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Não recebemos nenhum mérito por observar mandamentos que não nos são pertinentes

Prestem muita atenção:

É muito arriscado e espiritualmente perigoso que nós, noaítas (Bnei Nôach), adotemos os mandamentos com os quais não temos conexão alguma [(ou seja, os mandamentos de identidade)]. No máximo, não recebemos nenhum mérito por isso. Na pior das hipóteses, podemos receber punição divina. Isto é verdade tanto para os judeus quanto para os noaítas. Devemos ser muito cautelosos ao adotar práticas com as quais não temos obrigação ou conexão.”

 

Extraído do Curso das Leis Noaíticas da Yeshivá Pirchei Shoshanim.

 

E o Rav Ariel Groisman complementa:

“Fazê-lo (ou seja, adotar mandamentos de identidade que não lhe são pertinentes) é uma blasfêmia contra O CRIADOR visto que com as suas atitudes você está mostrando-LHE que repudia a sua identidade espiritual que ELE forjou e esculpiu em você.”

 

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Como distinguir o judeu do não-judeu ou como identificar um judeu

Como distinguir o judeu do não-judeu (inclusive daquele não-judeu que se passa por “judeu”) ou como identificar um judeu

 

Este tópico tem a ver com os messiânicos, cristãos hebraistas que afirmam ser judeus mas que não o são (vestem-se como judeus, chamam seus locais de encontros de “sinagogas”, chamam seus líderes de “rabino” ou de “moré”, etc.). Esses cristãos não utilizam o nome “Jesus”. Eles chamam-no de “Yeshua”. Trata-se do cristianismo com outro nome, yeshuanismo. São yeshuanistas (ou, yeshuânicos), seguidores de “Yeshua”, portanto, cristãos (só que com outro nome para disfarçar). “São simuladores e impostores (que) buscam enganar você.”

 

Por Rav Ariel Groisman

 

Esclarecimentos:

É impossível ser rabino sem ser judeu.
É impossível ser judeu sem haver nascido de mãe judia ou ter-se convertido de acordo com a lei judaica diante de um rabinato.

 

(Quem) não é judeu, é gentio(, e vice-versa). Não há meio termo.

 

(Dedicado àqueles que se dizem [” “judeus” messiânicos” e] ” “rabinos” messiânicos”*).

 

* “São pastores que fingem ser judeus. A maioria são cristãos evangélicos pentecostais. Eles traduzem suas cerimônias para o hebraico e, o que é mais grave, usurpam o título de rabino, de moré ou de chazan quando não o são.”

 

É impossível a conversão ao judaísmo sem tornar-se um judeu praticante.
É impossível tornar-se um judeu praticante sem aprender e observar o judaísmo por vários anos no âmbito de uma comunidade de judeus praticantes.
Os judeus praticantes vivem em certas cidades e bairros.

 

Os rabinos prestam serviços em lugares onde há judeus.
Se os judeus não vivem na sua área, é muito provável que aquele que se apresenta como rabino seja um impostor e um simulador.

Desperte e não se deixe enganar!

 

Dicas para identificar os verdadeiros judeus e não deixar-se enganar por aqueles que fingem sê-lo.

1. O judeu autêntico não fica dizendo que é judeu, ele simplesmente o é e ponto.

2. O judeu autêntico não fica relatando constantemente suas origens genealógicas ou étnicas, ele não sente necessidade de fazê-lo.

3. O judeu autêntico não fica mostrando (por exemplo, em fotos no Facebook ou no Whatsap) que ele é judeu, nem exibe nem ostenta seus elementos rituais, ele simplesmente os usa quando apropriado.

4. O judeu autêntico não fala sobre a figura central do cristianismo; para ele, não é um tema que requer sua atenção.

5. O judeu autêntico, com algumas exceções, desconhece as doutrinas, correntes ou variações (divisões) de outras religiões; não é um assunto que o preocupa.

6. O judeu autêntico não faz proselitismo nem missionarismo, muito menos para os não-judeus.

 

Por Rav Ariel Groisman

 

Rabino do Centro de Estudos do Gran Templo Paso de Buenos Aires, Argentina, e co-fundador e co-diretor do centro noajidas.org, um Centro de Estudos virtual e físico dos Sete Princípios Universais.

http://www.noajidas.org

 

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Uma Mensagem do Rav Eli Levy

ב”ה

Uma Mensagem do Rav Eli Levy
(Jabad.com)

 

Um Mashíach Real

 

Para muitos, a era messiânica é um mito inalcançável e utópico. Mas para nós, (judeus) chassidim, é uma realidade possível. Já nos sentimos no mundo vindouro.

O Rebe (Rabino Menachem Mendel Schneerson) nos pediu para trazer o Mashíach. Trazemo-lo com boas ações, trazendo luz à nossa volta e vendo a era messiânica como algo atual e verdadeiro.

O Mashíach está a um passo.

Rav Eli Levy
5 Abril, 2018
© Jabad.com

 

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O modo de vida dos Bnei Nôach

O que um noaíta (filho de Noé) realmente faz?

 

Por Rav Dovid Rosenfeld

 

Eu cresci como um crente cristão, mas depois de anos de pesquisa comecei a acreditar no Deus de Israel. Hoje eu me vejo como um noaíta. (Existem vários motivos pelos quais não seria viável para mim a conversão.) Meu maior desejo é conhecer a Deus e viver de acordo com SUA Palavra. Mas a minha pergunta é: o que eu realmente faço? As Leis Noaíticas são muito básicas, e elas são quase todas as coisas que não se deve fazer. Eu quero servir a Deus, mas como um noaíta, o que de fato há para eu fazer?

 

O Rabino responde

 

Primeiramente, é bom falar com alguém tão sincero em suas crenças, e eu desejo que você prossiga com o seu crescimento espiritual.

Você tem razão ao dizer que as Leis Noaíticas (as Leis de Noé ou as Leis dos Filhos de Noé ou as Mitsvót Universais (Leis Divinas Universais)) são muito básicas e que, além das proibições negativas, elas deixam o noaíta praticamente sem ter o que fazer. Mas o mais importante é dar-se conta de que a observância e a conexão com Deus não terminam com as Leis Noaíticas. O Rabino Abraham Twerski observou a mesma coisa no que diz respeito à Torá. As pessoas cometem o erro de ver os 613 Mandamentos como a soma total da observância judaica. Mas na verdade, é aí onde começa o judaísmo, não onde ele termina. Os 613 proporcionam apenas a estrutura básica e o ponto de partida para o crescimento espiritual. Mas Deus quer que a gente vá muito além do mínimo. Podemos ir infinitamente mais alto – e é isto o que verdadeiramente nos define como grandes seres humanos.

Dá-se o mesmo com as Leis Noaíticas. Elas proporcionam apenas a estrutura simples da vida civilizada, não matar, não roubar, não cometer adultério, etc. Se tudo o que uma pessoa faz é isto, ela tem um certo grau de conexão com Deus – até mesmo se ela passa o resto de seu tempo bebendo cerveja e assistindo TV.

Mas, na verdade, há muito mais que uma pessoa pode fazer – aperfeiçoar-se como ser humano e fazer do mundo um lugar melhor. Deus deu a cada um de nós o nosso conjunto único de habilidades e talentos para fazer a nossa própria contribuição para o mundo – por exemplo, trabalhando em uma profissão digna, dando caridade, voluntariando-se para causas nobres, formando uma família com bons valores, orientando e aconselhando as pessoas, sendo um ativista de Israel, etc. Cada pessoa precisa olhar para dentro de si para ver que dons especiais ela pode usar para melhorar o mundo (e a si mesma) e quais oportunidades ela tem à sua disposição. É evidente que nossa porção no Mundo Vindouro é diretamente proporcional ao quanto trabalhamos para Deus – para melhorar tanto a nós mesmos quanto ao mundo.

Por isso, embora um não-judeu não esteja obrigado, ele pode cumprir voluntariamente a maioria dos mandamentos da Torá, embora ele deva ter em mente que ele está fazendo isso como “crédito extra” e não como uma obrigação regular. No entanto, obviamente, há várias exceções (ou seja, há mandamentos que o não-judeu – mesmo um noaíta – está proibido de cumprir) – como Shabát e Festividades, Tefilín, Talít e Mezuzá. O não-judeu também pode estudar a Torá, embora ele deva estudar apenas as partes relevantes para ele – como a Torá escrita, as Sete Leis, e questões básicas de crença e ética.

[Em outras palavras, há um limite de até onde um não-judeu (mesmo um noaíta) pode ir. Ele não pode querer ultrapassar este limite. A menos que ele deseje tornar-se judeu. Este limite é o que distingue o não-judeu do judeu. É o que torna o não-judeu um não-judeu e o que torna o judeu um judeu. Trata-se de não ultrapassar as barreiras da identidade própria (individual/nacional). Há os mandamentos de caráter de moralidade e há os mandamentos de caráter de identidade. Os limites para os não-judeus são exatamente os mandamentos de caráter de identidade (e do mesmo modo para os judeus) (“Shabát e Festividades (exceto Rosh Hashaná), Tefilín, Talít e Mezuzá”, etc., como citado acima pelo Rabino).
Portanto, querer cumprir mandamentos de caráter de identidade é desrespeitar AQUELE que os deu, é desrespeitar Hashém, QUEM estabeleceu estes limites, QUEM criou essas identidades.]

 

Por Rav Dovid Rosenfeld

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Pêssach e os Bnei Nôach

Pêssach e os Bnei Nôach

 

(Texto atualizado em 31/3/2018)

 

Como os Bnei Nôach celebram Pêssach?

 

Os Bnei Nôach NÃO celebram Pêssach.

Os Bnei Nôach NÃO celebram Pêssach e os Bnei Nôach NÃO celebram NENHUMA festividade judaica, incluindo Shabát.

Por que os Bnei Nôach haveriam de celebrar Pêssach (ou qualquer outra festividade judaica) se não são judeus?

Bnei Nôach NÃO são judeus. Bnei Nôach são NÃO-judeus que reconheceram e aceitaram que O D’us de Israel é O MESMO D’us CRIADOR do universo e vivem de acordo com SUAS Mitsvót (Leis) Universais e acreditam apenas no Tanách (bíblia judaica) como A Palavra de D’us.

Portanto, é absolutamente impertinente para os Bnei Nôach (como para qualquer outro não-judeu) o Pêssach ou qualquer outra festividade judaica, bem como o Shabát.

Os Bnei Nôach descendem de Avrahám, Yitschák e Yaacóv? NÃO.
Os Bnei Nôach foram escravos no Egito? NÃO.
Os Bnei Nôach foram libertados da escravidão no Egito? NÃO.
Então, não faz sentido os Bnei Nôach quererem honrar Pêssach. (Como não faz sentido algum os Bnei Nôach quererem honrar Shabát ou qualquer outra festividade judaica.)

O PRÓPRIO D’us, Hashém, disse:
“E se algum prosélito (não-judeu) habitar contigo (Israel) e quiser fazer o Pêssach a Havayah, todo macho deverá ser circuncidado (convertido), e então se chegará para celebrá-lo, e será como o natural da terra (de Israel); e nenhum incircunciso (não-convertido) [participará] dele. A Lei (da Torá, como modo de vida do judeu,) será a mesma para o natural (descendente de Israel) e o prosélito (convertido) que peregrina entre vós. Assim fizeram todos os filhos de Israel, como ordenou Havayah a Moshé e a Aharón; e assim fizeram. E … Havayah tirou os filhos de Israel da terra do Egito. … E Moshé disse ao povo (de Israel): Recordai este dia que saístes do Egito, da casa dos escravos; … e guardarás este estatuto em seu prazo de ano em ano.”
Shemót/Êxodo 12:48-13:10 *

* Leia o texto bíblico na íntegra para o mandamento estritamente judaico de chamêts.

 

Portanto, um não-judeu até pode realmente sentir vontade – ter o desejo – de observar alguma data exclusivamente judaica ou algum rito exclusivamente judaico, mas é óbvio (ou pelo menos deveria ser óbvio) que para isto ele (o não-judeu) deve converter-se.

Foi exatamente isto o que o Rav Maimônides disse nas Leis dos Reis 10:9 e 10, que aquele noaíta que passar a ir além das suas Leis, absorvendo leis e ritos judaicos, já assumindo um modo de vida judaico, já se comportando como um judeu, que converta-se, e então poderá devidamente observar quaisquer mandamentos estritamente judaicos.

“Se um não-judeu honra o Shabát ou cria práticas religiosas (por copiar os ritos judaicos) ou cria um dia de festa para si próprio (por copiar a celebração das festividades judaicas, um judeu) deve … informá-lo de que é passível de (punição).
Em geral se adota o seguinte princípio nestes assuntos: Não se deve permitir dar origem a uma nova religião ou criar novos preceitos para si mesmos, baseados nas suas próprias decisões. Eles (os não-judeus) podem se tornar convertidos justos e aceitar todos os preceitos (estritamente judaicos, como honrar o Shabát, celebrar as festividades judaicas (Pêssach, …), etc.,) ou manter suas próprias leis sem acrescentar ou diminuir.”
Rav Maimônides, As Leis dos Reis 10:9, 10

É por isso que destemidamente o Rav Zvi Aviner (baseado nas palavras acima do Rav Maimônides) declara que “outro erro (cometido por certos rabinos e alguns judeus) é oferecer aos Bnei Nôach (não-judeus) os rituais judaicos que não tem sentido para eles”, e, que “é errado os não-judeus simplesmente copiarem os costumes (estritamente) judaicos adaptando-os como seus.” Os não-judeus que assim procedem “estão equivocados”.

E é por isso mesmo também que o Dr. Michael Schulman, Diretor Executivo da Ask Noah International e do asknoah.org, declara que “os Bnei Nôach não devem observar os mandamentos das festividades bíblicas judaicas.”

E o que é que os Bnei Nôach podem fazer durante os dias de Pêssach?

O Dr. Michael Schulman responde que “os Bnei Nôach podem ler e/ou discutir as passagens da Torá sobre o Êxodo do Egito e/ou sobre os mandamentos judaicos associados ao Pêssach.

 

A Leitura Bíblica para os dias do Pêssach são:

 

● 31 Março, 2018*

Êxodo 12:21-51
e
Josué 3:5-7; Josué 5:2-6:1; Josué 6:27

E da Leitura diária de Torá (que é feita todos os dias durante todo o ano):
Levítico 11:33-47 e Salmos Capítulos 77-78

 

* A contagem do dia judaico começa ao pôr do sol de Sexta-feira, 30 Março.
__________

 

● 1° Abril, 2018

Levítico 22:26-23:44
e
Reis II 23:1-9; Reis II 23:21-25

E da Leitura diária de Torá (que é feita todos os dias durante todo o ano):
Levítico 9:1-16 e Salmos Capítulos 79-82
__________

 

● 2 Abril, 2018

Êxodo 13:1-16

E da Leitura diária de Torá (que é feita todos os dias durante todo o ano):
Levítico 9:17-23 e Salmos Capítulos 83-87
__________

 

● 3 Abril, 2018

Êxodo 22:24-23:19

E da Leitura diária de Torá (que é feita todos os dias durante todo o ano):
Levítico 9:24-10:11 e Salmos Capítulos 88-89
__________

 

● 4 Abril, 2018

Êxodo 34:1-26

E da Leitura diária de Torá (que é feita todos os dias durante todo o ano):
Levítico 10:12-15 e Salmos Capítulos 90-96
__________

 

● 5 Abril, 2018

Números 9:1-14

E da Leitura diária de Torá (que é feita todos os dias durante todo o ano):
Levítico 10:16-20 e Salmos Capítulos 97-103
__________

 

● 6 Abril, 2018

Êxodo 13:17-15:26
e
Samuel II 22:1-51

E da Leitura diária de Torá (que é feita todos os dias durante todo o ano):
Levítico 11:1-32 e Salmos Capítulos 104-105
__________

 

● 7 Abril, 2018

Deuteronômio 14:22-16:17
e
Isaías 10:32-12:6

E da Leitura diária de Torá (que é feita todos os dias durante todo o ano):
Levítico 11:33-47 e Salmos Capítulos 106-107
__________

 

Uma pergunta:

Por que os judeus celebram Pêssach por 7 (sete) dias?

 

O Midrásh (Shemót Rabá 19:7) explica que embora os judeus tenham saído do Egito no primeiro dia de Pêssach, eles foram perseguidos pelos egípcios até a abertura do Mar Vermelho, que aconteceu sete dias depois. Portanto, embora o Êxodo tenha começado no primeiro dia, não foi completado até o sétimo dia. Os judeus são ordenados a celebrar esses sete dias.

 

Durante cada um dos dias de Pêssach os Bnei Nôach podem fazer suas orações como sempre fazem-no, e podem, se quiserem, fazer também as seguintes orações*:

Nishmát Col Chái

 

Que a alma de todo ser vivo abençoe TEU NOME, Hashém, nosso Deus, e o espírito de toda criatura glorifique e exalte a TUA lembrança, Rei nosso, permanentemente. Desde o mundo mais elevado até o mais baixo, TU és o Deus Todopoderoso; e fora de TI não temos Rei, Redentor e Salvador que liberta, resgata, sustenta, responde e SE apieda em todo momento de aflição e tribulação; não temos outro Rei, além de TI. (TU és) o Deus das primeiras e das últimas (gerações), Deus de todas as coisas criadas, Senhor de todos os acontecimentos, que é exaltado com múltiplos louvores, que dirige SEU mundo com bondade, e as SUAS criaturas com compaixão. Na verdade, Hashém não cochila nem dorme. É ELE QUEM anima os que dormem, QUEM desperta os que cochilam, QUEM faz o mudo falar, QUEM liberta os presos, QUEM sustenta os que caem, e QUEM endireita os encurvados. Somente a TI damos graças. Ainda que a nossa boca estivesse tão cheia de cântico como o mar (está cheio de água), a nossa língua de melodia como o bramido das suas ondas, e nossos lábios de louvor como a expansão do firmamento; e nossos olhos resplandecessem como o sol e a lua, nossas mãos estivessem estendidas como (as asas das) águias do céu, e nossos pés fossem ligeiros como o cervo – ainda assim não seria o suficiente para TE agradecer, Hashém, nosso Deus, e para bendizer TEU NOME. Os membros que TU dispuseste dentro de nós, o espírito e alma que TU insuflaste em nossas narinas, e a língua que TU puseste em nossa boca – todos eles hão de agradecer, abençoar, louvar e glorificar, exaltar e adorar, santificar e proclamar a soberania de TEU NOME, nosso Rei. Porque toda boca TE agradecerá, toda língua há de jurar com TEU NOME, todo olho TE observará, todo joelho se ajoelhará diante de TI, todos aqueles que estão erguidos haverão de prostrar-se diante de TI, todos os corações haverão de temer a TI, e cada uma das partes mais internas cantarão ao TEU NOME, como está escrito [em Tehilím/Salmos 35:10]: “Declare todo meu ser: Hashém, quem é como TU? Que salva o pobre do mais forte, ao pobre e ao destituído do que ia roubar-lhe!” Quem pode assemelhar-se a TI, quem pode igualar-se a TI, quem pode comparar-se a TI, o grande, poderoso e temido Deus, Deus enaltecido, Criador do céu e da terra! TE louvaremos, exaltaremos e glorificaremos, e abençoaremos TEU Santo NOME, como está dito [em Tehilím/Salmos 103:1: “Um Salmo] por David: abençoe a Hashém, minha alma, e todo meu ser – a SEU Santo NOME.” Não há ninguém comparável a TI, e ninguém além de TI; não há nada sem TI, e quem é como TU? Não há ninguém que se compare a TI, Hashém, nosso Deus – neste mundo; e ninguém fora de TI, nosso Rei – na vida do Mundo Vindouro; não há nada sem TI, nosso Redentor – nos dias de Mashíach; e não há ninguém como TU, nosso Salvador – na era da ressurreição dos mortos.

 

 

Yaalé Veiavó

 

Nosso Deus, que ascenda, venha e alcance, seja vista, aceita, e ouvida, trazida à memória e lembrada diante de TI a nossa lembrança e recordação, a lembrança de Mashíach, o filho (descendente) de David, TEU servo, a lembrança de Yerushaláyim (Jerusalém), TUA cidade sagrada, e a lembrança de todo TEU povo, a Casa de Israel, para salvação, bem-estar, graça, bondade, misericórdia, boa vida e paz, neste dia de convocação santa que TU deste aos Bnei Yisrael (Filhos de Israel), TEU povo. Lembra-nos neste (dia), Hashém nosso Deus, para o bem; tem-nos presente neste (dia) para bênção; ajuda-nos neste (dia) para a boa vida. Com a promessa de salvação e compaixão, compadece-TE e sê benigno conosco; tem piedade de nós e salva-nos; pois nossos olhos estão dirigidos a TI, pois TU, Deus, és um Rei gracioso e misericordioso.

Nosso Deus, reina sobre o mundo inteiro em TUA glória, sê exaltado sobre toda a terra em TEU esplendor, e revela-TE na majestade de TEU glorioso poder sobre todos os habitantes de TEU mundo terrestre. Que tudo o que foi feito saiba que TU o fizeste; tudo o que foi criado compreenda que TU o criaste; e declare todo aquele que possua alento (de vida) em suas narinas que Hashém, Deus de Israel, é REI, e SEU reinado tem domínio sobre tudo. Purifica nosso coração para servir-TE com sinceridade, pois TU és o verdadeiro Deus, e TUA palavra, nosso Rei, é verdadeira e perdura para sempre.

TU tens TE mostrado para que se saiba que Hashém é O Deus; não há mais nada fora ELE. TEU Reinado é um reinado sobre todos os mundos, e o TEU domínio está através de todas as gerações. Hashém é Rei, Hashém foi Rei, Hashém será Rei para todo o sempre. Hashém dará força a nós Bnei Nôach e ao SEU povo Israel; Hashém abençoará os Bnei Nôach e o SEU povo Israel com a paz.

Hashém, nosso Deus, todas as TUAS obras TE louvarão, e TEUS devotos, os justos que cumprem a Tua vontade, e todo o TEU povo, a Casa de Israel, com canto jubiloso louvarão e abençoarão, enaltecerão e glorificarão, exaltarão e adorarão, consagrarão e proclamarão a soberania de TEU NOME, nosso Rei. Pois é bom louvar-TE, e apropriado cantar a TEU NOME, pois do mundo mais elevado ao mais baixo TU és Deus. Bendito és TU, Hashém, Rei enaltecido com louvores.

 

* Sidúr Tehilat Hashém para Dias de Semana, Shabát e Yom Tov, Editora Beith Lubavitch.

 

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Dedicado a A R.

 

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O cristianismo NÃO é o melhor caminho para os não-judeus

O cristianismo NÃO é o melhor caminho para os não-judeus

 

Por Noahidebr

 

Perguntas E Respostas

 

Pergunta

O que o Maimônides quis dizer com o cristianismo ser o melhor caminho para os cristãos?

 

Resposta

Onde você leu isso?
Ou foi alguém que lhe falou que ele disse isso?

Acontece que o Rav Maimônides nunca disse isso.
O Rav Maimônides nunca disse que alguma religião, qualquer que seja, é o melhor caminho para esses ou aqueles não-judeus. Ele nunca disse que os não-judeus podem ou devem ser cristãos, ou maometanos, ou qualquer outra coisa. Muito pelo contrário, ele disse que “Moisés foi ordenado pelo TODOPODEROSO a compelir TODOS OS HABITANTES DO MUNDO a aceitar as leis transmitidas aos descendentes de Noé.”
Afirmar que o Rav Maimônides disse que o cristianismo (ou o islamismo) é o melhor caminho para os não-judeus – ou que uma religião específica é o melhor caminho para algum povo não-judeu – é inventar palavras e colocá-las em sua boca, é distorcer seu ensinamento tão claro de que ‘foi O PRÓPRIO CRIADOR (através da Torá) QUEM ordenou a todas as pessoas do mundo o cumprimento das Sete Leis de Noé.’ Deste modo, infelizmente, até mesmo rabinos que defendem que não-judeus continuem sendo cristãos ou maometanos (muçulmanos) – que afirmam que não há problema nisso – estão indo contra o que o Rav Maimônides ensinou.

Segundo o Rav Maimônides, não existe o “melhor” caminho espiritual para os não-judeus. Existe sim O ÚNICO Caminho Espiritual para os não-judeus, O Caminho LEGÍTIMO, que é O Caminho Original, O Caminho conhecido como “Bnei Noach”, O Caminho dos Filhos de Noé. (Este é O Caminho para cada “ben Nôach” (“filho de Noé”) e para cada “bat Nôach” (“filha de Noé”), para todos os “benê Nôach” (“filhos de Noé”) e para todas as “banót Nôach” (“filhas de Noé”).) A alternativa para aquele que não deseja ser noaíta é tornar-se judeu. Portanto, segundo o Rav Maimônides, existem apenas Dois Caminhos Espirituais para a humanidade seguir, o Judaísmo para os judeus e para aqueles não-judeus que desejam cumprir todos os (613) mandamentos da Torá (que então passam pela conversão), e as Leis Noaíticas para os não-judeus. O Rav Maimônides declarou que “qualquer pessoa que aceita o cumprimento destes Sete preceitos [de Noé] e é cuidadosa na sua observância, é considerada como um dos devotos [de Deus] entre os gentios e terá o mérito de compartilhar do Mundo Vindouro.
Isto se aplica somente quando ela os aceita e cumpre, porque O SANTÍSSIMO, abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moisés, nosso mestre, que mesmo previamente, os descendentes de Noé foram obrigados a cumpri-los.
No entanto, se a pessoa cumpre os preceitos por convicção intelectual, ela não é devota [de Deus] entre os gentios e nem sábia.”

O que o Rav Maimônides declarou sobre o cristianismo e o islamismo foi que, uma vez que esses foram inventados, ainda assim, de alguma forma, eles acabaram por difundir (mais rapidamente e mais abrangentemente) em todo o mundo alguns conceitos originalmente judaicos – obviamente distorcidos, adulterados, é verdade, mas – espalharam pelo mundo inteiro idéias como a criação do mundo por um único deus, leis divinas, o messias, a ressurreição dos mortos, entre outras. Assim, ter D’us permitido a existência dessas invenções (religiões) serviu ao propósito de na revelação do mashíach (o verdadeiro messias) o mundo todo prontamente reconhecê-lo e aceitá-lo. (É o que chamaríamos – segundo o ditado popular – de “o tiro saiu pela culatra”. Ou seja, é lógico que tais religiões foram inventadas para a dominação e controle das massas, mas ao mesmo tempo, sem querer, essas mesmas massas já foram (ou já estão) (de algum modo) preparadas para o derradeiro destino do mundo, de modo que, assim que mashíach for revelado, elas facilmente, sem dificuldades, perceberão que foram enganadas e iludidas, e retornarão à Fé Original (A Fé em Hashém).
Isto já está acontecendo, sim, exatamente agora, em nossos dias.)

“A intenção do CRIADOR do mundo não está ao alcance da compreensão do homem, porque [conforme Isaías 55:8] SEUS caminhos não são nossos caminhos, nem SEUS pensamentos são nossos pensamentos. [Eventualmente,] todos os atos de Jesus e de [Muhammed, o suposto] ismaelita que surgiu depois dele, servirão somente para preparar o caminho para a vinda do Mashíach e para o melhoramento do mundo inteiro, motivando as nações a servirem D’us juntas, como [Sofonias 3:9] declara: ‘Então EU farei os povos puros de palavras para que todos proclamem O Nome de Havayah e O sirvam de comum acordo.’
Como isto acontecerá? [Em decorrência da invenção dessas religiões,] o mundo inteiro já está familiarizado com o assunto do Messias, da Torá e dos mandamentos. Estes assuntos foram difundidos [e se espalharam] até as nações mais distantes, para muitas nações [até então] de coração teimoso, [mas] que [agora] discutem estes assuntos e os mandamentos da Torá. [As nações cristãs] dizem: ‘Estes mandamentos são verdadeiros, mas não estão em vigor na era atual e não são válidos para todas as épocas.’ [As nações maometanas] dizem: ‘Nos mandamentos há conceitos ocultos que não podem ser entendidos de maneira simples. O “messias” [Muhammed] já veio e já os revelou.’
[Então] quando Mashíach, o verdadeiro messias,” for revelado, “todas as nações retornarão e entenderão que seus ancestrais lhes legaram uma falsa herança e seus “profetas” e ancestrais levaram-nas ao erro.”
(Maimônides, As Leis dos Reis, 11:4.)

 

Uma outra pergunta

Depois da revelação de mashíach, todos os povos se converterão ao judaísmo?

O Rav Maimônides também nunca disse isso.
Não há profecia alguma no Tanách que afirme que toda a humanidade algum dia se tornará judia.
O livro “Os Dias de Mashiach”, do Rav Menachem M. Brod, Editora Chabad, explica:

“À medida que Mashiach retificar a humanidade em geral, tanto o povo judeu como as nações gentias passarão a cumprir suas respectivas funções.
O Judaísmo não aspira a tornar-se a religião da humanidade. Pelo contrário, … segundo o Judaísmo, os gentios têm sua própria missão:” vivenciar as “Sete (Categorias de) Leis de Nôach”.

O mundialmente reconhecido Rabino-Chefe Senhor Jonathan Sacks explica isso exaustivamente.
Citando algumas de suas palavras:

“O judaísmo … não afirma que é o único caminho para a salvação. Não é preciso ser judeu para ser bom, sábio, relacionar-se com D’us ou ser amado por D’us. Os rabinos ensinaram que os justos de todas as nações [i.e., todos os não-judeus que aceitam sobre si as Leis Noaíticas] têm uma porção no mundo vindouro (o mundo depois da revelação de mashíach).
O D’us de Israel é O D’us de todos, mas a religião de Israel não é a religião de todos. Os profetas não previram que as nações do mundo abraçariam a religião de Israel, com seu conjunto complexo de [613] mandamentos, nem mesmo no fim dos dias. Elas reconhecerão D’us [Hashém]. Irão a Jerusalém para rezar. Converterão suas espadas em arados e não guerrearão mais. Contudo, NÃO se tornarão judias.”
(Tempo Futuro. Editora Sêfer.)

 

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https://noahidebr.com/2016/09/01/the-sons-of-noahos-filhos-de-noah/

 

 

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Os nomes de Moisés / Batiá

Os nomes de Moisés / Quem é Batiá?

 

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”.
Exemplos: “Hashém”, “Moshé”, etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”.
Exemplos: “Chavér”, etc.

 

Por Noahidebr

 

“E um homem da casa de Leví (- Amrám, filho de Kehat, filho de Leví – Amrám é neto de Leví e bisneto de Yaacóv -) foi e se casou (novamente com a sua ex-esposa, Yochéved,) filha de Leví (- irmã de Kehat, neta de Yaacóv, e tia de seu marido Amrám -). (Eles se divorciaram porque não quiseram ter mais filhos – já tinham dois, Miriám e Aharón – devido o decreto do Paróh (Faraó).) E engravidou a mulher e deu à luz um filho; e vendo que ele era bom (i.e., especial), escondeu-o por 3 meses.”

Yochéved/Joquebede trouxe o menino para a Princesa Batiá, “a filha do Paróh (Faraó)”, e Batiá “chamou seu nome Moshé (Moisés), e disse: porque das águas (do Suf Ieór (Rio Nilo)) o tirei.”

Shemót/Êxodo 1:22-2:10

 

Por que a Torá não menciona qual nome os pais de Moshé deram para ele? Será que eles não lhe deram nome? E por que a Torá menciona que a filha do Faraó o chamou Moshé?

 

Apesar da Torá (escrita) carecer destas informações, a tradição judaica nos fornece as respostas.

 

De acordo com a tradição judaica, quando Yochéved levou o menino – o seu próprio filho – para a filha do Faraó, a Princesa egípcia Batiá, a própria Princesa perguntou para Yochéved: “Como vocês chamam-no?” Portanto, o menino tinha um nome, sim. Interessante e curioso é o fato de que, segundo a tradição judaica, o menino não apenas tinha um nome, mas tinha vários nomes (entre outros que ele ganhou no decorrer da vida).

 

Os (outros) 12 nomes de Moshé

 

▪Chavér (חבר) (ou, Chever).
Significa “Amigo; Companheiro”, ou ainda “Conector”.
Seu pai, Amrám, lhe deu esse nome (pois Amrám e Yochéved haviam se desconectado – divorciado – para evitarem ter mais filhos, além dos que já tinham, por causa do decreto infanticida do Paróh. Por fim, deixaram o temor pelo decreto de lado e casaram-se novamente – voltaram a estar conectados – e tiverem “Moshé”).
“Conector” ainda alude a Moshé conectar o povo judeu com SEU “PAI CELESTIAL” ou a ele impedir (העביר, fonéticamente semelhante a חבר) a retribuição celestial pelos pecados deles.

▪Avigdor (אבי גדור) (ou, Aviguedor).
Significa “Mestre da Cerca”.
Segundo o Me’am Loez, o avô de Moshé, Kehat, lhe deu esse nome porque “desde o nascimento de Moshé, D’us (como que) colocou uma cerca em torno do faraó impedindo-o de continuar com seu decreto de afogamento dos meninos judeus*”.

* Segundo o Rashí, a Torá não específica que o decreto era para os meninos judeus, o que significa que era um decreto geral, válido tanto para os meninos judeus quanto para os meninos egípcios (Shemót/Êxodo 1:22).

 

▪Avi-Socho (אבי סוכו).
Significa “Pai dos Videntes”.
Seu avô, Kehat, lhe deu esse nome (ou talvez (quem lhe deu esse nome) foi a babá que ajudou a mãe de Moshé a criá-lo) porque Moshé se tornaria o “pai” ou “mestre” (avi) de todos os videntes (sochim) e profetas.

▪Yekutiel (יקותיאל) (ou, Jekutiel, Iecutiel).
Da raiz cavê (קוה), “esperança”.
Significa “D’us Reúne” ou também “Fé em D’us (Espera por D’us; Confia em D’us)”.
Sua mãe, Yochéved, lhe deu esse nome porque tinha esperança e confiava que (mesmo com o evento do Rio Nilo, por fim,) D’us os reuniria. Moshé também induziu os judeus a depositarem sua “fé em D’us”.

▪Yéred (ירד).
Significa “Descenso; Descida”.
Sua irmã, Miriám, lhe deu esse nome porque, por causa dele, ela teve de descer (yarad) até o Nilo para ver o que seria dele.
Além disso, foi Moshé quem como que desceu do céu com a Torá para entregá-la para o povo judeu, fazendo também a Presença Divina descer de volta para o mundo físico.

▪Avi-Zanôach (אבי זנוח).
Significa “Mestre da Rejeição”.
Seu irmão, Aharón, lhe deu esse nome, dizendo: “Meu pai rejeitou minha mãe (i.e., divorciou-se dela), mas (por fim ele) a recebeu novamente por causa deste menino (i.e., casou-se de novo com ela porque ainda era para eles terem Moshé)”.
Outra explicação é que Moshé faria Israel rejeitar ídolos.

▪Leví (לוי).
Nome da tribo a que pertencia.

▪Tov (טוב).
Significa “Bom”.
Segundo o Midrash Shemót Rabá 18:3.

▪Toviyáh (טוביה) (Toviá, ou Tobias, ou Tuviá).
Significa “(Pela) Bondade de Havayah” ou “Havayah é Bom”.
Segundo o Talmúd, esse foi, de fato, o nome que Amrám e Yochéved deram para Moshé quando ele nasceu.

▪Ben Netanel (בן נתנאל) (Nethanel, ou Natanel, ou Nesanel).
Ben significa “Filho de”, e, Netanel significa “D’us Deu”.
Netanel é a junção das duas palavras, natán (deu) + El (D’us). Portanto, Ben Netanel alude ao fato de que Moshé foi “a pessoa (literalmente, “o filho” (do povo judeu)) para quem D’us deu a Torá”.

▪Ben Eviatar (בן אביתר).
Significa “Filho do Perdão”.
Alude ao fato de que Moshé foi o filho do povo judeu que solicitou o perdão de D’us (ויתר) pelo pecado do bezerro de ouro (o ídolo feito pelos judeus quando lhes pareceu que Moshé não iria descer do Monte Sinai).

▪Shemayáh (שמעיה) (Shemaiá).
Significa “Havayah Ouve”.
O povo judeu lhe deu esse nome porque eles previam que em seus dias D’us ouviria (שמע) as orações deles.

 

Apesar de ter seu nome primordial – Toviá – e de ter todos esses nomes, em toda a Torá ele é referido somente como Moshé. Além do mais, O PRÓPRIO D’us se dirige a Moshé somente com esse nome. Foi a Princesa Batiá* quem disse para Yochéved: “Eu lhe darei (ao menino) mais um nome. Eu o chamarei Moshé (משה) (Moisés) porque eu mesma o tirei das águas” do Rio Nilo. Moshé significa “Tirar; Retirar”, querendo dizer que ele foi “tirado”, isto é, “salvo” do rio.
Então Hashém declarou: “Devido a que Batiá foi tão amável e misericordiosa, o menino será chamado pelo nome dado por ela.”
Nossos Sábios nos dizem que isto nos ensina a importância da criação de um filho, especialmente quando isso requer um sacrifício pessoal especial.

* Bat-Yáh (בתיה) (Batiá, ou Bitia, ou Basya). Significa “Filha de Havayah” (Bat = “Filha de”; Yáh = “Havayah”). O PRÓPRIO Hashém deu esse nome para ela por ela ter arriscado a própria vida ao desobedecer o decreto real e salvar e adotar o bebê que se tornaria o maior de todos os profetas, Moshé:

“Rav Yehoshúa disse em nome do Rav Leví que D’us disse para a filha do Paróh: ‘Moshé não era seu filho, contudo você (o salvou e o adotou e) o chamou de seu filho. EU farei o mesmo: embora você não seja Minha filha, EU (a salvarei e a adotarei e) a chamarei de Minha Filha’ ” (Midrash Vayicrá Rabá 1:3).

Ela se converteu ao judaísmo.

No evento chamado Dez Pragas, só um egípcio não foi atingido por elas, Batiá.
No evento da décima praga, a morte dos bechorót ou primogênitos, houve um único bechor (primogênito) – além do próprio Paróh (Faraó) – que não morreu, Batiá. Sim, Batiá era a primogênita do Paróh.

Foi para ela que o rei Shelomô (Salomão) compôs o famoso poema Éshet Cháyil (Mishlê/Provérbios 31:10-31).

Quando o povo judeu foi libertado do Egito (Mitsráyim), ela saiu com eles.

Os místicos judeus ensinam que Batiá foi uma das 9 pessoas (alguns dizem que são 7, outros dizem que são 13) a adentrarem o Mundo Vindouro* sem ter falecido fisicamente (sim, isso mesmo, segundo o judaísmo existem algumas pouquíssimas pessoas que triunfaram sobre a morte).

* Viver no Mundo Vindouro (Gán Éden) não faz referência à vida como a conhecemos. Na realidade, é uma forma de existência desconhecida para nós.

 

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Baseado em chabad.org (ing.), em jabad.org.ar e em jabad.org (esp.), no Rav Eliezer Danzinger (ing. e esp.), e no Instituto Morashá de Cultura.

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