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Não recebemos nenhum mérito por observar mandamentos que não nos são pertinentes

Prestem muita atenção:

É muito arriscado e espiritualmente perigoso que nós, noaítas (Bnei Nôach), adotemos os mandamentos com os quais não temos conexão alguma [(ou seja, os mandamentos de identidade, os Edót)]. No máximo, não recebemos nenhum mérito por isso. Na pior das hipóteses, podemos receber punição divina. Isto é verdade tanto para os judeus quanto para os noaítas. Devemos ser muito cautelosos ao adotar práticas com as quais não temos obrigação ou conexão.”

Extraído do Curso das Leis Noaíticas da Yeshivá Pirchei Shoshanim.

 

E o Rav Ariel Groisman (seus vídeos sobre Bnei Nôach estão disponíveis no site do Chabad) complementa:

“Fazê-lo (ou seja, adotar mandamentos de identidade que não lhe são pertinentes – os mandamentos chamados Edót) é uma blasfêmia contra O CRIADOR visto que com as suas atitudes você está mostrando-LHE que repudia a sua identidade espiritual que ELE forjou e esculpiu em você.”

 

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Veja também

 

https://noahidebr.com/2018/04/02/o-modo-de-vida-dos-bnei-noach/

 

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O modo de vida dos Bnei Nôach

O que um noaíta (filho de Noé) realmente faz?

 

Por Rav Dovid Rosenfeld

 

Eu cresci como um crente cristão, mas depois de anos de pesquisa comecei a acreditar no Deus de Israel. Hoje eu me vejo como um noaíta. (Existem vários motivos pelos quais não seria viável para mim a conversão.) Meu maior desejo é conhecer a Deus e viver de acordo com SUA Palavra. Mas a minha pergunta é: o que eu realmente faço? As Leis Noaíticas são muito básicas, e elas são quase todas as coisas que não se deve fazer. Eu quero servir a Deus, mas como um noaíta, o que de fato há para eu fazer?

 

O Rabino responde

 

Primeiramente, é bom falar com alguém tão sincero em suas crenças, e eu desejo que você prossiga com o seu crescimento espiritual.

Você tem razão ao dizer que as Leis Noaíticas (as Leis de Noé ou as Leis dos Filhos de Noé ou as Mitsvót Universais (Leis Divinas Universais)) são muito básicas e que, além das proibições negativas, elas deixam o noaíta praticamente sem ter o que fazer. Mas o mais importante é dar-se conta de que a observância e a conexão com Deus não terminam com as Leis Noaíticas. O Rabino Abraham Twerski observou a mesma coisa no que diz respeito à Torá. As pessoas cometem o erro de ver os 613 Mandamentos como a soma total da observância judaica. Mas na verdade, é aí onde começa o judaísmo, não onde ele termina. Os 613 proporcionam apenas a estrutura básica e o ponto de partida para o crescimento espiritual. Mas Deus quer que a gente vá muito além do mínimo. Podemos ir infinitamente mais alto – e é isto o que verdadeiramente nos define como grandes seres humanos.

Dá-se o mesmo com as Leis Noaíticas. Elas proporcionam apenas a estrutura simples da vida civilizada, não matar, não roubar, não cometer adultério, etc. Se tudo o que uma pessoa faz é isto, ela tem um certo grau de conexão com Deus – até mesmo se ela passa o resto de seu tempo bebendo cerveja e assistindo TV.

Mas, na verdade, há muito mais que uma pessoa pode fazer – aperfeiçoar-se como ser humano e fazer do mundo um lugar melhor. Deus deu a cada um de nós o nosso conjunto único de habilidades e talentos para fazer a nossa própria contribuição para o mundo – por exemplo, trabalhando em uma profissão digna, dando caridade, voluntariando-se para causas nobres, formando uma família com bons valores, orientando e aconselhando as pessoas, sendo um ativista de Israel, etc. Cada pessoa precisa olhar para dentro de si para ver que dons especiais ela pode usar para melhorar o mundo (e a si mesma) e quais oportunidades ela tem à sua disposição. É evidente que nossa porção no Mundo Vindouro é diretamente proporcional ao quanto trabalhamos para Deus – para melhorar tanto a nós mesmos quanto ao mundo.

Por isso, embora um não-judeu não esteja obrigado, ele pode cumprir voluntariamente a maioria dos mandamentos da Torá, embora ele deva ter em mente que ele está fazendo isso como “crédito extra” e não como uma obrigação regular. No entanto, obviamente, há várias exceções (ou seja, há mandamentos que o não-judeu – mesmo um noaíta – está proibido de cumprir) – como Shabát e Festividades, Tefilín, Talít e Mezuzá (ou seja, os mandamentos denominados Edót). O não-judeu também pode estudar a Torá, embora ele deva estudar apenas as partes relevantes para ele – como a Torá escrita, as Sete Leis, e questões básicas de crença e ética.

 

[Em outras palavras, há um limite de até onde um não-judeu (mesmo um noaíta) pode ir. Ele não pode querer ultrapassar este limite. A menos que ele deseje tornar-se judeu. Este limite é o que distingue o não-judeu do judeu. É o que torna o não-judeu um não-judeu e o que torna o judeu um judeu. Trata-se de não ultrapassar as barreiras da identidade própria (individual/nacional). Há os mandamentos de caráter de moralidade (Mishpatím) e há os mandamentos de caráter de identidade (Edót). Os limites para os não-judeus são exatamente os mandamentos de caráter de identidade (e do mesmo modo para os judeus) (“Shabát e Festividades (exceto Rosh Hashaná), Tefilín, Talít e Mezuzá”, etc., como citado acima pelo Rabino).
Portanto, querer cumprir mandamentos de caráter de identidade (os Edót) é desrespeitar AQUELE que os deu, é desrespeitar Hashém, QUEM estabeleceu estes limites, QUEM criou essas identidades.]

 

Por Rav Dovid Rosenfeld

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Veja também

 

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

E

 

https://noahidebr.com/2016/03/27/exceto-as-sete-leis-de-noe-pode-um-nao-judeu-observar-mitsvot/

 

E

 

https://noahidebr.com/2016/02/01/66-ramificacoes-dos-7-mandamentos-noaicos/

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Noaítas e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos (ou a criação de ritos)

Noaítas e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos

Noaítas e a criação de ritos religiosos

 

B”H

 

Perguntas e Respostas

 

Por Noahidebr

 

O Rav Maimônides disse que os noaítas (Bnei Nôach/Filhos de Noé) podem cumprir se quiserem ALGUNS dos 613 mandamentos que Hashém deu para os judeus ou que os noaítas podem cumprir TODOS os 613 mandamentos?

 

O Rav Maimônides NUNCA disse que os noaítas podem cumprir todas as 613 leis da Torá (até porque se os noaítas cumprissem todas as 613 leis da Torá, eles já não seriam mais noaítas, e sim, judeus).

O Rav Maimônides deixou claro que a observância – o cumprimento – das 613 mitsvót da Torá cabe unicamente “a Israel” (o povo judeu), incluídos aí, não os noaítas, mas os convertidos (“e a todos aqueles que desejam SE CONVERTER dentre as outras nações”).

O Rav Maimônides considera que até mesmo somente estudar a explicação do cumprimento de todas as 613 mitsvót da Torá (Halachá) por parte dos noaítas já tornam-nos ‘passíveis de punição’ porque “eles devem se dedicar somente ao estudo de [suas] Sete [Categorias de] Leis”, e sendo assim, que dirá de cumprirem todas as 613 mitsvót.

O Rav Maimônides deixou claro que se um noaíta desejar (por conta própria) “cumprir um dos [613] mandamentos da Torá (“UM DOS 613″, e não TODOS OS 613) a fim de receber uma recompensa [Divina],” ele pode. Mas o Rav Maimônides deixou mais claro ainda que, por outro lado, se os noaítas desejarem “aceitar todos os [613] mandamentos” que eles ‘se tornem convertidos’.

 

Veja

https://noahidebr.com/2016/03/27/exceto-as-sete-leis-de-noe-pode-um-nao-judeu-observar-mitsvot/

 

e também

https://noahidebr.com/2018/04/02/o-modo-de-vida-dos-bnei-noach/

 

e ainda

https://noahidebr.com/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

 

Leia as próprias palavras do Rav Maimônides em:

https://noahidebr.com/2016/08/01/maimonides-e-os-noahidas-bnei-noach/  .

 

E como reitera o Jews for Judaism.org (Judeus para o Judaísmo):

“Na verdade, estas [denominadas “Sete Leis de Noé”] são 7 categorias e incluem [muitos] outros detalhes.”

Explica o Rav Aaron Parry no Jews for Judaism.org:

“À primeira vista, pode parecer que a diferença entre a observância judaica (613 mandamentos para judeus) e não-judaica (sete para não-judeus) é enorme. Mas se olharmos um pouco mais de perto, veremos que não é tão grande quanto parece.

Estes são sete princípios básicos que têm – todos eles – muitas implicações. Ao observar adequadamente os sete mandamentos, um não-judeu realmente vai incorporar 66 mitsvót da Torá[*] que especifica alguns desses itens com maior detalhe. Os sete princípios básicos envolvem considerações muito maiores; por exemplo, o sétimo (princípio) implica que não se deve praticar a crueldade com os animais. Além disso, no presente momento, quando já não temos um Templo Sagrado em Jerusalém ou um Grande Sanhedrin (Supremo Tribunal Judaico de 71 sábios idosos), muitas das 613 mitsvót não se aplicam. Como resultado, um judeu de hoje pode cumprir possíveis 271 mitsvót. Então, há aproximadamente uma proporção de quatro para um na quantidade de mandamentos que um judeu de hoje deve cumprir, em comparação com um não-judeu. Além disso, muitos dos mandamentos adicionais dos judeus têm a ver com Shabát ou feriados judaicos[**] ou com mandamentos como [tsitsít (talít), tefilín, mezuzá, etc.], que não são exigidos dos não-judeus.[***]”

 

(© Copyright Jews For Judaism 2017)

 

https://noahidebr.com/2016/02/01/66-ramificacoes-dos-7-mandamentos-noaicos/

 

** https://noahidebr.com/2018/03/30/pessach-e-os-bnei-noach/

 

*** https://noahidebr.com/2015/10/29/6-mandamentos-judaicos-que-os-noaitas-nao-devem-observar/

e

https://noahidebr.com/2017/11/23/os-noaitas-e-o-talit-tsitsit/

 

 

 

Considere também (conforme está no link acima) a exortação do Rav Dr. Jacob Immanuel Schochet (Chabad), que disse:

“Existem linhas claras de distinção entre judeus e gentios e estas devem permanecer exatamente assim”, significando isso que um noaíta jamais deve parecer um judeu de forma alguma por apropriar-se dos mandamentos característicos de identidade judaica, levando assim judeus e não-judeus à confusão de pensarem que ele é judeu, e desrespeitando os limites estabelecidos pelo PRÓPRIO CRIADOR.

 

Agora, o que temos observado é que, na verdade, ALGUNS Bnei Nôach (noaítas) têm tido a necessidade não de terem mais de 7 mandamentos para cumprir, e sim de terem uma liturgia noaítica e de terem um modo de demonstrarem (para si mesmos e para os outros) a sua religiosidade (ritos internos e externos) – em outras palavras, de terem uma religião. Este é o verdadeiro ponto. E isto é o resultado de a grande maioria dos noaítas virem das religiões – principalmente, das igrejas cristãs – (que, exatamente por serem religiões, possuem então liturgias e seus ritos), e de eles aprenderem sobre Bnei Nôach com o judaísmo (que tem sua própria liturgia, já que se trata, também, da religião de um povo), e de o noaísmo NÃO ser uma religião – tampouco uma religião judaizada (como uma espécie de judaísmo para não-judeus) – mas um código de conduta. O Rav Maimônides então PROIBE exatamente os Bnei Nôach de ‘criarem ritos religiosos (ou copiarem os ritos judaicos).’*

* Certamente, isto nada tem a ver com o fato de que Bnei Nôach podem – e devem – louvar, abençoar e orar a Hashém.

 

Por Noahidebr
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Os noaítas e o talit (tsitsit)

Os noaítas e o talit (tsitsit)

 

B”H

 

Perguntas e Respostas

 

Por Noahidebr

 

O livro “The Path of the Righteous Gentile” (O caminho do Gentio Justo) enumera seis mandamentos divinos judaicos proibidos para o noaíta (veja em

https://noahidebr.com/2015/10/29/6-mandamentos-judaicos-que-os-noaitas-nao-devem-observar/   ). Não está citado nesta lista o uso de talit por um noaíta. Assim, minhas perguntas são:

 

O noaíta pode usar talit?
Existe talit noaítico (talit para não-judeus, mais especificamente para noaítas (Filhos de Noé/Bnei Nôach))?
O noaíta pode usar algo semelhante a um talit?

 

Primeiro, vejamos o que é um talit.
Leia a explicação em:

 

http://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/602882/jewish/Talit-e-Tsitsit.htm

 

Como pode-se inferir da leitura deste link, o talit (xale de orações) – talit gadol (grande) e talit catán (pequeno) – com o seu tsitsít (franjas) são observâncias estritamente judaicas. Isso fica mais evidente ainda nas próprias berachót (bênçãos) recitadas pelos judeus:

(ao vestir o talit catán)
“Bendito és…, que… nos ordenou (aos judeus) sobre a mitsvá (lei) de tsitsít”;

(e ao envolver-se no talit gadol)
“Bendito és…, que… nos ordenou (aos judeus) envolver-se em tsitsít.”

 

Portanto, não existe talít noaítico (não existe talít e tsitsít próprios para noaítas). O talit gadol e o talit catán com os seus tsitsiot são materiais exclusivamente judaicos. E daí também os noaítas não devem de maneira alguma vesti-los, e nem se vestirem de algo parecido.

 

O Rav Jacob Immanuel Schochet, DO CHABAD, diz:

“Os homens noaítas (ou mulheres) não devem comprar seu próprio talit gadol para usar durante suas orações diárias da manhã, ou um talit catán para usar continuamente (quer as franjas – tsitsít – estejam à mostra ou não). O talít é um símbolo exclusivamente judaico. Assim, um noaíta que usa talít [pode acabar levando judeus e não-judeus à confusão, fazendo-os pensar que ele é judeu.]

Os noaítas não devem adquirir e/ou usar [em particular ou publicamente] talít ou tefilín, ou fazer as outras coisas citadas no livro “The Path of the Righteous Gentile”. Existem linhas claras de distinção entre judeus e gentios e estas devem permanecer exatamente assim. [Veja

https://noahidebr.com/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/     ]

E com todo o devido respeito, este interesse em uma roupa de oração para os noaítas [mesmo que fosse apenas] parecida com um talít com tsitsít (franjas) – quanto mais o próprio talít – pode ser o início de um caminho perigoso para o movimento noaítico. Segue as mesmas linhas da fundação de uma nova forma de religião para os noaítas. É também uma distorção da idéia e do princípio do talít (judaico).”

 

 

O Rav Tzvi Freeman, do Chabad.org., explica sobre a ligação entre o noaísmo e o judaísmo (entre os noaítas/Bnei Nôach e os judeus/Bnei Yisrael):

“O caminho dos Filhos de Noé (Bnei Nôach) está integralmente ligado ao povo judeu, mas nós judeus não queremos criar uma nova religião. Tampouco queremos que os Filhos de Noé estejam imitando as práticas que são específicas para o povo judeu.”

 

Por Noahidebr
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© Rav Jacob Immanuel Schochet (Chabad)

© 2002-2018 Ask Noah.org

© Rav Tzvi Freeman

 

Veja também:

https://noahidebr.com/2018/06/12/mandamentos-para-os-judeus-e-mandamentos-para-os-bnei-noach/

 

https://noahidebr.com/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

 

https://noahidebr.com/2018/06/14/os-noaitas-e-o-uso-da-kipa/

 

https://noahidebr.com/2016/08/01/maimonides-e-os-bnei-noach/

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Os Gentios (os não-judeus)

Os Gentios (os não-judeus)

 

Por Mechon-mamre.org

 

A Torá sustenta que os gentios justos de todas as nações (aqueles que observam as Sete [Categorias de] Leis de Noach (Noé), listadas abaixo) têm um lugar no Mundo Vindouro. Mas nem todos os gentios religiosos ganharão a vida eterna em virtude de observarem a sua religião[*]:

[* Quer dizer, ter religião ou ser religioso não é sinônimo de se ser gentio justo (pois que o próprio termo gentio justo já é sinônimo de devoto de Hashem).]

Por exemplo:

• Embora se reconheça que os muçulmanos [possuem um conceito unitário de Deus], nem sequer aqueles que seguem os princípios de sua religião podem ser considerados justos aos olhos de D’us, porque eles não aceitam que a Torá (o Pentateuco) nas mãos dos judeus hoje seja a Torá original ditada por D’us [no Monte Sinai] e eles não aceitam as Shéva Mitsvót Nôach, Sete Leis de Noé, como obrigatórias a eles.

• Enquanto os cristãos geralmente aceitam a Bíblia Hebraica como verdadeiramente de D’us, muitos deles (aqueles que aceitam a chamada divindade de Jesus/Yeshu) são idólatras de acordo com a Torá, [pecado este] punível com a morte, e certamente não desfrutarão do Mundo Vindouro. Mas não é só ser um membro de uma denominação em que a maioria são crentes na Trindade que é idolatria, mas a prática idólatra pessoal[*], independentemente da filiação do indivíduo.

[* Como por exemplo, acreditar que D’us tem inimigos ou um arquiinimigo, que existe um inimigo criador do mal, que D’us é pessoa, que D’us é espírito (ser espiritual), que D’us sacrificou um humano, e ainda, que D’us sacrificou um humano pelos pecados de toda a humanidade, que um humano participou na criação do mundo, que tem de se orar para um humano (nesta última questão, alguns cristãos podem argumentar que não oram para Jesus/Yeshu mas apenas em seu nome. No entanto, o chamado novo testamento deixa claro que mesmo “apenas” pedir ao Pai “em nome do seu filho” significa na verdade “falar diretamente com o próprio filho”, sim, orar ao filho, e também deixa claro que o filho não leva orações para o Pai visto que a única coisa que importa para o Pai é que se acredite no filho (João 14:13-14; 16:26-27)).]

[(Para os mitos sobre os Bnei Noach,veja
https://noahidebr.com/2016/09/01/the-sons-of-noahos-filhos-de-noah/
)]

Ao contrário da crença popular, a Torá não sustenta que os judeus são necessariamente melhores que as outras pessoas simplesmente porque são judeus. Embora sejamos o povo escolhido de D’us, não acreditamos que D’us escolheu os judeus por causa de qualquer superioridade inerente. De acordo com uma história no Talmud, D’us ofereceu a Torá a todas as nações da terra, e os judeus foram os únicos que a aceitaram. De acordo com outra história, ofereceu-se a Torá aos judeus e eles aceitaram-na somente porque D’us susteve uma montanha sobre suas cabeças! Outra história tradicional sugere que D’us escolheu os judeus porque eram os mais humildes das nações, e seu sucesso seria atribuído ao poder de D’us em vez de a sua própria capacidade. Claramente, estas não são idéias de um povo que pensa que são inerentemente melhores do que outras nações.

Por causa da aceitação da Torá, os judeus têm um status especial aos olhos de D’us, mas perdem esse status especial quando abandonam a Torá. Além disso, as bênçãos que os judeus recebem de D’us por aceitarem a Torá vêm com um preço elevado: os judeus têm uma responsabilidade [espiritual/moral] maior do que os não-judeus. Enquanto os não-judeus só são obrigados a obedecer as sete categorias de leis dadas a Noé, os judeus são responsáveis pelo cumprimento das 613 mitsvot (leis) da Torá, assim, D’us punirá os judeus por fazerem muitas coisas que não seriam um pecado para os não-judeus.

As Sete Leis de Noé

De acordo com a tradição da Torá, quando D’us salvou Noé e sua família do dilúvio, ELE lhes deu sete mandamentos para observarem. Estes mandamentos são conhecidos como os mandamentos noaicos ou os mandamentos noaíticos (dos noaítas). [Na Torá (bíblia), os mandamentos noaicos NÃO são:
(1.) enumerados como sete,
(2.) denominados mandamentos ou mandamentos noaicos,
(3.) nem mesmo caracterizados como mandamentos (eles nem sequer possuem o formato de mandamentos).
É a tradição que aponta sete mandamentos na Torá – primeiramente a partir de uma série de referências específicas para punições dadas aos não-judeus para esses tipos de transgressões* – e compila a lista de sete.
(* Veja
https://noahidebr.com/2016/02/04/as-sete-leis-de-noe-no-talmud-da-babilonia-sanhedrin-56a/
No artigo do Rav Adin Steinsaltz)]

Os mandamentos noaicos são:

não cometer idolatria;
não cometer blasfêmia;
não cometer assassinato;
não ter relações sexuais proibidas;
não cometer roubo;
não comer carne de um animal vivo;
estabelecer tribunais de justiça para punir os infratores das outras seis leis.

Estes mandamentos podem parecer bastante simples e diretos, e muitos deles são reconhecidos pela maioria do mundo como princípios morais sólidos. Mas de acordo com a Torá apenas os gentios que observam estas leis porque elas lhes foram ordenadas por D’us na Sua [Eterna e Imutável] Torá é que desfrutarão da vida no Mundo Vindouro [(esses são os gentios justos ou justos entre as nações, também denominados os sábios entre as nações, pois são devotos de Hashem entre as nações), agora,] se estas leis são observadas pelos gentios porque elas parecem razoáveis ou se estas leis são observadas por eles porque eles pensam que elas lhes foram ordenadas por D’us por quaisquer outros meios que não o da Sua [Eterna e Imutável] Torá [(em outras palavras, se estas leis são observadas por eles até mesmo porque, de alguma maneira, as suas próprias religiões ensinam-nas)], eles poderiam muito bem não obedecê-las[, a uma, ou a algumas,] no âmbito do Mundo Vindouro[*].

[* Pois poderiam argumentar que, exatamente por estes mesmos meios que não o da Torá (sonhos, visões, chamados, inspirações, profecias, etc), eles receberam novas revelações “de D’us” ordenando-lhes a não obedecê-las (fosse a nenhuma delas ou a algumas delas) (que é o que de fato ocorre na criação das religiões, como de fato ocorreu nos casos do cristianismo e do maometismo (mohammadismo), que seus “profetas” tiveram “novas revelações” e criaram suas religiões abandonando assim a doutrina dos mandamentos universais de Hashem e os substituindo por novas palavras “divinas”).]

Os mandamentos noaicos são obrigatórios para todas as pessoas [em todas as épocas e em todos os lugares], porque todas as pessoas são descendentes de Noé e sua família. As 613 mitsvot da Torá, por outro lado, só são obrigatórias para os descendentes daqueles que aceitaram os mandamentos no Sinai e para aqueles que assumem o jugo dos mandamentos voluntariamente (por conversão). Alguns dizem que os mandamentos noaicos são aplicados de forma mais branda para não-judeus do que os mandamentos correspondentes para judeus, porque os não-judeus não têm o benefício da Torá Oral para guiá-los na interpretação das leis. Alguns rabinos europeus (presumivelmente por causa do medo de represálias de seus vizinhos cristãos, famosos pela sua violência para com os judeus) têm ido tão longe ao ponto de dizer que adorar a D’us na forma de um homem constitui idolatria para um judeu, [pecado este] punível com a morte, mas que o culto cristão de Jesus/Yeshu não constitui idolatria [para os gentios]. Na verdade, qualquer idolatria para a qual um judeu é punido com a morte também um não-judeu é punido com a morte, incluindo adorar um homem como deus.

Neste site, fornecemos (dentro do possível) uma exposição completa das Sete Leis, incluindo muitos detalhes que não poderiam ser adivinhadas a partir da lista acima.

Termos usados para gentios

Parece que alguns gentios preferem o termo mais neutro não-judeu, porém, poucos hoje se sentem insultados por serem chamados de gentios, o termo clássico para nações que aparece frequentemente em traduções da Bíblia. Ao usá-la aqui, certamente não temos nenhuma intenção de ofender ninguém; aliás, nem sequer teríamos escrito este artigo se fôssemos faltar com respeito e carinho para com os gentios.

A palavra hebraica ou iídiche que se usa com mais frequência para um não-judeu é goy. A palavra goy significa nação, e se refere ao fato de que goyim são membros de outras nações, ou seja, outras nações que não os Filhos de Israel. Não há nada inerentemente insultuoso na palavra goy. Na verdade, a Bíblia ocasionalmente se refere ao povo judeu usando o termo goy. Mais notavelmente, em Êxodo 19:6, D’us diz que os Filhos de Israel serão “um reino de sacerdotes e uma nação santa”, ou seja, uma goy cadosh. Porque os judeus tiveram tantas más experiências com antissemitas não-judeus ao longo dos séculos, o termo goy assumiu algumas conotações negativas, mas em geral o termo não é mais insultuoso do que a palavra “gentio”.

Os termos mais insultuosos para não-judeus são shiksa (feminino) e shkutz ou sheketz (masculino). Pode-se concluir que estas palavras são derivadas da raiz hebraica Shin-Cuf-Tsadic, significando repugnante ou abominação. A palavra shiksa, mais comumente usada para se referir a uma mulher não-judia que está namorando ou casada com um homem judeu, deveria dar alguma indicação de quão fortemente os judeus se opõem à idéia de casamentos mistos. O termo shkutz ou sheketz é mais comumente usado para se referir a um homem antissemita. Ambos os termos podem ser usados de uma forma menos grave, mais na brincadeira, mas em geral, em todo o caso, devem ser usados com precaução; na verdade, nós, pessoalmente, só usamos esses termos para nos referirmos a “judeus” apóstatas cujo comportamento é repugnante.

Casamentos Mistos

A Torá não permite ou mesmo reconhece casamentos entre judeus e gentios, se realizados, apesar da proibição. A punição para judeus por esse tipo de casamento é serem cortados do povo judeu e do Mundo Vindouro, [não importa] se o casal se casou formalmente de acordo com a lei secular ou se apenas vivem juntos.

A Torá Escrita afirmou que os filhos de tais uniões seriam afastados do povo judeu (Deuteronômio 7:3-4), e a experiência tem mostrado muito bem a verdade desta passagem: filhos de casamentos mistos raramente são criados como judeus; eles normalmente são educados na fé do parceiro não-judeu ou não-religioso. Este fato pode refletir que os judeus que não casam entre si não estão profundamente comprometidos com a sua religião em primeiro lugar (se estivessem, por que eles iriam casar-se com alguém que não a compartilha?), daí que as estatísticas são suficientemente alarmantes para ser uma questão de grande preocupação para a comunidade judaica.

Alguns judeus ortodoxos chegam ao ponto de afirmar que o casamento misto é realizar o que Hitler não conseguiu: a destruição do povo judeu. Isso pode parecer uma visão extrema, um exagero, mas ilustra vividamente como muitos judeus levam a sério a questão de casamentos mistos. No entanto, atualmente a maioria dos judeus fora da terra de Israel estão tomando parceiros conjugais não-judeus.

Se o cônjuge não-judeu verdadeiramente compartilha os mesmos valores que o cônjuge judeu, então o não-judeu é bem-vindo a converter-se, e se o não-judeu não compartilha os mesmos valores, então o casal não deve se casar em primeiro lugar. Embora a conversão apenas para permitir que um gentio se case com um judeu não seja legítima, muitos gentios inicialmente consideram a conversão após encontrarem um cônjuge judeu potencial, e depois, no final, tornam-se um convertido sincero antes do casamento.

Conversão

Em geral, judeus não tentam converter não-judeus ao judaísmo. Na verdade, de acordo com a Halachá (Lei Judaica), os rabinos deveriam supostamente fazer três tentativas vigorosas para dissuadir uma pessoa de querer se converter ao judaísmo.

Como a discussão acima explica, os judeus têm um monte de responsabilidades que os não-judeus não têm. Para ser considerado uma pessoa boa e justa aos olhos de D’us, um não-judeu precisa seguir apenas os sete mandamentos noaicos, enquanto um judeu tem de seguir todos os 613 mandamentos dados na Torá. Se o potencial converso não for seguir a essas regras extras é melhor para ele ou ela permanecer gentio, e uma vez que os judeus são responsáveis uns pelos outros, também é melhor para nós que essa pessoa permaneça gentia. A tentativa rabinicamente designada para dissuadir um convertido se destina a certificar-se de que o convertido em potencial é sério e disposto a assumir toda essa responsabilidade extra.

Uma vez que uma pessoa tenha decidido se converter, o prosélito deve começar a aprender a lei e os costumes judaicos, e começar a observá-los. Este processo de ensino geralmente leva pelo menos um ano porque o convertido em potencial é incentivado a experimentar cada um dos feriados judaicos; no entanto, a quantidade real de estudo exigido irá variar de pessoa para pessoa (por exemplo, um convertido que foi criado como um judeu pode não precisar de qualquer educação adicional, enquanto outra pessoa precise de vários anos).

Concluído o ensino, o prosélito é apresentado a um Beit Din (Corte Rabínica) que o examina e determina se ele ou ela está pronto para tornar-se um judeu. Se o prosélito passar neste exame oral, são realizados os rituais de conversão. Se o convertido é do sexo masculino, ele é circuncidado (ou, caso ele já tenha sido circuncidado, um pontinho de sangue é extraído para efeitos de uma circuncisão simbólica). Ambos os convertidos, homem e mulher, são imersos no micvê (um banho ritual utilizado para a purificação espiritual). Dá-se ao convertido um nome judeu e então ele ou ela é introduzido na comunidade judaica.

Na teoria, uma vez concluída o processo de conversão, o convertido é judeu tanto quanto uma pessoa nascida na religião. Na prática, o convertido é geralmente tratado com cautela, com precaução, visto que já tivemos um monte de experiências ruins com os convertidos que mais tarde voltaram à sua antiga fé, no todo ou em parte.

 

Por Mechon-mamre.org

© Mechon-mamre.org

 

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Veja também:

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https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

 

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Exceto as Sete Leis de Noé, pode um não-judeu observar Mitsvot?

Exceto as Sete Leis de Noé, pode um não-judeu observar Mitsvot (Mandamentos Judaicos)?

 

Por Rav Naftali Silberberg (Chabad)
AskMoses.com © 2008 (Site vinculado ao Chabad)

 

Apesar de que os Noaítas ou Bnei Noach (Filhos de Noé) (isto é, os não-judeus que servem Hashém, O D’us da Torá) são ordenados apenas na observância das Sete Leis Noaíticas, é-lhes permitido observar qualquer um dos 613 mandamentos da Torá (com algumas exceções) com o propósito de receber recompensa divina.[*]

Um não-judeu pode observar as leis da cashrut e rezar em uma sinagoga, se é isso o que ele/ela deseja.

Um não-judeu pode fazer a maioria das mitsvot, mas não todas elas. Aquelas mitsvot que constituem um sinal entre D’us e os judeus ([as Edot,] como Tefilin, Mezuzá, Shabat, …) não devem ser observadas por um não-judeu. [Veja

https://noahidebr.com/2018/06/12/mandamentos-para-os-judeus-e-mandamentos-para-os-bnei-noach/

https://noahidebr.com/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

https://noahidebr.com/2018/06/14/os-noaitas-e-o-uso-da-kipa/

https://noahidebr.com/2017/11/23/os-noaitas-e-o-talit-tsitsit/ ]

 

Além disso, um não-judeu só deve estudar aquelas partes da Torá que são de relevância universal – ou seja, que afetem a sua observância das Sete Leis Noaíticas. [Veja
https://noahidebr.com/2015/10/29/6-mandamentos-judaicos-que-os-noaitas-nao-devem-observar/  ] Isto inclui o estudo de tópicos que aumentem o conhecimento nas áreas de moralidade, teologia e caridade.[**]

 

Leia também o artigo

https://noahidebr.com/2018/04/02/o-modo-de-vida-dos-bnei-noach/

 

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* Daí que apesar do uso comum, popular, do nome Sete Leis de Noé, o mais adequado é chamá-las de Sete CATEGORIAS de Leis de Noé/Sete Categorias de Leis Noaíticas.

 

**Veja também os tópicos

https://noahidebr.com/2015/11/13/as-trinta-mitsvot-noaiticas-do-rav-shmuel-ben-hofni-gaon/

https://noahidebr.com/2015/11/10/as-trinta-mitsvot-noaiticas-do-rav-menachem-azaria-de-fano/

https://noahidebr.com/2016/02/01/66-ramificacoes-dos-7-mandamentos-noaicos/

https://noahidebr.com/2015/11/25/mandamentos-divinos-para-todos-os-descendentes-de-noe/

e para o esclarecimento de que quando se diz que os Noaítas (Bnei Noach/Filhos de Noé) não devem estudar certas partes da Torá isto significa que, neste caso, a palavra Torá está se referindo ao estudo Talmúdico ou Haláchico das matérias que correspondem exclusivamente ao serviço judaico e não aos Cinco Livros de Moisés ou ao Tanach, veja

https://noahidebr.com/2015/11/20/que-e-tora-no-judaismo-e-no-noaismo/             ]

 

 

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Por que não-judeus precisam de 7 mitsvot enquanto judeus precisam de 613?

Por que não-judeus precisam de 7 mitsvot enquanto judeus precisam de 613?

 

Por Rav Tzvi Freeman

 

Pergunta:

Parece-me que quanto mais refinada e espiritual uma pessoa for, menos ela precisará de mandamentos, já que ela mesma entenderá o que é certo e errado. Tal como uma criança precisa de muito mais regras do que um adulto.

Seguindo esta lógica, por que não-judeus precisam de apenas sete mitsvot (mandamentos) enquanto judeus precisam de 613?

 

Resposta:

Boa pergunta. O rav Yehuda Loewe, o Maharal de Praga, fez a mesma pergunta uns 400 anos atrás. Ele explicou que a verdadeira expressão da Divindade é a liberdade. A alma humana é Divina, portanto, é livre para ser o que quiser, para subir às alturas mais elevadas, ou, D’us não o permita, o oposto.

Portanto, enquanto que os animais conhecem as suas regras por natureza e geralmente as mantêm sem serem mandados, o ser humano deve ser ordenado. A estrutura básica de suas leis são sete, porque elas são destinadas a limitá-lo no espaço: seis direções mais o espaço dentro do qual ele está.

A alma judaica, que deve ser uma luz para as nações, expressa a liberdade de Divindade ainda mais e por isso deve ser limitada no tempo. Estas são as 365 proibições que correspondem aos 365 dias do ano (o ano é a medida básica do tempo).

© Chabad

 

Traduzido do inglês por Noahidebr/Bnei Noach do Brasil

 

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