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Caminhar na Presença de D’us

Caminhar na Presença de D’us

 

Nôach (Noé) não era cristão/messiânico e nem era muçulmano. Em seu tempo não existia o cristianismo (nem a sua vertente hebraísta, os messiânicos) e nem existia o islamismo. Nôach não acreditava em Jesus/Yeshua/Yahushua e nem acreditava em Muhammad (Maomé). Ainda assim, está registrado que “Nôach andava com D’us.” (Bereshit/Gênesis 6:9) Como isso era possível? De que maneira um não-judeu anda com D’us*?

 

* Sabemos que O Próprio D’us escolheu o Povo Judeu como o Seu Povo e lhes deu o Judaísmo. Mas Nôach também não era judeu, pois ainda não havia surgido o Povo Judeu.

 

UM NÃO-JUDEU CAMINHANDO NA PRESENÇA DE D’US

 

Por Rabi Menachem Mendel Schneerson
(O Rebe)

 

Estou certo de que você conhece os assim chamados Sete Mandamentos dados por D’us a Nôach e seus filhos.

Estes são: (1) O estabelecimento de cortes de justiça; (2) a proibição de blasfêmia; (3) de idolatria; (4) de incesto; (5) de derramamento de sangue; (6) de roubo; (7) de comer carne de um animal vivo. Estes Sete Mandamentos, que D’us deu aos filhos de Nôach, i.e., a toda a humanidade, são as leis básicas, com ramificações de longo alcance que abrangem toda a vida da sociedade e do indivíduo, para assegurar que a raça humana será regida por estas leis Divinas de moralidade e ética, e que a sociedade humana será de fato humana, e não uma selva.[*]

[* Para saber mais sobre as Sete Leis, veja
https://noahidebr.com/2015/11/25/mandamentos-divinos-para-todos-os-descendentes-de-noe/ . ]

Certamente os judeus, filhos de Avraham, Yitschac e Yaacov, mais tarde receberam muitos mais mandamentos com obrigações para eles, mas não para o restante da humanidade. No entanto, isso de maneira alguma diminui o fato de que os não-judeus podem e devem buscar realização completa através da observância dos mencionados Sete Mandamentos da Humanidade, com todas as suas ramificações, pois, como são outorgados por D’us, proporcionam o veículo pelo qual se atinge a comunhão com D’us, e assim “caminhar sempre na presença de D’us”.

Eu gostaria de fazer uma observação adicional. Houve uma época em que alguns pensadores acharam que não havia necessidade de conectar as leis da ética e moralidade com a autoridade Divina, visto que estes são princípios racionais. O equívoco deste raciocínio agora é bastante claro. Vimos, em nosso próprio tempo, uma nação inteira que se gabava de grande progresso filosófico e sistemas éticos descer às maiores profundezas da depravação humana e barbarismo sem precedentes. E o motivo para isso foi que eles acreditavam poder estabelecer moralidade e ética baseadas na razão humana, sem se sujeitar à autoridade de uma Existência Suprema, tendo eles próprios se tornado uma super-raça, como pensavam. Certamente não há necessidade de elaborar sobre o óbvio.

A partir das declarações acima, fica claro que nenhum indivíduo pode se contentar com a própria observância dos Mandamentos Divinos, mas é sua responsabilidade com seus amigos, vizinhos e sociedade em geral, envolvê-los na observância dos Mandamentos Divinos na vida e na conduta diárias.

Desejando a você sucesso em seus esforços para atingir a verdadeira realização,

Com bênção,

Assinatura do Rebe

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O Consumo de Bebidas Alcoólicas

B”H

 

O Consumo de Bebidas Alcoólicas

 

Quem consome bebidas alcoólicas deve fazê-lo com moderação. Para os Noaítas (Bnei Noach/Filhos de Noé), é suficiente lembrá-los da triste história de Noé (Nôach/Nôah) a respeito dos efeitos da sua embriaguez depois que ele plantou uma vinha. Aquele que é um alcoolista (alcoólatra/alcoólico) deve evitar o consumo de álcool.

 

Perguntas e respostas com relação aos Noaítas (Bnei Noach/Filhos de Noé) por Rabi Yoel Shwartz.

 

© Rabi Yoel Shwartz
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Traduzido do inglês por Noahidebr/Bnei Noach Brasil © Noahidebr 2015-2019

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66 Ramificações dos 7 Mandamentos Noaicos

O Rebe ensina que “os Sete (Mandamentos Noaíticos) são instruções gerais que abrangem inúmeros detalhes.” Ele fala da “observância dos Sete Mandamentos com todas as suas implicações e detalhes”, ou, “com todas as suas ramificações e extensões”.

Aqui está uma demonstração das Sete Leis representarem SESSENTA E SEIS (Leis).

 

 

SevenLawsNoahAharon

66 Ramificações dos 7 Mandamentos Noaíticos

 


Observação:

Noaico(a) = Relativo a Noé.

Noaítico(a) = Relativo aos Noaítas (os descendentes de Noé que devotam Hashém).

(A palavra “noético” até existe de fato, mas ela é uma palavra de origem grega (noetikós), cuja raiz não é de modo algum o nome “Noé” e sim a palavra NÓESIS (em português: NÓESE). Noético significa relativo à nóese.)


 

7 Leis de Noé = 7 Categorias de Leis de Noé (que podem conter 66 Ramificações)

 

Por Rabi Aharon Lichtenstein

(em noachide.org.uk)

 

Embora existam 7 Mandamentos Noaicos ou Noaíticos básicos [(os Mandamentos dados pelo PRÓPRIO CRIADOR para toda a humanidade)], é possível subdividi-los em 66 ramificações de acordo com o Rabi Doutor Aaron Lichtenstein em seu livro “The Seven Laws of Noah” (“As Sete Leis de Noé”). Ele baseia essas ramificações nos 613 mandamentos para os judeus enumerados pelo Rabi Moisés Maimônides. Destas ramificações, 52 são negativas e 14 são positivas.

O número de ramificações para cada uma das 7 Categorias de Mandamentos Noaicos são:

Idolatria (10)
Blasfêmia (8)
Roubo (16)
Assassinato (1)
Relações sexuais ilícitas (10)
Justiça (19)
Membro de uma criatura viva (2).

 

 

· Categoria do Mandamento da Proibição de Idolatria (10 ramificações):

1. “Proibido pensar que exista alguma divindade à exceção de Hashém, o Uno e Único.”

2. “Proibido fazer para si mesmo, ou mandar qualquer outra pessoa fazer, qualquer imagem de escultura (imagem esculpida) com fins de adorá-la.”

3. “Proibido fazer ídolos para serem usados por outra pessoa.”

4. “Proibido fazer quaisquer estátuas, mesmo que elas sejam para fins ornamentais.”

5. “Proibido curvar-se a qualquer ídolo [ou jurar por ele, ou oferecer-lhe vinho ou qualquer outra coisa, ou oferecer-lhe sacrifícios, ou acender incensos para ele, ou realizar qualquer ritual religioso perante ele, mesmo que não seja a forma habitual de adorá-lo].”

6. “Proibido a adoração de ídolos em quaisquer das suas formas habituais de adoração.”

7. “Proibido sacrificar os filhos, ou fazê-los passar pelo fogo, em honra a Molech (Moloque).”

8. “Proibido a prática e consulta de ov.”
[Ov é a adivinhação por meio de um mantra para obter um transe meditativo para se comunicar com os mortos.]

9. “Proibido a prática e consulta de yidoni.”
[Um yidoni envolve atos rituais e meditação como uma forma de profecia imaginária.]

10. “Proibido recorrer a qualquer coisa idolátrica [em palavra, em pensamento, em ação ou por qualquer observância que possa nos levar à sua adoração].”


 

· Categoria do Mandamento da Proibição de Blasfêmia (8 ramificações):

1. “Reconhecer a existência de D’us.”

2. “Temer (reverenciar) D’us.”

3. “Orar a D’us.”

4. “Santificar o Santo Nome de D’us
[mesmo através do martírio].”

5. “Proibido difamar o Santo Nome de D’us [ainda que se chegue ao martírio].”

6. “Estudar as partes permitidas da Torá.”

7. “Honrar os estudiosos (sábios) da Torá/
Respeitar nossos professores
{e ainda respeitar os idosos}.”

8. “Proibido maldizer (proferir insultos).”


 

· Categoria do Mandamento da Proibição de Roubo (16 ramificações):

1. “Proibido furtar [isto é, secretamente].”

2. “Proibido roubar [isto é, abertamente].”

3. “Proibido usurpar.”

4. “Proibido trapacear/defraudar.”

5. “Proibido deixar de pagar dívidas.”

6. “Proibido cobrar a mais {enganar em negócios}.”

7. “Proibido cobiçar.”

8. “Proibido invejar as posses de outras pessoas.”

9. “Permitir a um trabalhador que coma das frutas/cereais que ele está colhendo [mas sob certas condições].”

10. “Proibido um trabalhador comer das frutas/cereais que ele está colhendo [quando ele não está autorizado].”

11. “Proibido um trabalhador comer mais do que o permitido das frutas/cereais que ele está colhendo [ele não tem permissão para colher para si mesmo para levar para casa ou para comer mais tarde].”

12. “Proibido sequestrar.”

13. “Proibido usar falsos pesos e medidas.”

14. “Proibido possuir falsos pesos e medidas.”

15. “Deve-se ser exato e preciso no uso de pesos e medidas.”

16. “O ladrão deve devolver [ou pagar] o objeto roubado.”


 

· Categoria do Mandamento da Proibição de Assassinato (Uma ramificação):

1. “Proibido assassinar qualquer pessoa [o assassinato não é o mesmo que matar {em legítima defesa} ou executar {judicialmente}].”


 

· Categoria do Mandamento da Proibição de Relações Sexuais Ilícitas (10 ramificações):

1. “Proibido ter união com sua mãe.”

2. “Proibido ter união com sua irmã.”

3. “Proibido ter união com a esposa de seu pai.”

4. “Proibido ter união com a esposa de outro homem.”

5. “Proibido o homem ter relação sexual com animal.”

6. “Proibido a mulher ter relação sexual com animal.”

7. “Proibido o homem ter relação sexual com outro homem.”

8. “Proibido ter relação sexual com seu pai.”

9. “Proibido ter relação sexual com o irmão de seu pai.”

10. “Proibido engajar-se em conduta erótica que possa conduzir a uma união proibida. [Quer dizer, não ter prazer corporal não sexual (intimidades) com pessoas cujo casamento seria ilícito.]”


 

· Categoria do Mandamento de Estabelecer Tribunais de Justiça (19 ramificações):

1. “Nomear juízes e oficiais de justiça em cada uma das comunidades.”

2. “Tratar os litigantes com igualdade perante a lei.”

3. “Investigar diligentemente o depoimento das testemunhas.”

4. “Proibido proceder maliciosamente contra qualquer um dos litigantes.”

5. “Proibido um juiz aceitar presentes ou subornos dos litigantes.”

6. “Proibido um juiz se simpatizar mais com um dos litigantes no julgamento.”

7. “Proibido um juiz agir com medo de ameaças de um dos litigantes.”

8. “Proibido um juiz, por compaixão, favorecer um litigante pobre.”

9. “Proibido um juiz declarar um litigante culpado só porque ele é conhecido por ser desonesto ou mau (Proibido condenar uma pessoa má injustamente).”

10. “Proibido um juiz, por fraqueza, não impor as penas justas e apropriadas.”

11. “Proibido um juiz discriminar o estrangeiro[, o desamparado] ou o órfão.”

12. “Proibido um juiz ouvir somente um litigante, sem a presença do outro.”

13. “Proibido a nomeação de um juiz que não tenha conhecimento da Lei.”

14. “Proibido a incriminação por provas circunstanciais.”

15. “Proibido punir quem cometeu uma falha sob coação.”

16. “{Somente} um Tribunal de Justiça tem competência para administrar a pena capital.”

17. “Proibido alguém tomar a lei em suas próprias mãos para matar o autor de um crime capital. Vingança.”

18. “Testemunhar no tribunal.”

19. “Proibido testemunhar em falso.”


 

· Categoria do Mandamento da Proibição de Comer Qualquer Parte De um Animal Ainda Vivo (2 ramificações):

1. “Proibido comer partes de um animal, besta ou ave, que está vivo.”

2. “Proibido comer partes de um animal que foi morto por outro animal (Proibido comer um animal dilacerado).”


 

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(Site da The Noachide Association of Great Britain – Associação Noaítica da Grã Bretanha -, uma afiliada do Ask Noah International. Essa Associação está sob a direção e supervisão do Rabi Yitzchok Sufrin do Chabad (Chabad Lubavitch UK Hdqts. em Londres, Inglaterra). O Rabi Yitzchok Tzvi Sufrin é shalíach – emissário – do Rebe.

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Traduzido do inglês e do espanhol por Noahidebr/Bnei Noach Brasil

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QUANDO COMPARTILHAR A INFORMAÇÃO, NÃO ADIANTA APENAS CITAR A FONTE PRIMÁRIA – OU  O RABINO, OU A OBRA, OU O SITE ESTRANGEIRO – SE O TEXTO EM PORTUGUÊS NÃO FOI TRADUZIDO POR VOCÊ. PORTANTO, CITE, SIM, DE ONDE VOCÊ LEU O TEXTO EM PORTUGUÊS, A SABER, DO SITE NOAHIDEBR.

 

Não nos esqueçamos de que o Noaísmo não é uma religião e não é uma seita judaica. Os noaítas (Bnei Nôach/Filhos de Noé) não são judeus. As Mitsvót (Leis Divinas) Universais são O Código de Conduta para toda a humanidade (por isto não tratam dos ritos judaicos (Shabát, Festividades, tefilín, etc.)).

 

Veja também:

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

https://noahidebr.com/2016/02/04/as-sete-leis-de-noe-no-talmud-da-babilonia-sanhedrin-56a/

 

https://noahidebr.com/2015/09/08/as-sete-mistvot-que-unem-a-humanidade/

 

https://noahidebr.com/2016/09/01/os-sete-mandamentos-dos-filhos-de-noach-noe/

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É permitido a um não-judeu estudar a Torá?

B”H

 

É permitido a um não-judeu estudar a Torá?

 

Por Rabi Shamai Ende (Chabad)

 

No Talmud (Sanhedrin 59a) encontramos duas opiniões opostas sobre este assunto muito delicado, que ocorre com frequência na vida atual. Lá, conclui-se que a proibição de estudar a Torá com um não-judeu não se aplica às sete mitsvot (as chamadas leis dos filhos de Noé) que eles têm a obrigação de conhecer e cumprir.

Assim também Maimônides, em seu livro Mishnê Torá (hilchot melachim 8:10), escreve: “Nosso mestre Moshê transmitiu a Torá e seus mandamentos somente ao povo de Israel e aos que desejarem converter-se. Ele também nos ordenou, a mando de D’us, que devemos instruir todos os habitantes do mundo a receber sobre si as sete Mitsvot que os filhos de Noé (toda a humanidade) foram ordenados a cumprir. Aquele que aceitá-las e tomar o cuidado de cumpri-las é considerado um chassid (devoto)  (de Hashém) entre os povos, e tem parte no mundo vindouro, contanto que assim o fizer e aceitar, por ordem Divina explícita na Torá, por intermédio de Moshê, nosso mestre”.

No capítulo seguinte, Maimônides nos ensina a lista e os detalhes dos sete mandamentos de toda a humanidade a serem seguidos: 1. A proibição de praticar idolatria; 2. De blasfemar contra D’us; 3. De cometer homicídio; 4. De manter relações incestuosas e cometer adultério; 5. De roubar; 6. A obrigação de instituir um sistema judiciário; e 7. A proibição de ingerir um órgão de um animal que foi extraído ainda em vida.

Desta forma, temos a obrigação de ensinar a um não-judeu todas as leis dessas mitsvot, que incluem muitos detalhes, como estudos profundos que reforçam a fé em D’us; as leis de recato que nos levam a não transgredir atos imorais; as leis judiciais do Talmud aplicadas a todo ser humano; as minuciosas proibições de roubar, enganar e prejudicar o próximo; as leis de tsedacá e justiça social; reforçar atos de bondade etc.

O Rebe lançou uma campanha mundial para propagar essas mitsvot para toda a humanidade, e explicou que o fato de não termos notícias de que no último milênio os sábios judeus difundiram essa lei deve-se às inúmeras perseguições que nosso povo sofreu durante a história, sem que tivéssemos a possibilidade de exercer alguma influência sobre as demais nações do mundo. No entanto, na época atual, quando deixamos de ser o povo perseguido e tornamo-nos muito influentes em vários setores, passa a ser uma obrigação de cada judeu cumprir essa lei, instruindo todos os povos a cumprir as suas.

O Rebe ainda frisou que essa é a melhor solução para vários problemas atuais, como a violência, a imoralidade, a decadência da educação, os conflitos etc., pois uma pequena luz pode dissipar muita escuridão. Desta forma estaremos construindo um mundo melhor, preparando a humanidade para receber a era messiânica, quando todos os povos habitarão em paz e harmonia, conforme consta (Yeshayahu [Isaías] 2:4): “Não levantará um povo sobre outro a espada, e não mais aprenderão a guerrear”, e juntos servirão a D’us, como disse o profeta (Tsefaniá [Sofonias] 3:9): “Então, transformarei todos os povos em uma nação com um idioma claro em que todos clamarão o nome de D’us e o servirão com igualdade”.

 

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Sobre o Rabi Shamai Ende, veja:

 

 

Veja também:

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

https://noahidebr.com/2016/09/01/os-sete-mandamentos-dos-filhos-de-noach-noe/

 

https://noahidebr.com/apresentacao/

 

https://noahidebr.com/2015/09/08/as-sete-mistvot-que-unem-a-humanidade/

 

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As 7 leis: enumeração e explicação

B”H

 

As 7 leis: enumeração e explicação

 

Por Rabi Uri Cherki

 

As sete leis podem ser divididas em diferentes grupos, que nos indicam o caminho a seguir

 

Segundo o judaísmo, um Noaíta (alternativa em português de Ben Nôach – Filho de Noé) é obrigado a cumprir os Sete Mandamentos básicos, também chamados de As Sete Leis de Hashem para (os Filhos de) Noé – “Shéva Mitsvót Hashém le(Bnei) Nôach”.

 

Segue a enumeração e explicação destes mandamentos:

1) Proibição de idolatria

2) Proibição de blasfêmia

3) Proibição de assassinato

4) Proibição de imoralidade sexual

5) Proibição de roubo

6) Proibição de comer carne de um animal vivo

7) Obrigação de estabelecer um sistema jurídico justo

 

Estas sete leis podem ser divididas em vários grupos:

As duas primeiras leis lidam com a relação entre o Homem e D’us.

Os dois seguintes mandamentos lidam com a relação entre Homem e Homem.

Os quinto e sexto mandamentos lidam com os traços de caráter, entre o Homem e Si Mesmo.

O último mandamento, para estabelecer tribunais de justiça, tem a intenção de criar a estrutura social necessária para a implementação desses mandamentos.

De acordo com esta divisão, a Torá de Israel exige que os noaítas devem emendar-se em três áreas de sua existência: a teológica, a social e a da alma.

 

1. Idolatria

Os noaítas estão proibidos de participar em qualquer tipo de culto pagão. Cabe assinalar que não há mandamento positivo para a forma em que um noaíta deve servir a D’us, pelo contrário, a definição é negativa. Aspectos dessa proibição são: oração, sacrifício, queima de incenso, oferendas de libação, prostração, e qualquer outro ato de adoração que é habitual para com este ídolo.

A rejeição da idolatria é considerado uma grande virtude.

A importância desta lei reside no fato de que a idolatria escraviza o homem, enquanto o serviço de D’us propõe um encontro com a fonte de toda a vida. Por outra parte, uma multiplicidade de divindades prejudica a harmonia interna da psique, forçando a escolher um valor sobre os outros – como o amor, o julgamento, a paz, a verdade, a justiça, ou a beleza – enquanto que a crença monoteísta promove a harmonia entre todos os valores.

 

2. Blasfêmia

Os noaítas estão proibidos de expressar palavras de desprezo para o Criador.

A importância deste mandamento é derivada do fato de que no desprezo a D’us se nega a essência da fonte da vida. Em certos aspectos, pode-se dizer que a obstrução da fonte da vida é pior que assassinato, pois assassinato fere a vida, enquanto o desprezo a Hashem danifica as raízes da própria vida. Encontramos no livro de Vaicrá (Levítico) que as transgressões são classificadas segundo sua gravidade: em primeiro lugar vem a blasfêmia, em segundo o assassinato, depois a matança de animais, e em seguida os danos causados a um ser humano.

 

3. Assassinato

É proibido assassinar outro ser humano. Inclue-se nesta proibição o seguinte: a eutanásia, o aborto, e – por associação – humilhar outra pessoa.

O fundamento desta proibição não é a necessidade de preservar a ordem social, antes, é encontrado na expressão de um valor moral fundamental: “D’us criou o homem à Sua própria imagem”.

De acordo com a Torá, o público tem a autoridade para se defender, e em certos casos, até mesmo para ir para a guerra. Tais casos de derramamento de sangue permitido estão no reino das legislações dos Estados.

 

4. A imoralidade sexual

Vários graus de relações sexuais são proibidos para noaítas. Estes incluem: a própria mãe, a esposa do pai, a irmã da mãe, uma filha, a esposa de um companheiro, irmãos, a homossexualidade, as relações com os animais (bestialidade).

A importância deste mandamento é derivada do fato de que o uso do potencial para criar vida deve permanecer dentro de certos limites para que possa elevar o homem e não degradá-lo. Santidade nas relações íntimas é o cumprimento da bênção de D’us: “Sede fecundos e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a”, que foi dada a Adám.

A proibição de imoralidade sexual decorre das normas de conduta modesta e santa que são desejáveis para todos criados à imagem de D’us.

 

5. Roubo

É proibido para um noaíta roubar a propriedade do seu amigo. Inclue-se nesta proibição o seguinte: retenção de pagamentos do empregado, sequestro e escravidão, e roubar a mulher de outro homem.

A importância deste mandamento é derivado do fato de que a propriedade é, em certa medida, a extensão de sua alma. Isto é o que dizem os nossos sábios (Baba Kama 119a): “Se alguém rouba do seu companheiro uma p’ruta [uma moeda de pouco valor], é como se ele tomou a sua alma.” Portanto, a proibição do roubo é algo de uma prolongação da proibição de assassinato.

A proibição contra o roubo inclui dinheiro ou propriedade que é de pequeno valor – até mesmo menos de uma p’ruta.

 

6. Comer carne de um animal vivo

Os bnei noach não podem comer a carne de um animal que foi tirada enquanto ele estava vivo. Incluem-se nesta proibição comer mariscos e sangue de um animal vivo[*.

 

* Note que aqui diz “sangue de um animal vivo”, não o de um animal morto.]

 

A importância deste mandamento decorre da compaixão geral que a Torá tem para os animais vivos. Apesar de que aos seres humanos foi dado permissão para comer animais (devido à queda da humanidade durante a geração do Dilúvio), é proibido atuar contra eles de forma cruel.

Esta proibição também está vigente depois da morte de um animal que foi tratado com crueldade.

 

7. Tribunais de justiça

Aos noaítas é ordenado estabelecer um sistema judicial em cada sociedade.

Na opinião de Maimônides, este mandamento envolve o estabelecimento de um sistema judicial que se ocupe das transgressões dos seis mandamentos anteriores.

De acordo com Nachmânides, o mandamento requer o estabelecimento de um sistema judicial que irá organizar a ordem em todos os assuntos da sociedade humana, entre eles: os acordos governamentais e as leis do estado.

Em teoria, este mandamento inclui a possibilidade de invocar a pena de morte. Na prática, a punição deve ser imposta de acordo com cada situação particular, a sociedade específica e a progressão moral.

 

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