Apresentação

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As Sete Leis de D’us Para Todos os Povos

 

 

“As Sete Leis de Noé”

 

No alvorecer da história humana, HaVaYaH (D’us) deu ao homem sete leis[*] para seguir a fim de que Seu mundo fosse sustentado. Chegará um tempo em que todos estarão preparados para regressar a este caminho. Será então o início de um novo mundo, um mundo de sabedoria e paz.

No âmago deste código moral universal está o reconhecimento de que a moralidade – na verdade, a própria civilização – deve ser baseada na crença em D’us. A menos que reconheçamos um Poder Mais Alto perante quem somos responsáveis, e que observa e conhece as nossas ações, não transcenderemos o egoísmo de nosso caráter e a subjetividade de nosso intelecto. Se o próprio homem é o árbitro do certo e errado, então o “certo” para ele será aquilo que deseja, independentemente das conseqüências para os outros habitantes da terra.

O que é mais bonito sobre estas leis é abrangência que elas proporcionam. Ressoam igualmente numa cabana na África ou num palácio na Índia, numa escola em Moscou ou numa casa suburbana nos Estados Unidos. São como as orientações de um mestre de música ou de arte; firmes, confiáveis e abrangentes – mas apenas uma base, e sobre esta base cada povo e toda pessoa pode elaborar.

“As Sete Leis” são uma herança sagrada de todos, um código que toda pessoa na face da terra pode usar como base para sua vida espiritual, moral e pragmática. Se pessoas suficientes começassem a incorporar estas leis em suas vidas, veríamos um mundo diferente em muito pouco tempo. Mais cedo do que podemos imaginar.

[* Mais exatamente, Sete Categorias de Leis.]

 

Por Chabad

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O Credo de Noé

 

 

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”:
“Hashém”, “Tosháv”.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”:
“Nôach”, “Tanách”.

 

 

O Credo de Noé

 

Sobre as Sete Leis Universais da Torá da Vida

 

Por Rav Tzvi Freeman, do Chabad.org.

Tradução: Noahidebr
© Noahidebr 2015-2018

 

No Monte Sinai, D’us incubiu os Filhos de Israel (Benê Yisrael) de serem “Luz para as nações”, de trazerem toda a humanidade para o reconhecimento de SEU CRIADOR e para a aceitação de SUAS Leis Universais*. Durante a maior parte da história judaica, as circunstâncias não permitiram que nosso povo disseminasse esses princípios, a não ser por meios indiretos. Quando o Rebe de Lubavitch – Rabi Menachem Mendel Schneerson – começou a falar sobre anunciá-los como preparação para uma nova era, ele estava revivendo uma tradição quase perdida.

Quem vive segundo essas regras, reconhecendo que elas são o que D’us quer de nós, é considerado por nossa tradição como um justo (o “gentio justo”). Essa pessoa é uma edificadora, com uma parte no mundo como ele deve ser.

O credo de Noé é uma herança sagrada de todos os Filhos de Noé (Benê Nôach), uma herança que cada pessoa na face da terra pode recitar todos os dias. E se um número suficiente de nós começar a dizer essas mesmas palavras todos os dias, rapidamente veremos um mundo diferente. Mais cedo do que podemos imaginar.

Aqui está o Credo de Noé, de acordo com a tradição antiga, com alguns esclarecimentos adicionais:

 

Eu, (…), filho (ben)/filha (bat) de Noé (Nôach),
zelante de nosso precioso Planeta Terra,
aceito sobre mim a responsabilidade pela paz e unidade em nosso mundo, como foi aceita por Adão e por Noé, transmitida por Moisés e SEU povo através dos tempos:

1. Não vou adorar ninguém nem nenhuma outra coisa exceto O ÚNICO CRIADOR (Hashém, O D’us da Torá), que cuida das criaturas de nosso mundo, renovando o Ato da Criação em cada momento com infinita sabedoria, sendo vida para cada coisa.
Neste princípio está incluído o abendiçoar, a oração, o estudo e a meditação.

2. Não vou demonstrar falta de respeito pelo CRIADOR de maneira alguma.
Neste princípio está incluído ter respeito por qualquer ser ou coisa criada.

3. Não vou matar.
Cada ser humano, da mesma forma que Adão e Eva, é um mundo inteiro. Salvar uma vida é salvar todo um mundo. Destruir uma vida é destruir todo um mundo. Ajudar outros a viver é um corolário desse princípio. Cada ser humano que D’us tem criado está obrigado a ajudar os necessitados.

4. Vou respeitar a instituição do matrimônio.
O matrimônio é um ato Divino. O matrimônio de um homem e uma mulher é um reflexo da Unidade de D’us e SUA criação. A desonestidade no matrimônio é um ataque a essa Unidade.

5. Não vou tomar o que não me pertence por direito.
Vou comportar-me honestamente em todas as minhas atividades. Apoiando-nos em D’us em vez de em nossa própria autossuficiência, demonstramos nossa confiança NELE como Provedor de Vida.

6. Não vou causar nenhum dano a nenhuma coisa viva.
No início de sua criação, o homem era o jardineiro no Jardim do Éden para “tomar conta dele e protegê-lo”. A princípio, o homem foi proibido de tirar a vida de qualquer animal. Após o Grande Dilúvio permitiu-se-lhe consumir carne — mas com uma advertência: Não cause sofrimentos desnecessários a qualquer criatura.

7. Vou defender tribunais de verdade e justiça em meu país.
A justiça é assunto de D’us, mas nos é dada a incumbência de estabelecer as leis necessárias e fazer cumpri-las sempre que pudermos. Quando corrigimos os erros da sociedade, estamos agindo como parceiros no ato de sustentar a criação.

Que as nações convertam suas espadas em arados.
Que o lobo habite com o cordeiro.
Que a terra se encha da sabedoria Divina, como as águas cobrem o mar.
E que tudo isso seja em breve, durante a vida de todos nós, mais cedo do que imaginamos.

 

O caminho dos Filhos de Noé (Benê Nôach) está integralmente ligado ao povo judeu, mas nós judeus não queremos criar uma nova religião. Tampouco queremos que os Filhos de Noé estejam imitando as práticas que são específicas para o povo judeu.

 

Por Rav Tzvi Freeman.

Rav Freeman é diretor do serviço Ask The Rabbi do Chabad.org

 

* “Com respeito aos Mandamentos de D’us, toda a humanidade está dividida em dois grupos: os Filhos de Israel (Benê Yisrael) e os Filhos de Noé (Benê Nôach).

Os Filhos de Israel são os judeus, os descendentes de Abrahão, Isaac e Jacob. Eles têm o dever de cumprir com os 613 Mandamentos da Torá (Mitsvót).

Os Filhos de Noé [são as nações do mundo]. Eles têm o dever de cumprir as Sete Leis Universais, também conhecidas como as Sete Leis dos Filhos de Noé ou as Sete Leis Noaíticas:
não venerar ídolos, não maldizer D’us, não assassinar, não roubar, não envolver-se em imoralidade sexual, não comer o membro de um animal vivo e estabelecer tribunais de justiça que fortaleçam estas leis.

Homens e mulheres são iguais em sua responsabilidade por observar os Sete Mandamentos.

As Sagradas Escrituras (Tanách) chamam aquele que aceita o jugo do cumprimento cabal das Sete Leis Universais um guer tosháv.

Se um Noaíta quer assumir a plena responsabilidade da Torá e dos 613 Mandamentos, ele ou ela pode optar pela conversão e então tornar-se judeu em todos os aspectos. Aquele que opta por este caminho é conhecido (no Tanách) como um guer tsédec.”

 

— The Path of the Righteous Gentile (“O Caminho do Gentio Justo”), Rav Chaim Clorfene e Rav Yakov Rogalsky.

 

Traduzido do inglês e do espanhol por Noahidebr/Bnei Noach do Brasil. © Noahidebr 2015-2018

 

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