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Mandamentos para os judeus e mandamentos para os Bnei Noach

Mandamentos para os judeus e mandamentos para os Bnei Noach

 

 

Você sabia que existem Mandamentos exclusivamente JUDAICOS, ou seja, que são apenas para os judeus (ou, em outras palavras, que são proibidos para os Bnei Noach)?

Você sabia que as Leis de Noé não são somente Sete? Você sabia que muitos dos 613 mandamentos da Torá são subdivisões ou ramificações das Sete Leis?

Você sabia que existe um limite de até onde um noaíta pode ir no cumprimento de mitsvót? E que esse limite foi estabelecido pelo PRÓPRIO D’us, Hashém, e não por algum humano?

 

 

“Prestem muita atenção:

Além de nossas 7 leis e suas derivações (dezenas)[, nós, Bnei Noach,] podemos adotar qualquer mandamento “judaico” em todos os seus detalhes, desde que seja lógico ou proporcione um benefício tangível para a sociedade, para si mesmo ou para o mundo como um todo.”

Extraído do Curso das Leis Noaíticas da Yeshivá Pirchei Shoshanim.

 

O Rav Ariel Groisman explica o significado de: “podemos adotar qualquer mandamento “judaico”” e destemidamente exorta-nos:

“Não (podemos adotar) aqueles mandamentos que são exclusivos e identificadores do povo judeu, por exemplo: FESTIVIDADES, SHABÁT, TALÍT, TEFILÍN, MICVÊ, etc.
Se vão imitar os judeus, façam-no com respeito à solidariedade, caridade e justiça social que eles praticam, e com respeito à perseverança no estudo da Torá.
Se deseja imitar o povo judeu, faça-o com respeito a estudar e ensinar os valores da Torá, e os atos de justiça social e beneficência. Eles fazem isso. Imite-os.”

 

O Rav Ariel Groisman é Rabino do Centro de Estudos do Gran Templo Paso de Buenos Aires, Argentina, e co-fundador e co-diretor do centro noajidas.org, um Centro de Estudos virtual e físico dos Sete Princípios Universais.

http://www.noajidas.org

 

Veja também

 

https://noahidebr.com/2018/04/02/o-modo-de-vida-dos-bnei-noach/

 

https://noahidebr.com/2016/03/27/exceto-as-sete-leis-de-noe-pode-um-nao-judeu-observar-mitsvot/

 

https://noahidebr.com/2016/08/01/maimonides-e-os-bnei-noach/

 

https://noahidebr.com/2017/12/02/noaitas-e-os-613-mandamentos-judaicos-divinos-ou-a-criacao-de-ritos/

 

https://noahidebr.com/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

 

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Não há necessidade de um não-judeu converter-se ao Judaísmo para desfrutar um relacionamento pessoal com D’us

Por pt.chabad.org

 

Pergunta:
Não sou judeu. Compartilho da crença judaica em D’us. Preciso me converter? Posso, se assim desejá-lo?

 

Resposta:
Você precisa ser judeu para ir para o Mundo Por Vir?
Não.

A crença em D’us, embora seja uma contribuição judaica, de forma alguma é monopólio dos judeus. Toda a humanidade deve crer em D’us e, na verdade, o Judaísmo encoraja esta crença. Não existe “crença judaica” em D’us – há um único D’us no qual os judeus crêem e ensinam todos a acreditar.

Além disso, D’us deu a Torá, com suas 613 mitsvót (mandamentos), ao povo judeu. No entanto, ELE também deu aos povos não-judeus um código moral paralelo que complementa a Torá: as Sete Leis de Nôach (Shéva Mitsvót Nôach). ELE espera que todos seres humanos e sociedades vivam segundo este código.

As sete categorias gerais do Código são: 1) Não matar. 2) Não roubar. 3) Não cometer adultério ou incesto. 4) Não blasfemar. 5) Não comer o membro de um animal enquanto este está vivo. 6) Não adorar ídolos e 7) Estabelecer um sistema de justiça.

Os Sábios nos dizem que um não-judeu que cumpre estas leis tem as mesmas recompensas no Mundo Vindouro que um judeu que cumpre as 613 mitsvot. Portanto, não há necessidade de um não-judeu converter-se ao Judaísmo para desfrutar um relacionamento pessoal com D’us.

Se, no entanto, um não-judeu deseja converter-se ao Judaísmo, ele ou ela pode fazê-lo passando pelos mesmos processos que o povo judeu passou quando se tornou judeu, isto é: 1) Circuncisão (no caso de homens); 2) Imersão no micvê para a conversão; 3) Aceitar e cumprir as 613 mitsvot na sua totalidade. Tudo isso deve ser feito na presença de uma autêntica Corte Rabínica.

Porém independentemente da religião, estamos todos no “time de D’us”, e o “esporte” que estamos jogando é tornar este mundo um local melhor. No Judaísmo, não há ser humano que não tenha seu lugar, propósito ou importância.

Que cada um faça sua parte!

 

Por pt.chabad.org

 

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Os Sete Mandamentos dos Filhos de Nôach (Noé)

Os Sete Mandamentos dos Filhos de Nôach* (Noé)

188971

 

* Na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH” (exemplos: “Hashém”, “Shéva”, etc.), e, (na transliteração dos termos hebraicos) o “ch” tem som de “RR” (exemplos: “Nôach”, etc.).

 

Por Rav Eliezer Shemtov

(Chabad.org)

 

O judaísmo não é proselitista; não busca converter toda a humanidade em judeus, já que crê que cada ser humano tem sua missão especial Divinamente outorgada, sem a necessidade de se tornar judeu. Não obstante, o judaísmo contém sim uma proposta de vida para as nações que não são judias.

Segundo nossas tradições, existe um código de ética universal conhecido como os Sete Mandamentos dos Filhos de Noé (Shéva Mitsvót Hashém le’Bnei Nôach), que vem a ser o plano Divino para a humanidade. O gentio (não-judeu) que cumpre este código tem assegurado um lugar no mundo vindouro e é comparado a um Cohen Gadol (Sumo Sacerdote), aquele que entrava no Santo dos Santos no Yom Kipur.

Segundo relata o Talmud, ao primeiro homem, Adám, D’us deu seis leis a respeitar:

1. Não adorar ídolos;

2. Não blasfemar;

3. Não cometer pecados de natureza sexual;

4. Não roubar;

5. Não assassinar;

6. Estabelecer tribunais de justiça para implementar o cumprimento dessas leis.

A sétima lei, não comer de animais vivos, foi dada apenas a Nôach (Noé) depois do Dilúvio, quando foi permitido comer carne animal. Esta permissão veio com a condição de que se mate o animal antes de comer sua carne. Daí vem a expressão Sete Mandamentos (Leis) dos Filhos de Nôach (Noé), porque são as sete leis divinamente outorgadas aos descendentes de Nôach (Noé), ou seja, a toda a humanidade.

Cada um desses mandamentos nada mais são que títulos; cada um deles contêm muitos detalhes e leis específicas. Você pode ler mais em:

MANDAMENTOS DIVINOS PARA TODOS OS DESCENDENTES DE NOÉ

https://noahidebr.com/2015/11/25/mandamentos-divinos-para-todos-os-descendentes-de-noe/

 

Maimônides (Rab Moshê ben Maimón) afirma que no Monte Sinai nós judeus fomos encarregados com a responsabilidade nacional e pessoal de nos preocupar em promulgar este código entre as nações, cada um de acordo com as oportunidades que tem.

Código Divino

Maimônides também observa que é fundamental que o respeito por este sistema se baseie no fato de que são mandamentos de origem Divina entregues por intermédio de Moisés. Aquele que cumpre com essas leis porque são leis Divinas, merece ser considerado um piedoso (ou justo) e sábio e tem um lugar no mundo vindouro. Aquele que cumpre com essas leis por iniciativa própia, simplesmente porque sua lógica assim o indica, sem atribuir-lhes origem Divina, não é considerado piedoso e nem sábio entre as nações.

Ou seja, para alguém ser considerado piedoso e/ou sábio entre as nações, ele deve, antes de mais nada, reconhecer o fato de que D’us criou o mundo e deu a cada um de nós uma missão a cumprir.

Há quem questione esta afirmação e diga que o homem é capaz de ser correto e bom por conta própria, mais ainda, sem a intervenção de uma EXISTÊNCIA Suprema. Não é preciso ir muito longe na história para ver o que a sociedade alemã, uma civilização “sofisticada e correta”, foi capaz de fazer com milhões de seres humanos inocentes. Vê-se que os valores humanos baseados em critérios humanos não representam nenhuma garantia.

Enquanto há aqueles que perderam sua fé em D’us depois de ver tais barbáries, há aqueles que perderam sua fé no homem sem D’us…

Historicamente, não se viu um esforço para difundir este código. Por que, de repente, agora se fala deste assunto? A razão é muito simples: o judeu foi sempre perseguido sem direito de se expressar, especialmente em questões relacionadas à religião. Hoje em dia, visto que vivemos em sociedades democráticas onde a liberdade de expressão é permitida, temos a oportunidade, o dever e o privilégio de compartilhar com a sociedade este código ético.

Desde 1978, a cada ano, todo presidente dos E.U.A. assina, aprovado pelo senado e congresso, uma proclamação na qual proclama o dia do aniversário do Rebe de Lubavitch como dia Nacional da Educação. Em suas proclamações é destacada a contribuição do Rebe para a educação geral, ao promulgar a importância de uma educação baseada em valores éticos, especialmente como estão delineados no código bíblico das Sete Leis dos Filhos de Nôach (Noé).

Em 1995, o Rebe foi condecorado com a Medalha de Ouro entregue pelo Congresso dos E.U.A. em reconhecimento da sua contribuição para a educação geral.

Um Minuto de Silêncio

Em 1983, o Rebe falou sobre a preocupante realidade da delinquência juvenil e o que poderia ser feito a este respeito.

Ele apoiou a proposta do Minuto de Silêncio, segundo o qual cada dia de aulas – no sistema de educação pública – começa com um minuto de silêncio em que cada aluno deve refletir sobre o propósito da vida. Embora o Estado não possa intervir no conteúdo desse minuto de reflexão, ele pode e deve sim decidir que há que se dedicar tempo no começo do dia para pensar sobre o propósito da vida. A definição do conteúdo do mesmo seria tarefa dos pais, tutores ou guias espirituais de cada aluno.

Esta proposta também tem o benefício de oferecer aos pais a oportunidade de se envolverem na educação dos seus filhos e nas consequências positivas que isto traz.

Há muitos estados nos E.U.A. que implementaram esse Minuto de Silêncio no início de cada dia e viram uma queda significativa no índice da delinquência juvenil.

É uma proposta que não atenta contra a laicidade da educação; simplesmente oferece ferramentas para que esta educação produza alunos mais espiritualmente refinados e bem direcionados.

 

Por Rav Eliezer Shemtov

© Jabad (Chabad)

 

Traduzido do espanhol por Noahidebr

© Noahidebr 2015-2018

 

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Maimônides e os Noaítas (Bnei Noach)

Maimônides e os Noaítas (Bnei Noach)

 

As Leis dos Reis (em hebraico: Hilchot Melachim) capítulo 8, leis 10 e 11, capítulo 9, lei 1, capítulo 10, leis 9 e 10

 

Por Noahidebr

 

Quando matérias noaíticas citam como referência a obra “Mishnê Torá, As Leis dos Reis” do Rav Moshê Ben Maimon (também conhecido como Rambam ou Maimônides), normalmente, elas ressaltam o capítulo 8, leis 10 e 11, ou o capítulo 9, lei 1, ou o capítulo 10, leis 9 e 10.

A seguir seguem os textos dos três capítulos acima mencionados.

 

Mishnê Torá, As Leis dos Reis:

– capítulo 8, leis 10 e 11:

“10. Moisés somente deu a Torá [com a explicação da observância de todos] os [613] preceitos¹ como uma herança a Israel, como (Deut. 33:4) afirma:

“(A Torá…) por herança da congregação de Jacob”, e a todos aqueles que desejam se converter dentre as outras nações, como (Núm. 15:15) declara: “o convertido será igual a você”.
Entretanto, aquele que não quiser aceitar a Torá [com a explicação da observância de todos] os [613] preceitos¹, não deve ser forçado a fazê-lo.
Igualmente, Moisés foi ordenado pelo Todopoderoso a[, por meio de todo o povo judeu,] compelir todos os habitantes do mundo a aceitar as leis transmitidas aos descendentes de Noé.
[…] Uma pessoa que (formalmente) aceita estas (leis) é chamada de residente estrangeiro. (Isto se aplica) a qualquer lugar. Esta aceitação deve ser feita na presença de três eruditos da Torá.
[…]”

“11. Qualquer pessoa que aceita o cumprimento destes Sete preceitos e é cuidadosa na sua observância, é considerada como um dos devotos [de Hashém] entre os gentios e terá o mérito de compartilhar do Mundo Vindouro.
Isto se aplica somente quando ela os aceita e cumpre, porque o Santíssimo [D’us], abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moisés, nosso mestre, que mesmo previamente, os descendentes de Noé foram obrigados a cumpri-los.
No entanto, se a pessoa cumpre os preceitos por convicção intelectual [em vez de por terem sido ordenados pelo Todopoderoso], ela não é um residente estrangeiro, nem devota [de Hashém] entre os gentios e nem sábio.”

 

– capítulo 9, lei 1:

“1. Seis preceitos foram ordenados a Adão:

a. (a proibição) de idolatrar falsos deuses;
b. (a proibição) de blasfemar contra D-us;
c. (a proibição) de assassinato;
d. (a proibição) de incesto e adultério;
e. (a proibição) de roubar;
f. (o mandamento de estabelecer) leis e cortes de justiça.
[…]
Para Noé (D-us) acrescentou (a proibição de comer) carne de um animal vivo, como (Gênesis 9:4) declara: “Porém, você não pode comer carne com sua vida, que é o seu sangue,” assim, são Sete Preceitos [iniciais].
Estes assuntos permaneceram iguais através do mundo até Abraão[, … que foi] instruído a respeito da circuncisão, acrescentada a estes preceitos. […] Por fim, veio Moisés e a Torá foi finalizada por ele.”

 

– capítulo 10, leis 9 e 10:

“9. Um gentio que estuda a [explicação da observância de todos os 613 preceitos da] Torá¹ ² é passível [de punição (pelos Céus porque os outros o verão cumprindo mitsvót que não lhe é pertinente e se enganarão pensando que ele é um judeu praticante e se equivocarão indo atrás dele)]. Eles devem se dedicar somente ao estudo de [suas] Sete [Categorias de] Preceitos.
Assim também, um gentio que “descansa” mesmo que seja um dia da semana [ – podendo até mesmo ser o próprio sétimo dia – ], observando aquele dia como um Shabát, é passível [de punição]. Nem é necessário dizer, [ele é passível de punição] se cria um dia de festa [religiosa] para si próprio.
Em geral se adota o seguinte princípio nestes assuntos: Não se deve permitir dar origem a uma nova religião ou criar novos preceitos para si mesmos, baseados nas suas próprias decisões. Eles podem se tornar convertidos justos e aceitar todos os [613] preceitos ou manter suas próprias [sete categorias de] leis sem acrescentar ou diminuir [por suas próprias inferências].
Se um gentio estuda a Torá, faz um Shabát ou cria práticas religiosas, uma corte judia deve […] informá-lo de que é passível [de punição. …]”

“10. Não devemos impedir um gentio [que já aceitou o número literal de sete leis e] que [agora] deseja cumprir [mais alguns] dos [613] preceitos da Torá [porque estes formam as subdivisões das sete leis (a exceção, logicamente – como já foi dito – de estudar a Torá e de observar o Shabát)] a fim de receber uma recompensa [Divina], de realizá-lo, contanto que o faça como é devido.³
[…]”

No Brasil, Editora Maayanot, páginas 104, 105, 107, 108 e 118.

 

Notas:

¹ O Rav Tzvi Freeman explica que “o título Torá” no judaísmo não se refere exclusivamente “aos Cinco Livros de Moisés”, mas “pode se referir também a toda a Torá escrita” que é a Bíblia Judaica (Tanach) e/ou ainda “a Torá Oral, que inclui:

• a compilação de leis e decisões conhecidas como Mishná, juntamente com outras compilações aceitas,

• a discussão e o debate de que material, conhecido como Talmud ou Guemará,

• as histórias e suas lições, que aparecem compiladas no Talmud e obras midráshicas,

• todos os outros ensinamentos que foram aceitos por um consenso de longo prazo da comunidade judaica observante, porque se baseiam firmemente em algum precedente, ou porque foi demonstrado que surgiram por meios aceitos a partir de textos e opiniões anteriores.”

(   https://noahidebr.com/2015/11/20/que-e-tora-no-judaismo-e-no-noaismo/  )

Para mais detalhes sobre o que é a Torá Oral, veja

https://noahidebr.com/2015/09/19/o-que-e-a-tora/

 

² Trata-se não da leitura do Pentateuco (ou do Tanach) mas do “estudo Talmúdico ou Haláchico das matérias que correspondem exclusivamente ao serviço judaico a D’us”. (The Path of the Righteous Gentile, Rav Chaim Clorfene e Rav Yakov Rogalsky.) (  https://noahidebr.com/2015/10/29/6-mandamentos-judaicos-que-os-noaitas-nao-devem-observar/  )

Veja também

https://noahidebr.com/2015/09/25/e-permitido-a-um-nao-judeu-estudar-a-tora/

³ Veja também

https://noahidebr.com/2016/03/27/exceto-as-sete-leis-de-noe-pode-um-nao-judeu-observar-mitsvot/

 

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MANDAMENTOS DIVINOS PARA TODOS OS DESCENDENTES DE NOÉ

MANDAMENTOS DIVINOS PARA TODOS OS DESCENDENTES DE NOÉ

 

MANDAMENTOS DIVINOS PARA VOCÊ, PARA MIM, PARA TODOS NÓS, OS NÃO-JUDEUS, OS DESCENDENTES DE NOÉ

 

(SETE MANDAMENTOS NOAICOS)

 

MENSAGEM DO JUDAÍSMO PARA A HUMANIDADE.

 

Por Rav Tuvia Bolton

 

De acordo com os profetas judeus, chegará um dia em que o mundo inteiro vai servir um só deus: O D’us de Israel.

Na verdade, este é o grande lema e missão do Judaísmo, a oração do “Shemá Israel”.
Ela é repetida duas vezes por dia por cada judeu e devem ser as últimas palavras que ele diz na vida antes de morrer:

“Ouve Israel, Hashem é nosso D’us, Hashem é Um Só” (Devarim [Deut.] 6:4).

Isto significa:

“Ouça e Entenda, judeus, atualmente D’us é “nosso”, acreditado apenas por nós e não pelas outras religiões. Mas no futuro, ELE será “UM” e será servido por toda a humanidade.” Como diz Sofonias 3:9*: “Farei então com que os povos voltem a conhecer uma língua pura, com a qual todos possam invocar do mesmo modo o Nome de Hashem, para servi-LO com seus sentimentos unidos”, e Zacarias 14:9*: “Naquele dia, Hashem será um e Seu Nome, um”.

Em outras palavras, o Judaísmo acredita que, inevitavelmente, cada e todo humano neste planeta será religioso e vai servir somente O “nosso” D’us.

É impossível conceber uma coisa dessas? É um deus melhor do que outro? Não é isto coerção; a contraparte judaica da inquisição?

Certamente não! Na verdade, o oposto é que é verdadeiro.

A Torá e os profetas se referem a uma época quando toda a humanidade irá reconhecer a unidade de toda a criação e perceber que existe Um Só Criador, e que ELE nos dotou com, em última análise, potenciais positivos e vai nos ajudar a realizá-los.

Então o mundo vai começar a aperfeiçoar-se.

Quando o Bem, o Amor, a Gratidão e o poder de construir for revelado em cada um de nós, D’us irá reagir a nossos esforços e então males como a guerra, a fome, a tragédia, a miséria, doenças e até mesmo a morte deixarão de existir.

Tudo isso será realizado quando toda a humanidade começar a acreditar no D’us de Israel (o primeiro e a base dos 7 Mandamentos Noaicos) e seguir Sua Torá.

Como Maimônides (Rav Moshe Ben Maimon, o Rambam, 1135-1204, gigante espiritual e codificador principal do judaísmo) escreve em seu livro “Mishnê Torá” para explicar os 7 Mandamentos Noaicos:

“A partir da palavra de D’us, Moisés ordenou aos judeus para convencer e trazer o mundo inteiro para a observância dos mandamentos que foram dados aos ‘Bnei Noach’ (todos os gentios)” (Leis dos Reis 8:10).
“E que eles deveriam cumpri-los porque D’us lhes ordenou através de Moisés no Monte Sinai” (ibid 8:11).

“Naquele tempo não haverá fome, nem guerra, inveja ou competição, porque o bem fluirá com abundância e todos os deleites serão comuns” (ibid 12:5).

Vamos primeiro entender mais sobre O D’us de Israel:

 

O CRIADOR

Os judeus servem um D’us completamente diferente de todas as outras religiões, e é ESTE O D’us que toda a humanidade acabará por servir.

Todas as outras religiões adoram um poder espiritual ou poderes: deuses, personagens, espíritos, forças, luzes, etc., que são entidades separadas e distantes do mundo e das pessoas nele. Eles separam a realidade que o Judaísmo chama de “Shtay R’shuyout”, literalmente “Dois Domínios”: Espiritual e Físico.

Mas os judeus servem O Criador.

Não apenas um criador que fez o mundo há muito tempo e agora está distante, vendo a criação do alto, mas UM Criador que cria todos os tipos de existências; todos os átomos, todos os espíritos, todas as consciências e ainda cada um de nós humanos, novamente … a cada instante, a todo momento!

Como começa a Torá: “No princípio D’us criou os Céus e a Terra.” “Céus” significa tudo o que é espiritual e “Terra” se refere a tudo o que é físico. Em outras palavras, O D’us da Torá não é espiritual, antes ELE CRIA o espiritual. E ELE cria o físico.

E ELE cria o tempo também.

Em outras palavras, os judeus querem trazer toda a humanidade a servir O Criador: O UM D’us que está criando toda e cada pessoa a cada instante.

Este é o conceito mais simples e ainda o mais difícil possível: D’us é infinitamente próximo e infinitamente longe ao mesmo tempo (em outras palavras, D’us é Imanente e Transcendente, simultaneamente).

Mais simples e próximo porque D’us nos cria e nada está mais perto de nós do que nossa própria existência. (E temos de admitir que não estamos criando a nós mesmos).

Mas o mais difícil e longe porque D’us cria ainda o espiritual. ELE está “acima” dos “deuses” espirituais das outras religiões. Sua existência é muito mais real e intensamente presente que a nossa e mais infinita do que até mesmo o espiritual.

Em outras palavras, ELE é a única existência REAL. Enquanto nós somos meras criações.

Esta é a base dos mandamentos Noaicos: servir O D’us que nos cria, que é infinitamente próximo e real e ainda incompreensivelmente longe e “irreal”, que “Pessoalmente” cria toda a realidade.

D’us é a fonte da vida, de toda a consciência, de toda a matéria e de todo o espírito.

É até possível sentir isso; olhe a sua volta. O ar, as árvores, o céu, a terra, o povo em si … tudo está sendo criado constantemente por D’us. ELE é a fonte de toda a existência e Somente ELE cria todo o ser constantemente DO NADA!

ESTE é O D’us de Israel.

Ou, na linguagem da Torá: “Ain Od Milvado” (Devarim [Deut.] 4:35). Não Há Nenhum Outro Além DELE.

Mas D’us também é íntimo e … ELE SE PREOCUPA, ELE SE IMPORTA.

ELE nos dá olhos para ver, ouvidos para ouvir, todos os nossos sentidos, talentos e habilidades, bem como o impulso para desenvolvê-los e utilizá-los para melhorar o mundo.

Só ELE é a fonte de todo o bem.

SÓ ELE provê as nossas necessidades, nos dá a vida, sustento, alegria, sentido, amor e tudo o que temos. E SÓ ELE realmente ouve e responde a todas as orações. (Tehilim [Salmos] 145:9, 18)

Ele salvou Noach (Noé), o único homem justo, íntegro, em uma geração totalmente má, do dilúvio (todos os gentios são chamados de “Bnei Noach” porque, como descendentes diretos de Noé, eles herdaram a sua integridade e o potencial dado por D’us para a verdade e o bem) e começou por meio dele um admirável mundo novo.

D’us tirou os judeus do Egito, deu-lhes a Torá, os alimentou com Maná e água e os protegeu no deserto durante 40 anos. E ELE os tem protegido desde então, ELE continua a protegê-los até os dias de hoje!!!

Isso é o que significa, ELE é um “D’us vivo” (Irmiáhu [Jeremias] 10:10) e que D’us tem uma “imagem” (Bereshit [Gên.] 1:27). Ou seja, que apesar DELE realmente ser O Criador e nós Suas criações, ELE reage a nós como se de alguma forma fossemos Seus iguais (como é explicado em extensão e profundidade em textos cabalísticos e chassídicos). ELE ouve nossas orações, recompensa e pune nossas ações e nos ajuda quando estamos em necessidade. Somente DELE vem tudo o que temos e tudo o que somos, de fato nosso próprio ser a cada instante.

ELE é O Criador do universo e somente a ELE devemos uma dívida infinita de gratidão …

Mas, para realmente expressar a nossa gratidão adequadamente, ela deve estar de acordo com o que ELE quer; as regras que ELE, O PRÓPRIO CRIADOR, estabeleceu. É por isso que ELE deu a Torá.

 

A TORÁ

A Torá é o ÚNICO manual de direção escrito e dado “Pessoalmente” por D’us …….. para toda a criação.

Claro que existem Bíblias e vários livros “sagrados” de outras religiões, mas todos eles afirmam ser, na melhor das hipóteses, revelações espirituais dadas em particular ou a um (na maioria das vezes nascido milagrosamente) indivíduo ou a uns poucos escolhidos.

Mas a Torá foi dada a milhões de pessoas pelo Próprio Criador (sim, a 3 milhões de pessoas).

Cinquenta dias após D’us “Pessoalmente” tirar todo o povo judeu do Egito com grandes milagres e sinais (por si só um acontecimento inigualável na história), ELE os trouxe ao Monte Sinai e em meio ao fogo e trovão apareceu “Pessoalmente” (Devarim [Deut. 5:4]) e falou com eles (Shemot [Êxo.] 20:1, 2*) dizendo:

“Eu sou Hashem, teu Deus, que te tirei da terra do Egito… não terás outros deuses.”

Com estas palavras, D’us tornou muitas coisas claras:
Primeiro: os judeus são o Seu povo.
Segundo: ELE está ativo neste mundo; ELE tirou os judeus do Egito.
E, terceiro: ELE quer que sirvamos somente a ELE (O D’us que levou os judeus para fora do Egito) e que o façamos até mesmo em nossos assuntos mais mundanos (Não matar, roubar, etc.).

Este, a entrega da Torá, foi o evento mais visto, testemunhado e verificado na história do mundo. Milhões de judeus viram, ouviram e depois disseram a seus filhos que D’us falou com todos eles … E isto tem sido passado de geração em geração, sem interrupção desde então.

Sim, por mais de 3300 anos, apesar de perseguições, inquisições, holocaustos, expulsões, pogroms e sofrimentos indizíveis, os pais judeus têm dito aos seus filhos que D’us tirou seus antepassados do Egito e lhes deu Sua Torá.

Mais ainda.

As outras religiões, até mesmo aquelas que acreditam que D’us escolheu os Judeus e lhes deu Sua Torá, nunca nem mesmo sequer tentaram inventar uma tal história sobre a origem de suas várias Bíblias.

Seria simplesmente impossível de sustentar.

Como a própria Torá afirma: “Pergunta, … desde o dia em que D’us criou o homem … e desde uma extremidade dos céus até a outra, se houve jamais uma coisa grande semelhante a esta, ou se ouviu coisa igual a ela?”, etc. (Devarim [Deut.] 4:32-36*)

E ainda mais surpreendente, a Torá dos judeus hoje é exatamente a mesma que foi dada a Moisés.

Por mais de 3300 anos, desde o Monte Sinai, a Torá tem sido lida publicamente quatro vezes por semana para garantir que ela não será esquecida ou alterada (como muitas religiões afirmam que foi) e sua correta interpretação, o Talmud, tem sido transmitida, discutida e aprendida intensivamente em dezenas de milhares de escolas chamadas Yeshivot até o dia de hoje, assegurando a correta interpretação da Torá para todos os tempos.

(Qualquer um que já ouviu uma leitura pública de Torá em uma sinagoga ou que aprendeu Talmud em uma Yeshiva sabe que os erros não passam despercebidos nem são tolerados.)

Portanto, não é suficiente simplesmente crer somente no Criador.

Toda a humanidade também deve servi-LO de acordo com a Sua Torá. E na Torá, os mandamentos Noaicos são para todos os não-judeus.

Cada pessoa tem uma obrigação e uma chance de estar em sintonia com as direções exatas do Criador que nos cria.

E há uma meta: a chegada de Mashiach e a Ressurreição dos Mortos.

Toda a humanidade deve acreditar (nessa meta) e fazer todo o possível para apressar a chegada do Mashiach, que vai realizar todo o acima e ainda vai educar os mortos (nos Mandamentos Noaicos) para finalizar tudo isso.

Isto é melhor resumido nos “Shelosh-Esrê Icarim” – “Treze Princípios de Fé” de Maimônides (ou “Ani Maamin” – “Creio Plenamente”), no seu comentário sobre a Mishná (Sanhedrin, cap. 10):

Temos de acreditar com uma fé completa que:

1) D’us existe; ELE cria todo o ser, mas ELE não é criado. Toda a criação, espiritual e física, vem DELE, mas Sua existência é absoluta e não depende de mais nada porque não há nada mais.

2) D’us está SÓ e SOZINHO: Não existe nenhum outro criador (de nada) e não existe nenhuma existência, exceto ELE. Tudo o mais é trazido constantemente a ser por ELE a partir do nada.

3) D’us não tem nenhum tipo de corpo e nem mesmo forma espiritual. D’us não é pessoa. Todos os antropomorfismos na Bíblia são apenas metáforas para compreender as revelações de como ELE, apesar de Sua infinitude, interage com Sua criação. Mas, na verdade, ELE não tem nenhuma forma ou definição.

4) D’us não está limitado ao tempo. ELE sempre existiu e sempre existirá. ELE não teve nenhum começo e não houve nenhuma existência anterior a Sua. Em vez disso, “tempo” é uma de Suas criações.

5) D’us quer que nós sirvamos e oremos a ELE e Somente a ELE. É Só ELE que provê todas as nossas necessidades e Somente a ELE devemos dirigir as nossas orações, louvores, serviço e boas ações, não a qualquer uma das suas criações, formações ou manifestações …, não importa o quanto espirituais, poderosas ou útil elas possam parecer ser. D’us nos quer para mudar e melhorar o mundo através do nosso serviço a ELE. Apesar de sermos meras criações, feitas de “nada”, nosso serviço é importante para D’us.

6) D’us nos instrui por meio de Seus profetas. Existem qualificações muito rigorosas para profetizar. Entre elas: todos os profetas devem ser judeus, e devem conhecer e observar toda a Torá. Toda profecia deve ser só para reforçar a observância da Torá. Essas outras religiões que afirmam que um profeta veio para negar ou reinterpretar a Torá estão enganadas.

7) Moisés é o “pai” (o maior) de todos os profetas. Ele nos trouxe a Torá, e, cada palavra na Torá (em ambas, escrita e oral) é precisamente a Palavra do Criador.

8) A Torá de Moisés é imutável. A Torá que temos hoje, incluindo a Torá Oral, ou seja, Talmud, etc., é precisamente a mesma que D’us deu a Moisés no Monte Sinai. Não houve nenhuma alteração, adição ou subtração.

9) D’us não quer que nós alteremos, adicionemos ou subtraiamos qualquer coisa da Torá escrita ou oral. Os decretos rabínicos não são uma alteração, mas sim o cumprimento do mandamento da Torá: “não te desviarás da sentença que te anunciarem”, etc. (Devarim [Deut.] 17:11*). (Desnecessário dizer, há qualificações rigorosas sobre quem pode ser um Rabino e quais são os seus poderes e restrições; reforma e conservador não se qualificam.)

10) D’us conhece e SE preocupa com nossas ações, fala e pensamento. Ele é infinitamente íntimo e absolutamente nada está fora de Sua consciência. Na verdade, ELE dirige, causa e cria cada e toda ação e interação na criação, desde os menores átomos às maiores galáxias, das rochas mais simples aos mundos espirituais mais elevados.

11) D’us recompensa e pune. ELE reage aos nossos gestos, fala, pensamentos e orações neste mundo (quando e como ELE quer) e/ou depois da morte, no mundo (puramente) espiritual, ou até mesmo na Ressurreição dos Mortos.

12) D’us trará Mashiach imediatamente. E se, D’us nos livre, Mashiach demorar, temos de esperar por ele constantemente. Mashiach será um Rei Judeu que irá fortalecer totalmente a observância da Torá e a identidade judaica. Ele construirá o Terceiro Templo, reunirá todos os judeus em Israel e eliminará todos os inimigos do Judaísmo. Qualquer pessoa que não acredita nele e que não aguarda a sua chegada a cada instante nega toda a Torá. É ele e só ele que vai trazer toda a humanidade a observância dos mandamentos Noaicos.

13) D’us ressuscitará os mortos. As almas retornarão à Terra, os cadáveres serão reformados e voltarão novamente à vida, indicando que este mundo físico é realmente “elevado” e mais Divino que o próprio céu (mundo) espiritual.

Se lhe falta um dos detalhes (acima), então a sua fé em D’us não está completa.

ESTE é O D’us de Abraão, Isaque e Israel. O D’us que cria o mundo e tirou os judeus do Egito. ESTE é O D’us que deu a Torá e Nela os Mandamentos Noaicos para mudar o mundo.

Assim, vemos que D’us quer que nós acreditemos NELE e usemos a Torá para transformar Sua criação em uma “morada” para ELE, como ela era no início, e até melhor … e isso depende de toda a humanidade, incluindo os gentios (não-judeus).

Portanto, Noaísmo não é uma religião, é muito mais que isso.

A tradição Noaítica é a única maneira de diretamente, e não através de intermediários, conectar-se a D’us e revelar todo o potencial positivo de cada indivíduo para fazer o Céu aqui na Terra.

Tão grandioso quanto isso possa parecer, é a capacidade de cada um de nós para fazer isso acontecer. Esse poder é dado na Torá.

A Torá além de ser um manual de instrução, é também a vontade e a sabedoria do D’us Vivo. Ele dá àqueles que A aprendem e A seguem, judeus e gentios, o poder de mudar o mundo inteiro para o bem.

A Torá foi dada pelo Próprio Criador e está imbuída com o Seu poder para trazer bênçãos e significado a todos aqueles que A seguem com alegria, amor, coragem e gratidão, como fez Noach (Noé) milhares de anos atrás.

E, como escrevemos anteriormente, todos os gentios são chamados de “Bnei Noach”[*] porque, como descendentes diretos de Noach (Noé), eles herdaram a sua integridade e o potencial dado por D’us para a verdade e o bem, ie., para mudar e aperfeiçoar o mundo.

[* O termo “noaítas” refere-se especificamente àqueles não-judeus que devotam Hashem e seguem Suas mitsvot universais.]

 

OS SETE MANDAMENTOS NOAICOS

Quando D’us deu a Torá, ELE incluiu nela todas as leis pertinentes a toda a humanidade. Há realmente muitas delas, mas a estrutura básica é chamada de “Sete Mandamentos Noaicos”.

Seis foram dadas a Adão e não se alimentar de um animal vivo foi dada a Noé (como listado abaixo):

1) Não sirva outros deuses (Conheça e sirva somente O Criador)

2) Não assassine (Respeite a vida humana)

3) Não roube (Respeite as propriedades dos outros)

4) Não blasfeme (Honre O Criador)

5) Não faça ofensas sexuais (Respeite a família)

6) Não coma carne tirada de um animal ainda vivo (Seja bondoso)

7) Estabeleça tribunais de Justiça para fazer cumprir os mandamentos acima (Seja justo)

Mas há muito mais para a tradição Noaítica que apenas este número de sete leis.

Estes sete são uma estrutura básica que contém muito mais mandamentos, detalhes e instruções que no seu conjunto formam um modo verdadeiramente completo, significativo e válido de expressar amor e gratidão para com O Criador, com todos os aspectos do nosso ser para aperfeiçoar o mundo em que vivemos.

Primeiro de tudo, cada um destes sete mandamentos tem muitas implicações; aqui estão algumas de acordo com a Enciclopédia Talmudit do Rav Shlomo Yosef Zevin (1888-1978):

1) NÃO À IDOLATRIA:

2) Não ore para outra coisa exceto o Criador

3) Não ore a D’us através de ou em conjunto com qualquer outra coisa (em outras palavras, ore diretamente ao Criador, sem nenhum tipo de intermediário)

4) Não faça um juramento a qualquer outro poder ou figura (Enciclopédia Talmudit, pg 350, coluna b)

5) NÃO À BLASFÊMIA:

6) Não amaldiçoe um dos nomes hebraicos de D’us

7) Não amaldiçoe nem mesmo um apelido de D’us em qualquer idioma (ibid. 351a)

8) NÃO AO ASSASSINATO:

9) Não mate desnecessariamente, mesmo em auto-defesa.

10) Não cometa suicídio

11) Não ao aborto

12) Não à eutanásia ou morte por piedade

13) Não derrame sêmen propositalmente

14) NÃO AOS PECADOS SEXUAIS:

é proibido para um homem ter relações com:

15) Sua mãe

16) Sua irmã materna

17) Sua filha

18) Sua tia (irmã da mãe; alguns dizem, irmã do pai)

19) Alguns dizem, a mulher de seu pai, mesmo após a morte do pai

20) A esposa de outra pessoa

21) Animais (Bestialidade)

22) Outro homem (Homossexualismo) (Enc.Tal. 352)

23) Alguns dizem, até mesmo as relações com a esposa devem ser na forma em que é possível ter filhos (ibid. 353b)

Portanto:
24) Prostituição e 25) Sexo casual são proibidos.

26) NÃO AO ROUBO:

27) Não ao rapto/sequestro

28) Não tome despojos de guerra

29) Não ao estupro

30) Alguns dizem, não seduza (e se relacione com) uma pessoa, se não for com o propósito de casamento (ibid 354a)

31) Não retenha o pagamento do trabalhador

32) Alguns dizem, até mesmo desejar as posses dos outros é proibido (ibid. 354b)

33) Alguns dizem, não tome juros sobre empréstimos

34) Alguns dizem, não seja desonesto nos negócios

35) Não roube de um ladrão

36) Não roube nem mesmo a menor quantidade ou valor

37) Não prejudique os outros

38) NÃO COMA UM MEMBRO DE UM ANIMAL VIVO

É proibido comer:

39) A carne de um animal vivo

40) Alguns dizem, o sangue de um animal vivo

41) Alguns dizem, qualquer coisa de um animal que morreu por si próprio e não foi morto pelo homem

42) Não cause dor ou sofrimento desnecessário aos animais

43) ESTABELEÇA UM SISTEMA JURÍDICO:

44) Para educar o povo a não transgredir os mandamentos

45) Para julgar toda injustiça ou transgressão dos seis mandamentos anteriores (alguns dizem, as mesmas leis de danos monetários como na Torá)

46) Não aceite suborno

47) Não julgue de um modo parcial, de uma forma tendenciosa

48) Estabeleça juízes em cada cidade ou região

49) Alguns dizem, é proibido aos litigantes gentios fazerem julgamentos fora do tribunal sem juízes (ibid. 355)

Além disso, a humanidade tem a obrigação de “L’shevet Y’tzara”, literalmente, “Melhorar o Mundo” e de ter “Midot Tovot” (Bons Traços de Caráter). Como diz o Talmud, sem a Torá poderíamos aprender a modéstia de um gato … (Aruvin 90b).

 

[Para obter mais explicações, você deve consultar o seu Rabino Ortodoxo local.]

 

Para Os Trinta Mandamentos Noaíticos do Rav Shmuel ben Hofni Gaon, veja

https://noahidebr.com/2015/11/13/as-trinta-mitsvot-dos-noahides-do-rav-shmuel-ben-hofni-gaon/

 

Para Os Trinta Mandamentos Noaíticos do Rav Menachem Azaria de Fano, veja

https://noahidebr.com/2015/11/10/as-trinta-mitsvot-dos-noahides-do-rav-menachem-azaria-de-fano/

 

* Bíblia Hebraica, David Gorodovits e Jairo Fridlin, Editora e Livraria Sêfer.

 

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Traduzido do inglês por Noahidebr

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