anos demonstraram o colapso de todas as religiões organizadas que se autoproclamavam portadores da mensagem Divina de paz e união. Ao mesmo tempo, uma Providência Divina claramente singular tem protegido o povo escolhido de D’us, os judeus, um dos povos mais invejados, desprezados e perseguidos que existem sobre a face da terra, em seu longo período de exílio da Terra de Israel. Pessoas esclarecidas ao redor do mundo [perceberam e] compreenderam estes dois pontos.
Agora é o momento da intenção oculta de D’us, que guiou toda a história até os dias de hoje, ser revelada para todos. Somente assim cada indivíduo compreenderá sinceramente a verdade e se preparará para receber o verdadeiro Messias, cuja chegada, para redimir todos nós, é eminente.
É a obrigação sagrada dos judeus, juntamente com Bnei Nôach, conclamar fervorosamente líderes religiosos esclarecidos e inspirados a tomar conhecimento da verdade! Sua conduta será seguida por todos os povos de todas as religiões.
Todos nós ansiamos pela salvação. Todos nós temos total consciência do terrível sofrimento presente no mundo, e todos nós acreditamos que a maior bondade e júbilo que a humanidade está destinada a herdar – a alegria de ficar próximo de D’us, através da aceitação e do compromisso em praticar as 7 Categorias de Leis de Noé, a própria revelação da Vontade do Todopoderoso – virá com a chegada do verdadeiro Messias.
Em nome de D’us e pela bondade que ELE prometeu à humanidade, chegou o momento de todas as nações do mundo e seus líderes religiosos fazerem uma transformação radical, encarar a realidade imparcialmente, abandonar suas antigas crenças e reconhecer a verdade absoluta – que o mundo inteiro acreditará exclusivamente no D’us Único de Israel, nosso PAI ÚNICO no céu, nosso abençoado CRIADOR, e na veracidade de Sua lei, a Torá. Esta é a única verdade absoluta.
Quanto maior a influência do indivíduo em seu ambiente, maior a sua responsabilidade. É dever sagrado de todo líder religioso elucidar e despertar os corações de seus seguidores, fazendo com que abandonem as crenças errôneas que herdaram de seus antepassados e se comprometam a seguir o caminho dos gentios justos, conforme definido pela Torá – observando as 7 Categorias de Leis de Bnei Nôach que D’us ordenou a toda a humanidade –, e com alegria e bondade no coração se prepararem para a eminente chegada do verdadeiro Messias.

Por Rav Yitzchak Ginsburgh

© 2007 Gal Einai

Traduzido do inglês por Felipe Zveibil Fisman e Miriam Pomeroy

© Noahidebr 2015-2017

 

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The Sons of Noah/Os Filhos de Nôah

The Sons of Noah / Os Filhos de Nôah (Noé)

 

Por Donny Fuchs

 

A VERDADE SOBRE OS BNEI NOACH (NOAÍTAS)

 

“E [HaVaYaH] disse: “Farei o homem que criei desaparecer de sobre a face da terra – desde o homem até o animal, o réptil e a ave dos céus, porque ME arrependi de os haver feito.” Mas Nôah achou graças aos olhos de [HaVaYaH].” (Gên. 6:7-8)

“Estas são as gerações de Nôah. Nôah era um homem justo e perfeito em suas gerações, e Noah andava com D’us.” (Gênesis 6:9)

Aviso: Este artigo não deve ser visto como uma posição final sobre o tema dos “B’nai Noach/Bnei Noach/Benê Noach” (“Filhos de Nôah {Noé}”, em hebraico), que é um tema complicado e multifacetado que exige a contribuição de decisores instruídos da lei judaica. Cada autêntico “Ben Noach” (Filho de Nôah) hoje trabalha em conjunto com pelo menos um rabino respeitável para discutir assuntos relacionados à vida segundo tal sistema disciplinado. Como eu indico no artigo, a vida de um Ben Noach é difícil e exigente, e requer constante supervisão vigilante. Estas são apenas minhas reflexões sobre este importante tema, baseadas em fontes judaicas clássicas, em particular, o Rambam (Maimônides), que apresenta a mais precisa, a mais elucidada estrutura para expressar o Pacto Noaico. Sempre consulte uma autoridade da Torá adequada para esclarecimentos.

A porção da Torá, Parashá Noach, é uma oportunidade única para abordar um problema por muito tempo negligenciado: a exigência de gentios para viver suas vidas de acordo com as “Sheva Mitsvot Noach” (Sete Leis de Nôah) e a obrigação de judeus de difundir este conhecimento no mundo não-judeu.
Apesar das alegações dos críticos bíblicos, Nôah foi uma pessoa real que há muito tempo atrás se manteve um farol solitário do bem na mais corrompida das eras. (Podemos ter bem certeza de que Nôah nem parecia Russell Crowe nem se comportava como ele.) As Sete Leis[*] de Nôah recordam o legado deste homem justo e oferecem o quadro da Torá para os gentios seguirem.

[* Na verdade, Sete Categorias de Leis.]

Sem dúvida alguma, na maior parte dos últimos dois mil anos, os judeus tiveram poucas oportunidades de se engajar em tais empreendimentos, uma vez que todos os nossos esforços coletivos estavam concentrados em nos proteger de ameaças físicas e espirituais. Enquanto ainda enfrentamos muitas dessas ameaças hoje, temos muitas oportunidades que não existiam no passado. “Baruch Hashem” (Bendito é Hashem {D’us}). Muitos judeus e gentios estão aproveitando este período histórico sem precedentes. Gentios justos no mundo inteiro estão vivendo suas vidas de acordo com as Sheva Mitsvot. Em um mundo de constante “Chilul” (Profanação), isto é uma tremenda “Kidush Hashem” (Santificação do Nome de Hashem {D’us}).

O Judaísmo proclama um destino único para o Povo Judeu baseado no quadro da Torá, como revelado a nós no Sinai. Nós judeus somos o “Am Segulá” – o “Povo Escolhido” – uma vez que nós mesmos aderimos à Torá. Mas O Todopoderoso não tem negligenciado ou abandonado o não-judeu. Para o gentio, os meios de cumprir a Vontade de D’us é aderindo às Sete [Categorias de] Leis de Nôah. Enquanto os aspectos particularistas do Judaísmo são reais e específicos para o nosso povo, existem aspectos universais genuínos ao Judaísmo. O problema é que as idéias de universalismo expressas pela maioria dos judeus de hoje são geralmente baseadas em conceitos não-judaicos, específicos para o liberalismo ou algum outro sistema de crenças falsas que não tem nenhuma compatibilidade com a nossa Lei Divina.

A forma de universalismo na Torá mais genuína é a obrigação judaica de difundir o conhecimento de D’us no mundo não-judeu. Como recitamos na bela oração Alênu, “letakên olám bemalchút Shadai” (“para aperfeiçoar o mundo sob a soberania do Todopoderoso”), nossa missão para a retificação do mundo só pode ocorrer no âmbito do “Reino” de “haCadosh, baruch Hu” (“o Santo, bendito seja”).

Será pouco afirmar que nós judeus temos poucos amigos no mundo. Particularmente hoje, quando o Estado de Israel enfrenta uma série de inimigos na nossa terra santa e em toda parte do mundo, o desejo dos judeus de encontrar alianças é compreensível. Ainda assim, é trágico, já que na ausência de verdadeiros amigos sem planos ocultos (e talvez não tão ocultos), muitos judeus agarram mãos estranhas enquanto caminham na escuridão. Em todo o espectro religioso e político judaico, judeus confusos procuram se associar com parceiros proibidos. Considerado pelos judeus liberais como uma questão de “ética judaica”, eles [os judeus liberais], com a catarata da ignorância embaçando sua visão, em geral encontram amigos exatamente entre aqueles que exprimem programas radicais.

Em Israel, hoje, podemos constatar que o outro extremo do espectro religioso e político [judaico] não está livre da falsidade. Testemunhamos um espetáculo aterrorizante. Judeus têm avidamente tomado as mãos de cristãos evangélicos em busca de apoio. Muitos judeus tolamente os rotulam aliados e mordem a isca da ajuda econômica. Escrevi sobre isso nos últimos meses e não quero repetir aqui tudo o que escrevi. Simplesmente quero enfatizar que existem muitos gentios justos que estão seguindo o caminho correto que haCadosh, baruch Hu, escolheu para eles. Quero afirmar que estes são os únicos amigos que “Am Yisrael” (o Povo de Israel) tem. E por razões haláchicas e hashkaficas, para não mencionar a nossa obrigação religiosa, só eles merecem nossa aliança e atenção. Certamente, as questões haláchicas relativas à admissibilidade de gentios que residem em “Eretz Yisrael” (na Terra de Israel) e ao status de um “guer toshav” (estrangeiro residente) só podem ser abordadas dentro do contexto deste importante tema.

Os Filhos de Nôah rejeitaram o cristianismo nos E.U.A. e uma série de outras religiões pagãs em todo o mundo. Eles se preocupam apenas com a Torá e com o único caminho de inter-relação que D’us lhes deu. Como o Nôah original, que se agarrou ao Todopoderoso enquanto o inferno da corrupção consumia a Terra, esses gentios justos do mundo lutam a guerra de Hashem.

Informação:

O Talmud (Sanhedrin 56: a) declara que O Todopoderoso deu aos filhos de Nôah as Sete [Categorias de] Leis.

[Veja

https://noahidebr.com/2016/02/04/as-sete-leis-de-noe-no-talmud-da-babilonia-sanhedrin-56a/
]

Ao contrário do que muitos judeus equivocados acreditam e do que tragicamente muitos rabinos divulgam como um axioma judaico, NÃO é certo os gentios adorarem como lhes pareça conveniente. Embora o Povo Judeu tenha um pacto único com D’us, os gentios têm o seu próprio pacto: O Pacto de Nôah, manifestado por meio das Sete [Categorias de] Leis de Nôah. Os gentios não foram abandonados por D’us, nem estão autorizados a abandonar D’us por si mesmos. Eles têm a oportunidade e, de fato, a obrigação de descobrir a Verdade do Seu Nome e de viver suas vidas de acordo com os princípios que lhes são exigidos.

Maimônides enumera as sete [categorias de] leis em “As Leis dos Reis”, capítulo 9, e elabora sobre elas:

א עַל שִׁשָּׁה דְּבָרִים נִצְטַוָּה אָדָם הָרִאשׁוֹן–עַל עֲבוֹדָה זָרָה, וְעַל בִּרְכַת הַשֵּׁם, וְעַל שְׁפִיכוּת דָּמִים, וְעַל גִּלּוּי עֲרָיוֹת, וְעַל הַגָּזֵל, וְעַל הַדִּינִים.

ב אַף עַל פִּי שֶׁכֻּלָּן קַבָּלָה הֶן בְּיָדֵינוּ מִמֹּשֶׁה רַבֵּנוּ, וְהַדַּעַת נוֹטָה לָהֶן, מִכְּלַל דִּבְרֵי הַתּוֹרָה, יֵרָאֶה שֶׁעַל אֵלּוּ נִצְטַוּוּ. הוֹסִיף לְנוֹחַ .מִצְווֹת שֶׁבַע נִמְצְאוּ); ד,ט בראשית” (תֹאכֵלוּ לֹא דָמוֹ בְּנַפְשׁוֹ, בָּשָׂר-אַךְ” שֶׁנֶּאֱמָר, הַחַי מִן אֵבֶר
(Machon Mamre Online)

1: “Seis preceitos foram ordenados a Adam:
a. (a proibição) de idolatrar falsos deuses;
b. (a proibição) de blasfemar contra D’us;
c. (a proibição) de assassinato;
d. (a proibição) de incesto e adultério;
e. (a proibição) de roubar;
f. (o mandamento [positivo] de estabelecer) leis e cortes de justiça.”

2: “Apesar de termos recebido todos estes mandamentos de Moisés ….… a proibição de comer carne de um animal vivo foi acrescentada para Nôah, como Gênesis 9:4 declara: “Porém, você não pode comer carne com sua vida, que é o seu sangue.”

[Em português, página 107, Editora Maayanot.]

Maimônides prossegue explicando como D’us foi acrescentando mitsvot a cada um dos Patriarcas:

* Avraham: circuncisão e as preces matinais.

* Yitschac: dízimo e a prece da tarde.

* Yaacov: a proibição de comer o nervo ciático, e a adição das preces noturnas.

Ao longo da história, proeminentes “Poskim” (rabinos legisladores) têm debatido e discutido o desmembramento e categorização precisos dessas leis. Muitos têm sugerido que outras leis foram dadas. Outrossim, há a complicada discussão haláchica relativa a quais mitsvot e responsabilidades adicionais os Bnei Noach podem adotar, bem como a permissibilidade (e de fato a exigência) para estudar e compreender todos os assuntos da Torá pertinentes às suas respectivas obrigações.

As Sete [Categorias de] Leis de Nôah:

EXPONDO VÁRIOS MITOS

* Mito #1: É fácil ser Ben Noach.
[Errado.] É extraordinariamente difícil. As Sete Leis (de acordo com um grande número de poskim) são sete categorias gerais que abrangem uma miríade de subcategorias. As penas [aplicadas] a um gentio que revoga o pacto de Nôah são muito mais rigorosas do que seriam a um judeu. Se existissem tribunais apropriados ativos hoje [(ou seja, se existissem hoje tribunais legitimamente noaicos)], a pena para quem revogasse quaisquer das sete leis seria morte por decapitação. Um Ben Noach tem de ser um indivíduo de mentalidade disciplinada para viver adequadamente tal código rígido de leis. Tudo isso deve nos fazer apreciar o compromisso dos gentios justos que abandonaram suas religiões para seguir a Torá. O link a seguir apresenta [EM INGLÊS] um ensaio profundo sobre os desafios enfrentados pelos Bnei Noach, escrito pelo Rav Yisroel Chait, shlitah, da Yeshivá B’nai Torah. ( http://www.ybt.org/essays/rchait/bnoach/bneinoah.html )

* Mito #2: cristãos e muçulmanos são Bnei Noach.
Enquanto houveram Poskim, medievais e contemporâneos, que designaram estas religiões sob o título de “Bnei Noach” (por exemplo: a posição de Menachem ben Solomon Meiri [conhecido também simplesmente por Meiri (século 13)] sobre os cristãos), muitos eruditos judeus se opuseram a este status. Alguns viram isso como uma forma de “p’shara” (compromisso) que foi tomada por conveniência, devido a fatores socioeconômicos que exigiam uma leitura mais liberal do termo. Em sua obra clássica, Exclusiveness and Tolerance (Exclusividade e Tolerância), Jakob Katz observou o seguinte:

“Como veremos mais adiante, a avaliação judaica da cristandade contemporânea voltou-se principalmente sobre a questão de saber se os cristãos satisfazem os termos do Pacto de Nôah, que inclui a crença na unidade de D’us. Porém, não houve nenhuma dúvida de que os gentios, os cristãos [estando] incluídos, estão fora dos limites do pacto bíblico no sentido pleno do termo.” (página 3)

Deve-se notar que de acordo com Maimônides, nem o islã e nem o cristianismo são caminhos aceitáveis para os gentios que são obrigados a aceitar a soberania de Hashem, o Único e Verdadeiro D’us, no contexto das 7 Categorias de Leis de Nôah. Embora a questão com os cristãos pareça evidente com base nos fundamentos de suas crenças, já que o islã é uma religião falsa com um falso profeta que rejeita o Pacto judaico eterno com O Todopoderoso, eles [os cristãos] não podem ser classificados como Bnei Noach. E eu nem sequer entrei nas proibições mais óbvias revogadas por eles desde tempos imemoriais. De acordo com Maimônides, mesmo um monoteísta genuíno não se qualifica como um Noaíta ou Noahida[ – Ben Noach, Filho de Nôah –, um justo (ou piedoso) entre as nações, um sábio entre as nações, um devoto de Hashem entre as nações,] se ele aceita as Sete Categorias de Leis apenas porque elas lhe parecem lógicas, ao invés de aceitá-las como uma Revelação Divina.

[Veja
Os Sete Mandamentos dos Filhos de Noah (Noé)

https://noahidebr.com/2016/09/01/os-sete-mandamentos-dos-filhos-de-noah-noe/

.]

Para resumir: É uma distorção da Halachá dizer que o cristianismo ou o islamismo é bom para os gentios. O primeiro continua a ser uma forma primitiva de idolatria, este último um “monoteísmo” pagão, que na verdade é um culto de sangue da jihad. Ambas as religiões são usurpadoras teológicas que aderem à “teologia da substituição”, e ainda, no caso do islã, à uma completa distorção da história judaica e à uma rejeição do texto massorético [da bíblia] como um texto manipulado [pelos judeus]. Embora seja verdade que Maimônides coloca estas duas religiões em um contexto histórico e vê as duas religiões como sendo talvez uma maneira de afastar o mundo das formas mais óbvias de adoração falsa, elas são, para ele, meios claramente impróprios de culto que não cumprem os critérios de um Noaíta.

Para muitos rabinos religiosos um sentido complexo de universalismo não combina com um judaísmo fidedigno. As 7 Leis de Nôah são um bom exemplo desta tendência trágica. Muitos judeus têm medo de “conduzir” o mundo a esse conhecimento [por acharem que] serão vistos como intolerantes e fundamentalistas pelos ignorantes. Embora o judaísmo certamente respeite a condição humana que necessita continuamente de uma busca espiritual longa e árdua, em última análise, todos os gentios são obrigados a seguir as 7 Leis de Nôah – uma forma de vida disciplinada, intensiva – e não uma religião (o que é proibido ao gentio).

* Mito #3: É suficiente ser uma “boa pessoa” ou “Todos os gentios morais seguem as Sheva Mitsvot”: Novamente, uma vez que estas são categorias amplas, carregadas de conceitos, é impossível seguir essas leis sem conhecê-las e estudá-las. Além disso, a maioria dos gentios, em virtude de suas respectivas crenças religiosas, concorda com as idéias que seriam consideradas idólatras/heréticas de acordo com os critérios noaicos. A partir de uma perspectiva judaica, o único modo adequado de se ser uma boa pessoa é seguindo as Sete Leis. Isso não significa que os gentios que não têm conhecimento destas leis sejam ruins. Hashem irá julgá-los com base em sua busca intelectual da verdade. Mas, afinal, este é o quadro designado para os gentios alcançarem o status de gentio justo [ou seja, de justo entre os gentios, ou sábio entre os gentios, ou devoto de Hashem entre os gentios]. O Yahadút (O Judaísmo) sustenta que está garantida aos justos do mundo uma participação no mundo vindouro. Como regra geral, para os não-judeus, as Leis de Nôah são o único caminho para a obtenção deste status. Indivíduos gentios podem em certas circunstâncias obter recompensa por suas ações independentemente de se alguma vez se comprometeram ou não com essas leis. O Talmud registra tais casos. Só O Todopoderoso sabe o que está no coração do homem e em que medida ele se comprometeu com a busca da verdade na sua vida.

* Mito #4: O movimento Bnei Noach é um culto/uma criação “rabínica”: Geralmente, esta é a posição de cristãos antissemitas que estão apavorados com a ideia de que os gentios possam descobrir o sistema noaico. Missionários e evangélicos denigrem as Leis de Nôah como um culto já que querem que os gentios permaneçam cristãos, e a última coisa que querem é que o seu rebanho descubra [a existência de] um sistema [espiritual] para gentios que antecede a criação do cristianismo. Eles sabem que a crença em Jesus/Yeshua/Yahushua está ameaçada pelo [Noachdút (Noaísmo), o] antigo código noaico. Atacar Bnei Noach é também um meio para minar a lei oral como uma rígida “criação rabínica”. Infelizmente, às vezes alguém ouve judeus ignorantes expressarem essa noção de que Bnei Noach são uma seita, uma vez que eles nunca ouviram falar de um movimento contemporâneo de gentios que rejeitam Jesus/Yeshua/Yahushua [e o novo testamento] e que abraçam um caminho da Torá.

* Mito #5: Os judeus deveriam gastar todas as suas energias ajudando judeus: Nós judeus não vivemos no vazio. Ou nós impactamos o mundo com base nas palavras de Hashem, ou perdemos nossos conceitos para as interpretações distorcidas dos gentios. Ao ajudar os Bnei Noach, nós também ajudamos a nós mesmos, uma vez que ajudá-los a encontrar o verdadeiro conhecimento de D’us é uma obrigação. Sem ensinar os Bnei Noach, negligenciamos os mais justos de todos os gentios e invariavelmente buscamos relacionamentos com aqueles que não estão cumprindo a vontade de D’us. E o resultado inevitável é que estes nos influenciam.

Gentios têm a obrigação de estudar e aderir às 7 Leis de Nôah. Mas, na ausência de tal sistema, os gentios não têm meios de se dedicar a esta obrigação. Como tal, nós judeus somos obrigados a adotar o manto de professor da mesma maneira que nosso patriarca Avraham, a fim de disseminar esse conhecimento para o mundo. Nosso fracasso em abraçar esta tarefa certamente constitui um “Chilul Hashem”.

Há muitos gentios que estão esperando ansiosamente o povo judeu chegar até eles. Eles estão ansiosos para aprender. Há muitos que já estão vivendo as leis noaicas e necessitam do nosso apoio. Não podemos ignorá-los. Está mais do que na hora de se jogar fora “amizades” interesseiras halachicamente proibidas de cristãos evangélicos duas caras que esfregam as mãos enquanto doam milhões para instituições judaicas de caridade. Uma alma judia vale mais do que qualquer número de bilhões de dólares que estes predadores nos enviem. Todas as nossas energias para com os gentios devem ser direcionadas para os justos filhos de Nôah.

Vários anos atrás, tive o privilégio de conhecer e compartilhar algumas palavras com um comprometido Noaíta (Noahida/ Ben Noach). Posso lhe dizer que estas são realmente pessoas especiais, que abandonaram suas crenças ao longo da vida para seguir a Torá. Neste caso, o indivíduo já havia sido um devoto cristão. Como pode alguém não se arrepiar quando analisa o que essas pessoas têm feito? Estou admirado com a honestidade intelectual, força e coragem que é preciso ter para empreender um caminho tão solitário e difícil. Essas pessoas notáveis têm um compromisso inabalável com “haCadosh, baruch Hu” (“o Santo, bendito seja”), que os judeus deveriam imitar.

Que O Todopoderoso os fortaleça.

Donny Fuchs

© jewishpress

 

Traduzido do inglês por Noahidebr

© Noahidebr 2015-2018

 

Veja também:

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

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Os Sete Mandamentos dos Filhos de Nôach (Noé)

Os Sete Mandamentos dos Filhos de Nôach* (Noé)

188971

 

* Na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH” (exemplos: “Hashém”, “Shéva”, etc.), e, (na transliteração dos termos hebraicos) o “ch” tem som de “RR” (exemplos: “Nôach”, etc.).

 

Por Rav Eliezer Shemtov

(Chabad.org)

 

O judaísmo não é proselitista; não busca converter toda a humanidade em judeus, já que crê que cada ser humano tem sua missão especial Divinamente outorgada, sem a necessidade de se tornar judeu. Não obstante, o judaísmo contém sim uma proposta de vida para as nações que não são judias.

Segundo nossas tradições, existe um código de ética universal conhecido como os Sete Mandamentos dos Filhos de Noé (Shéva Mitsvót Hashém le’Bnei Nôach), que vem a ser o plano Divino para a humanidade. O gentio (não-judeu) que cumpre este código tem assegurado um lugar no mundo vindouro e é comparado a um Cohen Gadol (Sumo Sacerdote), aquele que entrava no Santo dos Santos no Yom Kipúr.

Segundo relata o Talmúd, ao primeiro homem, Adám, D’us deu seis leis a respeitar:

1. Não adorar ídolos;

2. Não blasfemar;

3. Não cometer pecados de natureza sexual;

4. Não roubar;

5. Não assassinar;

6. Estabelecer tribunais de justiça para implementar o cumprimento dessas leis.

A sétima lei, não comer de animais vivos, foi dada apenas a Nôach (Noé) depois do Dilúvio, quando foi permitido comer carne animal. Esta permissão veio com a condição de que se mate o animal antes de comer sua carne. Daí vem a expressão Sete Mandamentos (Leis) dos Filhos de Nôach (Noé), porque são as sete leis divinamente outorgadas aos descendentes de Nôach (Noé), ou seja, a toda a humanidade.

Cada um desses mandamentos nada mais são que títulos; cada um deles contêm muitos detalhes e leis específicas. Você pode ler mais em:

MANDAMENTOS DIVINOS PARA TODOS OS DESCENDENTES DE NOÉ

https://noahidebr.com/2015/11/25/mandamentos-divinos-para-todos-os-descendentes-de-noe/

 

Maimônides (Rav Moshê ben Maimón) afirma que no Monte Sinai nós judeus fomos encarregados com a responsabilidade nacional e pessoal de nos preocupar em promulgar este código entre as nações, cada um de acordo com as oportunidades que tem.

Código Divino

Maimônides também observa que é fundamental que o respeito por este sistema se baseie no fato de que são mandamentos de origem Divina entregues por intermédio de Moisés. Aquele que cumpre com essas leis porque são leis Divinas, merece ser considerado um piedoso ((devoto) e justo) e sábio e tem um lugar no mundo vindouro. Aquele que cumpre com essas leis por iniciativa própia, simplesmente porque sua lógica assim o indica, sem atribuir-lhes origem Divina, não é considerado piedoso e nem (justo e) sábio entre as nações.

Ou seja, para alguém ser considerado piedoso e/ou sábio entre as nações, ele deve, antes de mais nada, reconhecer o fato de que D’us criou o mundo e deu a cada um de nós uma missão a cumprir.

Há quem questione esta afirmação e diga que o homem é capaz de ser correto e bom por conta própria, mais ainda, sem a intervenção de uma EXISTÊNCIA Suprema. Não é preciso ir muito longe na história para ver o que a sociedade alemã, uma civilização “sofisticada e correta”, foi capaz de fazer com milhões de seres humanos inocentes. Vê-se que os valores humanos baseados em critérios humanos não representam nenhuma garantia.

Enquanto há aqueles que perderam sua fé em D’us depois de ver tais barbáries, há aqueles que perderam sua fé no homem sem D’us…

Historicamente, não se viu um esforço para difundir este código. Por que, de repente, agora se fala deste assunto? A razão é muito simples: o judeu foi sempre perseguido sem direito de se expressar, especialmente em questões relacionadas à religião. Hoje em dia, visto que vivemos em sociedades democráticas onde a liberdade de expressão é permitida, temos a oportunidade, o dever e o privilégio de compartilhar com a sociedade este código ético.

Desde 1978, a cada ano, todo presidente dos E.U.A. assina, aprovado pelo senado e congresso, uma proclamação na qual proclama o dia do aniversário do Rebe de Lubavitch como dia Nacional da Educação. Em suas proclamações é destacada a contribuição do Rebe para a educação geral, ao promulgar a importância de uma educação baseada em valores éticos, especialmente como estão delineados no código bíblico das Sete Leis dos Filhos de Nôach (Noé).

Em 1995, o Rebe foi condecorado com a Medalha de Ouro entregue pelo Congresso dos E.U.A. em reconhecimento da sua contribuição para a educação geral.

Um Minuto de Silêncio

Em 1983, o Rebe falou sobre a preocupante realidade da delinquência juvenil e o que poderia ser feito a este respeito.

Ele apoiou a proposta do Minuto de Silêncio, segundo o qual cada dia de aulas – no sistema de educação pública – começa com um minuto de silêncio em que cada aluno deve refletir sobre o propósito da vida. Embora o Estado não possa intervir no conteúdo desse minuto de reflexão, ele pode e deve sim decidir que há que se dedicar tempo no começo do dia para pensar sobre o propósito da vida. A definição do conteúdo do mesmo seria tarefa dos pais, tutores ou guias espirituais de cada aluno.

Esta proposta também tem o benefício de oferecer aos pais a oportunidade de se envolverem na educação dos seus filhos e nas consequências positivas que isto traz.

Há muitos estados nos E.U.A. que implementaram esse Minuto de Silêncio no início de cada dia e viram uma queda significativa no índice da delinquência juvenil.

É uma proposta que não atenta contra a laicidade da educação; simplesmente oferece ferramentas para que esta educação produza alunos mais espiritualmente refinados e bem direcionados.

 

Por Rav Eliezer Shemtov

© Jabad (Chabad)

 

Traduzido do espanhol por Noahidebr

© Noahidebr 2015-2018

 

Veja também:

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

Veja o Credo (a Declaração de Fé) para toda a humanidade – o Credo de Noé – em

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