Palavras Hebraicas

Chavér

B”H

 

A palavra hebraica “Chavér

 

A palavra hebraica “chavér” (ATENÇÃO: o “ch” tem som de “RR“) significa “amigo“, “colega“, “companheiro“, – veja bem – do sexo masculino; seu plural é “chaverím“.

No caso de uma mulher, da “amiga“, a palavra hebraica é “chaverá“; seu plural é “chaverót“.

Qual a importância de um “chavér” ou de uma “chaverá“?
Os Sábios dizem em “Pirkê Avót” (obra judaica) (1:6): “Arranja um mestre, adquire um amigo”.
Rav Yehoshúa ben Chanánia, um dos grandes alunos de Rav Yochanán ben Zacai, disse que ser e ter um bom amigo é a coisa mais importante da vida, e que ser e ter um amigo perverso é o caminho que a pessoa deve evitar de preferência (2:10).

O exemplo clássico da amizade na Bíblia é aquele entre Yehonatán, filho de Shaúl, e David, que substituiria Shaúl no trono de Israel. Esta amizade é considerada em “Pirkê Avót” (5:16) “o exemplo do amor desinteressado – ahaváh sheeináh teluyáh bedavár – (i.e., do amor que não é baseado no interesse – literalmente: “que não depende de nada”)”.

 

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Transfusões de sangue são permitidas no Judaísmo?

B”H

 

Perguntas e Respostas

 

Transfusões de sangue são permitidas no Judaísmo?

 

Por Rochel Chein

 

A lei judaica não impede pessoa alguma de beneficiar-se de uma transfusão de sangue (ou, doação de sangue, que seja). Por outro lado, de acordo com a crença judaica, salvar uma vida é uma das mitsvót (mandamentos divinos) mais importantes, anulando quase todas as outras. (As mitsvót que são exceções – que a mitsvá de salvar uma vida não anula – são o assassinato, certos delitos sexuais e o culto dos ídolos. Mesmo em caso de salvar uma vida não podemos transgredir estas mitsvót). Portanto, se for considerada necessária uma transfusão de sangue, então isso não só é permitido, como é obrigatório.

 

Traduzido do espanhol.

 

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A verdadeira história de Jesus e do cristianismo

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Se, como muitos cristãos e messiânicos admitem hoje, Jesus era judeu, quem conhece melhor a sua história senão os próprios judeus?

 

Jesus existiu mesmo ou é uma lenda?
Quem era Jesus?

 

A VERDADEIRA história de Jesus e do cristianismo

O Jesus histórico dentro do judaísmo

 

Por Noahidebr

 

(Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”. Por exemplo: “Hashém”, “Mishná”, “Yeshú”, “Shimeón”, etc.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”. Por exemplo: “Nôach”, “Perachyáh”, “Yochanán”, “Pêssach”, etc.

Exemplos de termos hebraicos contendo o “sh” (som de “CH”) e o “ch” (som de “RR”): “mashíach”, “Shátach”, etc.)

 

Houve uma época em que os cientistas (ateus) ficaram inclinados a tratar todos os tipos de fundadores de religiões como puras lendas. Assim, pessoas como Avrahám e Moshé, Gautama Buda, Jesus e Mohammed, etc., tornaram-se mitos. Porém, no âmbito histórico, as coisas nunca funcionaram dessa maneira (os historiadores em si nunca ensinaram a não-historicidade dessas personagens). Hoje em dia, qualquer pesquisador que defenda que qualquer uma das pessoas citadas acima é um mito, uma lenda, não é levado a sério. Hoje em dia, está comprovado pela História que essas pessoas existiram de fato. Hoje em dia, há unanimidade entre os historiadores de que em algum momento da História existiu mesmo um homem chamado Jesus. A controvérsia existente hoje não é mais sobre se ele existiu ou não – ele existiu sim – mas sobre que tipo de pessoa ele era.

O judaísmo nunca duvidou da historicidade de Jesus. O judaísmo sempre aceitou que Jesus existiu de fato (alguns poucos judeus individuais – influenciados por ateus – sustentam que Jesus é um mito). Os grandes mestres judeus nunca negaram a historicidade de Jesus.

Outra questão comprovada, um fato, é o de que Jesus nasceu judeu. Ele não era um gentio. E aqui também o judaísmo sempre concordou e ensinou que Jesus nasceu judeu de fato. Porém, nascer judeu não significa ter de morrer judeu. A pessoa pode se desviar da Fé, e deixar de ser judeu. E aqui entramos numa questão praticamente desconhecida das pessoas em geral, que, segundo o judaísmo, Jesus, apesar de ter nascido judeu, não permaneceu judeu a vida toda, ele se desviou, tornou-se idólatra e também fundador de uma nova fé, e assim deixou de ser judeu.

Hoje em dia, a maioria dos historiadores afirmam que Jesus não apenas nasceu judeu mas que também morreu judeu, ou seja, que Jesus era um judeu exemplar, que praticou o judaísmo toda a vida, que ele seguia a Torá, que ele nunca fundou uma religião.

Apesar dessa opinião ser apresentada como um fato pela maioria dos historiadores hoje em dia, esta não é a posição do judaísmo (ainda que alguns judeus individuais defendam-na também). Além disso, há outros detalhes de sua vida – curiosos e interessantes – apresentados de maneira diferente pelo judaísmo.

 

O Jesus histórico e fatos de sua vida

Jesus não viveu no primeiro século de nossa era. Jesus (ou Yeshú, como ele é chamado dentro do judaísmo) nasceu em 3671 da Criação ou 90 antes da era comum. Portanto, Jesus nasceu há 2107 anos, no reinado de Alexandre Yannai (ou Alexandre Janeu) (veja tabela abaixo). Jesus viveu na chamada era hasmoneana. Sim, Jesus viveu quase 100 anos antes do que dizem que ele viveu. Míriam, sua mãe, era noiva de Yochanán (João) (que em outra versão chama-se Pappos), mas concebeu de outro homem, um não-judeu, Yossêf*(José) (daí ela ser referida também pelo apelido depreciativo “stada”, abreviatura de “esta [senhora] desviou-se de seu marido”, ou seja, um sinônimo de ‘infiel’). Yeshú foi originalmente chamado Yehoshúa (Josué). (E como foi que ele passou de Yehoshúa para Yeshú? Porque Yeshu é um acrônimo de “yemach shemo vezichro” ou “que seu nome e memória sejam apagados”.)
Yeshú foi educado normalmente, como um judeu. Ele foi aluno de seu tio, irmão de Míriam, o Rabino Yehoshúa ben Perachyáh**, um sábio da Torá, e que também foi presidente do Sanhedrín. Mas, num determinado momento, Jesus abandonou o judaísmo, a Torá, o D’us de Israel (Hashém). Jesus esteve no Egito e lá aprendeu feitiçaria. E depois de retornar do Egito para a Terra de Israel, Jesus realmente praticou a feitiçaria e também praticou a idolatria e ainda fundou uma nova religião, desencaminhando a muitos judeus (por exemplo, só os que o escoltavam eram 300). Portanto, Jesus nasceu judeu (sua mãe era judia), mas deixou o judaísmo e tornou-se idólatra e falso profeta, um apóstata.
Um homem chamado Yehudá (Judas) – apoiado pelos Sábios – se dispôs, então, a trabalhar para desacreditá-lo (chegando até mesmo a fingir ser um discípulo seu). Por fim, Yeshú foi capturado e sentenciado à morte (não foi capturado, julgado e morto pelos romanos – tampouco por Pôncio Pilatos -, não, mas) pelos próprios judeus – pelo tribunal judaico. Aos 36 anos, em 3707 da Criação ou 54 antes da era comum (portanto, há 2071 anos), no reinado de Yochanán Hyrcanus II (ou João Hircano II), na véspera de Pêssach, Jesus foi apedrejado e depois foi pendurado num madeiro (e não crucificado/pregado numa cruz romana). Nesta época (de 54 aec, quando Yeshú foi executado), o presidente do Sanhedrín era o Rav Shimeón ben Shátach (irmão da rainha Salomé Alexandra, a esposa do rei Alexandre Yannai/Janeu) (veja tabela abaixo).

 

* É muito interessante a tese de Rochus Zuurmond: “Continuo achando bem provável que “Pantera/Pandera” seja uma deformação acintosa d[a palavra grega] parthenos = virgem. Deformar, de propósito, o nome de um inimigo era (e é) um uso bastante comum.” Bart D. Ehrman diz: “Em grego, a palavra para virgem é parthenos, cuja grafia se aproxima de Panthera.” Neste caso, portanto, Yeshú é o “ben Pandira (ou, ben Panther)”, e não o seu pai, Yossêf. Ou seja, Yossêf não se chamava “Yossêf Pandira” ou “Yossêf ben Pandira”. O pai de Yeshú era conhecido simplesmente como Yossêf, e somente Yeshú era chamado “ben Pandira (Panther/Pantera/Pandera/Pander)”, apelido distorcido de “ben parthenos” (filho da “virgem”).

O Jesus cristão, o Jesus fundador do cristianismo, ele é o Yeshu ben Panthera e o Yeshu ben Stada.

 

** A obra judaica Pirkê Avót (A Ética dos Pais, ou, A Ética dos Sábios) contém um dito do Rav Yehoshúa ben Perachyáh (em 1:6 {Capítulo 1, Mishná 6}).

 

Logo após a sua morte, 12 dos seus discípulos se encarregaram de ir pregar para as nações. E a Terra de Israel, por 30 anos, continuou dividida entre judeus e seguidores da fé yeshuítica (judeus apóstatas). Foi uma época muito conturbada para o povo judeu, como nunca acontecera. Os judeus eram perseguidos e mortos (por “judeus”). Por fim, os Sábios escolheram o Tsadic Shimeón (Simão) Cefas para dar um jeito nesta situação (interessante notar que o autor de Coríntios distingue Cefas – tratado pelos cristãos como se realmente tivesse sido um cristão – de 12 homens (além do próprio fato de que Paulo também não fazia parte dos 12)). Ele, fingindo ser um enviado de Yeshú, conseguiu fazer com que os cristãos (os judeus apóstatas) parassem de perseguir e matar os judeus e conseguiu também, finalmente, fazer os cristãos e o cristianismo se desligarem por completo dos judeus e do judaísmo. Ele escreveu os Evangelhos e outros livros sagrados cristãos e introduziu muitos novos costumes (novos mandamentos e novas festividades) entre os cristãos. Curioso e interessante é o fato, segundo algumas opiniões, de que ele (Shimeón) ficou conhecido entre os cristãos como Paulo (porém, segundo outras opiniões, Shimeón e Paulo eram duas pessoas distintas).
Portanto, Shimeón ajudou a salvar o povo judeu fingindo ser um seguidor de Yeshú, mas ele mesmo não era apóstata, antes, permaneceu fiel ao judaísmo até a sua morte (ele fez os cristãos construirem uma caverna em uma montanha em Roma sob a alegação de que ele precisava de uma área isolada para falar com Yeshú, quando, na verdade, ali ele cumpria a Torá).

Quando houve a ruptura entre o judaísmo e a fé yeshuítica, houve ao mesmo tempo uma divisão dentro da fé yeshuítica: ao se separarem dos judeus, os cristãos ficaram divididos entre aqueles que se tornaram apáticos aos judeus e o judaísmo e aqueles que ainda tinham uma simpatia pelos judeus e o judaísmo. Portanto, quando o cristianismo saiu de dentro do judaísmo, o próprio cristianismo se dividiu em duas correntes principais. Apesar delas terem se tornado antagônicas, (ao que parece) elas conviveram em paz. Uma corrente se tornou o gnosticismo. Os gnósticos, em geral, eram totalmente antijudaísmo, antijudeus, antitorá, e antihashém, e abandonaram por completo todas as práticas judaicas (obviamente, haviam indivíduos – e até mesmo alguns grupos – que não eram totalmente aversos às coisas judaicas). A outra corrente se tornou o ebionismo. Os ebionitas, em geral, se mantiveram simpatizantes dos judeus e do judaísmo, e acabaram por resgatar as práticas judaicas. Desenvolveram então um pseudo-“judaísmo”, e eram até mesmo confundidos (por outros não-judeus) com os judeus.

Foi então que cada religião resolveu reescrever a história de Yeshú e do cristianismo à sua própria maneira.
Os gnósticos “repintaram” Yeshú e o cristianismo como não tendo absolutamente nada a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel.
Os ebionitas, por outro lado, considerando-se “judeus”, mas na verdade sendo judaizantes, “repintaram” Yeshú e o cristianismo como tendo absolutamente tudo a ver com os judeus e o judaísmo e a Torá e o D’us de Israel. A propósito, foram exatamente eles mesmos que começaram a defender a idéia de que Yeshú não era o idólatra e apóstata que os outros diziam que era, mas que ele havia, sim, sido um judeu exemplar, que praticava o judaísmo e a Torá, e que morreu fiel a Hashém*.

 

* É interessante o fato de que dentro dos próprios ebionitas haviam aqueles que afirmavam que Yeshú era de fato filho de Maria com (um) José, e outros que afirmavam que Yeshú havia mesmo nascido de uma virgem.

 

Existia também entre estas duas linhas cristãs (gnósticos e ebionitas) uma terceira linha que, a princípio, não era evidente, mas que a partir do final do 1° século da nossa era para o começo do 2°, começou a tomar corpo e a se destacar (os proto-católicos/aqueles que faziam uma mescla dos conceitos gnósticos com os conceitos ebionitas).

 

Portanto, estes são os fatos:

Existiu, sim, um homem chamado “Jesus” (na verdade, Yehoshúa, que depois tornou-se Yeshú). Era filho de Míriam e Yossêf (José). Yeshú ficou famoso entre os judeus por dizer-se o “ben ‘parthenos'” (o “filho da ‘virgem'”), palavra da qual se derivou a forma “panthera”. Mas os judeus também chamavam-no de o “ben stada” ou o “filho da “infiel””. O judaísmo assim nos diz. E este homem histórico nasceu, sim, judeu. Porém, se apostatou. O cristianismo nasceu, sim, dentro do judaísmo/os seguidores diretos de Yeshú eram judeus (o cristianismo não é uma religião gentia; não foram gentios que inventaram o cristianismo, foram judeus apóstatas (judeus que até então eram de fato judeus mas que, ao assumirem uma nova Fé, se desligaram ou foram desligados do judaísmo). Agora, também é certo que, apesar do cristianismo ter nascido dentro do judaísmo, ter sido fundado por um judeu (de nascimento/um judeu apóstata, o Yeshú), sua Fé não era e nunca fôra judaica. A pregação cristã começou com um judeu, mas a Fé pregada por ele não era de modo algum de origem judaica. Daí podemos agora compreender porque a Fé cristã está tão intimamente enraizada no mundo gentio (apesar de sua origem judaica): influências egípcias, persas ou zoroastrianas, gregas ou platônicas, etc., porque o próprio Yeshú teve contato com estas crenças (algumas ou todas) e as incorporou em seus ensinamentos, e, além disso, posteriormente, depois de sua morte, e depois que os cristãos gnósticos se separaram dos cristãos ebionitas, o cristianismo gnóstico foi ainda mais influenciado por crenças gentias. Porém, ainda antes mesmo do que seria o 1° século de nossa era, o cristianismo já havia se separado do judaísmo e se tornado uma religião independente e distinta. As duas principais correntes cristãs se separaram uma da outra e tornaram-se dois cristianismos independentes, um não-judaizante, os gnósticos, e um judaizante, os ebionitas. Ambos reescreveram a história de Yeshú e seus seguidores a seu próprio modo. E por fim, no que seria o final do 1° século de nossa era para o começo do 2° século, uma terceira forma de cristianismo se consolidou. Este cristianismo (proto-católico), da mesma maneira que os outros cristianismos, reescreveu a história de Yeshú e seus seguidores a seu próprio modo, mas foi INOVADOR em transportar Yeshú de cerca de uns 200 anos antes para uns 100 (o que seria o início do nosso 1° século).
Mas, por que este cristianismo (proto-católico), diferente dos outros dois, acabou transportando a vida de Yeshú e seus seguidores de 90 antes da era comum para o que seria o início do nosso 1° século? Eles falsificaram o ano de seu nascimento para convencer as massas de que a destruição do Bêt Hamicdásh ocorreu pouco depois de sua morte e que foi uma punição aos judeus por terem-no matado.

 

Enfatizando, agora em outras palavras:

A questão de que Yeshú não seguia a Torá não é uma invenção de “Roma”*;
a questão de ter Yeshú nascido de uma “virgem” também não é uma invenção de “Roma”;
a questão da divindade de Yeshú (o deus-homem) também não é uma invenção de “Roma”;
e, a questão de que Yeshú fundou uma nova Fé também não é uma invenção de “Roma”.
De acordo com o judaísmo, o próprio Yeshú deixou o judaísmo e pregou (fundou) uma nova Fé (religião) (o próprio Yeshú ensinava que a Torá – a Lei de Moshé – foi anulada), e o próprio Yeshú se dizia nascido de “virgem”, se dizia o messias, e se dizia até mesmo divino ou deus (ou o próprio deus em pessoa) (foi ele mesmo que distorceu e aplicou a si mesmo muitos textos bíblicos – tais como Isaías 11:1 (daí ele também ser chamado no judaísmo de Yeshu Hanotsrí (Yeshú o notsrí) – palavra que depois foi deformada pelos cristãos resultando em ‘o nazareno’); (Is.) 7:14; Salmos 110:1; etc.).
(E, também, até mesmo a própria questão da acusação contra os judeus pela morte de Yeshú não é uma invenção de “Roma”, pois, de fato, foi o tribunal judaico que executou Yeshú.)

 

* Por exemplo, não foi “Roma” que trocou o shabát pelo domingo, foi o próprio Yeshú que instituiu a celebração do domingo.

 

Sobre Flávio Josefo

Quanto ao que se chama de “testemunho de Flávio Josefo” (Testimonium Flavianum), no livro História dos hebreus, devemos levar em conta o fato de que nas passagens em que Josefo realmente trata de Pôncio Pilatos, em parte alguma ele o conecta a Yeshú (é na suposta passagem de Yeshú que Yeshú está conectado a Pôncio Pilatos, não o contrário (e esta menção nos lembra, e muito, o chamado “credo apostólico” {aliás, todo o parágrafo “de Josefo” nos faz lembrar do credo})), assim como também o fato de que nem Herodes, nem Arquelau, nem Agripa, e nem João (Batista) estão conectados a Yeshú.

E o mesmo ocorre no livro Guerra dos Judeus, onde nem Herodes nem Arquelau nem Pilatos são conectados a Yeshú.

E é interessante notar que por mais que Josefo trate de Herodes, em momento algum ele descreve uma chacina de bebês (a chamada “matança dos inocentes”). Bart D. Ehrman explica: “O fato [é] que não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar.”

Mas e quanto à “Tiago, irmão de Jesus chamado o Cristo” escrito por Josefo na História dos hebreus? O certo é que pode mesmo esse Tiago ter tido um irmão chamado Jesus, que logicamente não é Yeshú, ou também pode não ter tido, então, ou a frase inteira, “irmão de Jesus chamado o Cristo”, ou, “chamado o Cristo”, são interpolações cristãs. Alguns têm defendido que apenas “chamado o Cristo” é uma interpolação, e que esta passagem se refere à Tiago, o irmão do sumo sacerdote Jesus ben Daneu (Damneus) (ou Jesus ben Damnaios). Por outro lado, por exemplo, a historiadora Tessa Rajak defende que a frase inteira é uma interpolação.
(De acordo com o judaísmo, qualquer um destes dois conceitos está correto, já que mesmo que Yeshú tenha tido um irmão chamado Tiago, este Tiago viveu OBVIAMENTE no tempo de Yeshú, ou seja, no 1° século ANTES da era comum e não no 1° século da nossa era.)

Roque Frangiotti nos diz de Voltaire sobre Josefo:
“Voltaire, ao comentar essa [suposta] passagem [de Jesus em Josefo], observa que: “Os cristãos, por uma dessas fraudes ditas piedosas, falsificaram grosseiramente um passo de Josefo. Atribuem a esse judeu, tão fanático de sua religião, quatro linhas ridiculamente interpoladas”.” “Na sequência, Voltarie [observa o seguinte:] “Esse historiador [Flávio Josefo], que não dissimula nenhuma das crueldades cometidas por Herodes, nunca fala do [suposto] massacre, por ele ordenado, de todas as crianças (o massacre dos inocentes),” em consequência do nascimento de Jesus, conforme afirma o “novo testamento”.

É interessante notar que, lendo o relato de Josefo, se removermos a suposta passagem de Yeshú, o parágrafo anterior se encaixa bem ao posterior, com o texto fluindo naturalmente.

A historiadora Tessa Rajak (bem como alguns outros historiadores) (assim como fê-lo Voltaire) defende que o parágrafo inteiro é uma interpolação cristã. E, logicamente, levando em conta o ensinamento do judaísmo – o de que Yeshú existiu mesmo e viveu uns 100 anos antes da data cristã popular (na verdade, nasceu em 90 antes da era comum) – fica mais do que evidente que, de fato, a passagem inteira de Josefo é uma interpolação cristã.

Já quanto à Tácito, ele estava tratando dos cristãos e apenas escreveu o que ouvira dizer sobre Jesus (e como se dizia que fora morto por Pôncio Pilatos, é isso mesmo o que ele escreveu).

 

Ateus não-acadêmicos inventaram o “deus-sol Jesus”

Os defensores da teoria do “deus-sol Jesus” oferecem alegações “sensacionalistas tão extravagantes, errôneas e mal fundamentadas que não é de se surpreender que não sejam levados a sério pelos” “estudiosos autênticos” de história antiga. Se os textos sensacionalistas escritos por estes não-acadêmicos (quer dizer, não-especialistas) “despertam alguma reação nos estudiosos qualificados, é simplesmente de perplexidade por ver matérias tão inexatas, com base em pesquisas tão malfeitas, sendo publicadas.” Estudiosos “desse gênero” (os defensores do deus-sol Jesus) “não deveriam se surpreender de ver que suas idéias não são levadas a sério por estudiosos autênticos (professores universitários de estudos religiosos – especialistas em Novo Testamento, cristianismo primitivo e religiões antigas em geral), que seus textos não são resenhados em publicações acadêmicas ou mencionados pelos especialistas da área.”
“Historiadores da antiguidade sérios ficam escandalizados com” as teorias de que os deuses pagãos, como “Osíris, Dionísio, Attis, Adônis, Baco, Mitra”, etc., “nasceram em uma caverna em 25 de dezembro do ventre de uma virgem mortal diante de pastores e reis magos,” transformaram água em vinho, tiveram 12 seguidores, etc., morreram (e morreram, as vezes, até mesmo crucificados, e morreram como sacrifício pelos pecados do mundo), ressuscitaram, ascenderam ao céu e voltarão à Terra. “Não existem evidências” históricas para essas afirmações sensacionalistas. “Nenhuma fonte antiga diz nada disso sobre Osíris, nem dos outros deuses.” Estas afirmações “são repletas de inconsistências e dados obviamente falsos.”

 

Ex-cristãos, os Bnei Nôach e Yeshú (Jesus)

Muitos ex-cristãos (que agora se dizem Bnei Nôach) têm atacado sua antiga religião afirmando que Yeshú não existiu realmente, que ele é uma invenção, um mito (semelhante aos mitos dos deuses pagãos) – indo contra a sua historicidade apoiada tanto pelos historiadores quanto pelo próprio judaísmo. Porém, esta teoria (do Jesus mitológico) é utilizada exatamente pelos ateus* – que obviamente também pregam que Hashém não existe, e que, por exemplo, ELE nunca SE revelou no Monte Sinai ao povo judeu – a 3 milhões de pessoas – no ano 2448 da Criação (não tendo havido também a Criação) – pois obviamente é mais cômodo e prático para eles (os ateus) simplesmente afirmarem que Moshé (Moisés) e Yeshú (Jesus) não existiram. Tais ex-cristãos, ao invés de dizerem que Yeshú não existiu, o que não é a verdade (e prestando assim um desserviço), deveriam dizer a verdade**, a de que ele existiu sim, mas também dizer (na verdade, ensinar, e não, debater) a verdade de que Yeshú (Jesus) abandonou o judaísmo, que ele era um transgressor, um violador dos Mandamentos de Deus (Hashém), que ele não vivenciava a Torá (A Palavra Única – original – de Deus (Hashém)), e que ele desviou muitas pessoas da devoção a Deus (Hashém). E que são por estes motivos, verdadeiramente, que ele não é e nunca foi considerado o mashíach pelos judeus.

 

* Certamente há ateus que aceitam a historicidade de Yeshú.

 

** Estes Bnei Nôach (ex-cristãos) devem rever seu pré-conceito e reavaliar sua posição extremista refletindo exatamente em, se Yeshú não existiu de verdade, de que modo, então, o próprio judaísmo revela o ano em que ele viveu, quanto tempo viveu, o ano em que ele morreu e porque e como ele morreu.
Como Yeshú não existiu se a história da existência dele foi tirada de dentro do próprio judaísmo?
Como explica o Rav Moshe Bogomilsky: “É interessante notar que a informação autêntica que os cristãos têm sobre Yeshú é tirada de nossas fontes. A razão é que, durante sua vida, o mundo em geral soube muito pouco sobre ele e não teve nenhuma consideração por ele. Cerca de cem anos após sua morte [(metade do primeiro século da nossa era)], certos indivíduos decidiram torná-lo o fundamento de sua nova crença e começaram a fabricar [algumas] histórias de sua grandeza.”

 

* * *

Devarím/Deuteronômio 13:1-6, 11, 12; 21:22, 23

“Tudo quanto EU (D’us) vos ordeno (aos judeus) (na Torá – os 5 livros de Moshé), isso cuidareis de fazer; não acrescentareis nem subtraireis a isso nada. Se um profeta se levantar no meio de ti (alguém de dentro do próprio povo judeu), ou um sonhador, e te der um sinal do céu ou um milagre da terra, e realizar-se o sinal ou milagre de que te falou, e te disser: ‘Vamos atrás de outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los!’ – não obedecerás às palavras daquele profeta ou daquele sonhador; porque Havayah, vosso D’us, vos está testando para saber se amais a Havayah, vosso D’us, com todo vosso coração e com toda vossa alma. Após a Havayah, vosso D’us, andareis; a ELE temereis, Seus mandamentos (mitsvót) guardareis e a Sua voz ouvireis; a ELE servireis e as Suas qualidades adotareis. E aquele profeta ou aquele sonhador será morto (será julgado, condenado e executado pelo Tribunal judaico), porquanto pregou falsidade em Nome de Havayah, vosso D’us, que vos tirou da terra do Egito e que vos remiu da casa de escravos, para vos desviar do (judaísmo, o) caminho (espiritual) que (O PRÓPRIO) Havayah, vosso D’us, vos ordenou (aos judeus) para andar nele; e eliminarás o mal do meio de ti. E o apredejarás, e morrerá, pois procurou desviar-te de Havayah, teu D’us, que te tirou da terra do Egito, da casa de escravos. Todo o (Povo de) Israel ouvirá (sobre tal execução) e temerá, e não voltará a fazer uma COISA MÁ como esta no meio de ti.

E quando houver num homem um pecado digno de pena de morte (por apedrejamento) e for executado, (após a sua execução ainda) o pendurarás num madeiro. Mas não pernoitará seu cadáver no madeiro, porém certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto o pendurado é um desprezo a Havayah, e não contaminarás a tua terra (de Israel), que Havayah, teu D’us, te dá em herança.”

* * *

 

* * *

Interessante notar que segundo o Baal Haturim (Rav Yaacóv ben Ashér), as palavras (em Devarím/Deuteronômio 13:2) “um profeta (se levantar) no meio de ti” têm o valor numérico de 387, o mesmo valor numérico das palavras “esta é a mulher e seu filho” – referindo-se à mãe infame (Míriam/Maria) que trouxe para o mundo um filho (Yeshú o notsrí) que se tornou o fundador do cristianismo.

Portanto, já existia na própria Torá uma dica de que Yeshú era um falso profeta e deveria ser morto.

* * *

 

 

Cronologia Hasmoneana (Época de Jesus/Yeshú – Os contemporâneos de Jesus/Yeshú)

● Yeshú (Jesus)

(Jesus não foi um mito. Ele existiu mesmo. Ele viveu)
de 3671 a 3707 da Criação;
data secular: de 90 aec a 54 aec;
36 anos de vida;
nasceu há 2107 anos;
morreu há 2071 anos.
(Viveu quase 100 anos antes da data que lhe foi atribuído pela igreja.)

● Rei Alexandre Yannai (A. Janeu)

de 3636 a 3685 da Criação;
data secular: de 125 aec a 76 aec;
49 anos de vida;
rei da Judéia;
reinou 27 anos: de 3658 a 3685 da Criação (103 aec a 76 aec).

● Rav Yehoshúa ben Perachyáh (Y. b. Perahiá)

irmão de Míriam, mãe de Yeshú, tio de Yeshú;
professor de Yeshú;
Sábio da Torá, foi também o presidente do Sanhedrín no período de cerca de 3623 a 3678 da Criação (c.138 aec a 83 aec).

● Rav Shimeón ben Shátach (Simão ben Shetach)

irmão da rainha Salomé Alexandra (esposa do rei Alexandre Yannai);
foi o presidente do Sanhedrín no período de 3678 a 3703 da Criação (83 aec a 58 aec).

● Rainha Shulamit Alexandra (ou Salomé A.)

também conhecida como Shalomtsion* Hamalka (A paz de Tsión-A rainha);
esposa do rei Alexandre Yannai;
irmã do Rav Shimeón ben Shátach;
(viveu) de 3621 a 3694 da Criação;
data secular: de 140 aec a 67 aec;
73 anos de vida;
reinou 9 anos: de 3685 a 3694 da Criação (76 aec a 67 aec).

* Shlomtzion.

 

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A Principal Função do Mashíach

B”H

 

A Principal Função do Mashíach

[(E a verdadeira razão pela qual Yeshu não é o mashíach)]

 

Por Rav Yeheskel Lebovic
(Em 02/7/2015)

 

“Vê-lo-ei, mas não agora, e o olharei, mas não em breve. Partirá uma estrela de Yaacóv e se levantará um cetro de Israel. E matará os senhores de Moav e dominará a todos os filhos de Shet.” – Bamidbár 24:17

 

O Rav Maimônides (Hilchot Melachim/As Leis dos Reis 11:1) escreve que a terminologia repetitiva e dupla deste versículo se refere a dois messias: um, o primeiro, o Rei David, o outro, o segundo, o Mashíach final.

Temos de entender por que o Rei David é referido como este primeiro Mashíach. Afinal, se é apenas em virtude de ele ter sido ungido (mashíach=ungido), existiram outros reis ungidos antes dele. E, aparentemente, faz mais sentido dizer que Moshe Rabênu, geralmente referido no Talmud como o “primeiro redentor”, se qualificaria como o primeiro Mashíach deste versículo.

Estas perguntas podem ser respondidas pela análise de qual é a principal função do Mashíach segundo o Rav Maimônides. Sua formulação indica que não é a capacidade de fazer milagres ou de provocar mudanças dentro do curso da natureza, nem é ter uma capacidade profética do mais alto calibre.

Em vez disso, é o fato de que ele vai “obrigar” todos os judeus a cumprirem todas as leis da Torá em sua totalidade e assim levantarem a bandeira da Torá e da glória de Deus em todo o mundo.

Ele por fim levará toda a humanidade a um estado de direção espiritual cada vez mais profunda mediante a reconstrução do Bêt Hamicdásh e a reunião de todos os [judeus] exilados na Terra Santa de Israel.

O Rei David foi o primeiro a estabelecer a base sólida de Israel como uma Terra Santa teocrática unificada, impondo A Vontade de Deus sobre todos os seus habitantes e abrindo o caminho para o eventual estabelecimento do Reino de Deus na Terra. Isso explica a opinião do Rav Maimônides de que David é o primeiro Mashíach aludido neste versículo.

Isso vai explicar também a diferença entre o procedimento necessário para estabelecer as credenciais de um profeta e o procedimento necessário para o Mashíach verificar suas credenciais únicas.

As credenciais de um profeta são estabelecidas com base em sua capacidade profética, pois esta é a sua principal função: ele tem de prever vários eventos futuros, e eles têm de ocorrer com precisão.

As credenciais do Mashíach são estabelecidas por sua capacidade de reforçar a observância da Torá em todo o mundo judaico – sendo esta, naturalmente, a sua principal função.

Ele também tem de demonstrar que ele está impactando o mundo não-judaico, pois as Sete Leis Noaicas (dos Noaítas) também são ordenadas na Torá, e que ele está procedendo assim para fazer de toda a Terra um lugar de morada para a Glória revelada de Deus.

Por conseguinte, a mitsvá de acreditar na vinda do Mashíach, conforme o Rav Maimônides, assume uma dimensão adicional: nós de um modo geral não só temos de acreditar que Mashíach finalmente virá, mas também, mais especificamente, que ele vai trazer o mundo inteiro – judeus e gentios igualmente – a reconhecer e aceitar a regra da Lei Divina.

Visto que existem aqueles que vão se opor a este processo, há a necessidade do Mashíach, como rei e governante, vencer toda oposição deste tipo por, nas palavras do Rav Maimônides, “travar as batalhas de Deus” à maneira do Rei David.

Isso também responde a uma outra pergunta: Por que o Rav Maimônides organizou as Leis dos Reis no fim do Mishnê Torá – com as leis do Mashíach no final – quando parece que elas deveriam ter sido organizadas antes das Leis da construção do Bêt Hamicdásh?

A razão é que o único que pode implementar plenamente todas as leis da Torá como delineadas em todos os 14 livros do Mishnê Torá é um benevolente mas poderoso rei judeu da estatura de David – em outras palavras, o maior e mais poderoso rei de todos, Mashíach Tsidkênu.

Ele vai dedicar seus poderes concedidos por Deus para erradicar todas as formas de maldade deste mundo a fim de estabelecer o Reino de Deus na Terra. Ele vai derrubar e erradicar todas as forças que se opõem ao Plano Mestre que Deus escolheu implementar, independentemente de qualquer um dos ventos políticos que sopram no mundo todo.

Os seus grandes dons de sabedoria e profecia são, portanto, secundários a esta função principal, como explicado acima. Ele trará tikun (retificação) aos habitantes do mundo, que vão, em seguida, reconhecer as falsidades das crenças impostas a eles por seus antepassados, reconhecendo que essas crenças estão na categoria de “falsidades repetidas o tempo suficiente para serem aceitas como verdade” (Yirmiyáhu/Jeremias 16:19; Zechariá/Zacarias 8:23).

A maioria esmagadora dos habitantes do mundo – pessoas honestas e boas – então prontamente se juntará às fileiras dos crentes no verdadeiro Mashíach enquanto ele prepara sua revelação, em breve.

 

 

Por Rav Yeheskel Lebovic

© The Jewish Press 2017

 

Traduzido por Noahidebr

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Noaítas e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos (ou a criação de ritos)

Noaítas e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos

Noaítas e a criação de ritos religiosos

 

B”H

 

Perguntas e Respostas

 

Por Noahidebr

 

O Rav Maimônides disse que os noaítas (Bnei Nôach/Filhos de Noé) podem cumprir ALGUNS dos 613 mandamentos que Hashém deu para os judeus ou que os noaítas podem cumprir TODOS os 613 mandamentos?

 

O Rav Maimônides NUNCA disse que os noaítas podem cumprir todas as 613 leis da Torá (até porque se os noaítas cumprissem todas as 613 leis da Torá, eles já não seriam mais noaítas, e sim, judeus).

O Rav Maimônides deixou claro que a observância – o cumprimento – das 613 mitsvót da Torá cabe unicamente “a Israel” (o povo judeu), incluídos aí, não os noaítas, mas os convertidos (“e a todos aqueles que desejam SE CONVERTER dentre as outras nações”).

O Rav Maimônides considera que até mesmo somente estudar a explicação do cumprimento de todas as 613 mitsvót da Torá por parte dos noaítas já tornam-nos ‘passíveis de punição’ porque “eles devem se dedicar somente ao estudo de [suas] Sete [Categorias de] Leis”, que dirá de cumprirem todas as 613 mitsvót.

O Rav Maimônides deixou claro que se um noaíta desejar (por conta própria) “cumprir um dos [613] mandamentos da Torá (“UM DOS 613″, e não TODOS OS 613) a fim de receber uma recompensa [Divina],” ele pode. Mas o Rav Maimônides deixou mais claro ainda que, por outro lado, se os noaítas desejarem “aceitar todos os [613] mandamentos” que eles ‘se tornem convertidos’.

 

Leia as próprias palavras do Rav Maimônides em:

https://noahidebr.com/2016/08/01/maimonides-e-os-noahidas-bnei-noach/    .

 

E como reitera o Jews for Judaism.org (Judeus para o Judaísmo):

“Na verdade, estas [denominadas “Sete Leis de Noé”] são 7 categorias e incluem [muitos] outros detalhes.”

Explica o Rav Aaron Parry no Jews for Judaism.org:

“À primeira vista, pode parecer que a diferença entre a observância judaica (613 mandamentos para judeus) e não-judaica (sete para não-judeus) é enorme. Mas se olharmos um pouco mais de perto, veremos que não é tão grande quanto parece.

Estes são sete princípios básicos que têm – todos eles – muitas implicações. Ao observar adequadamente os sete mandamentos, um não-judeu realmente vai incorporar 66 mitsvót da Torá que especifica alguns desses itens com maior detalhe. Os sete princípios básicos envolvem considerações muito maiores; por exemplo, o sétimo (princípio) implica que não se deve praticar a crueldade com os animais. Além disso, no presente momento, quando já não temos um Templo Sagrado em Jerusalém ou um Grande Sanhedrin (Supremo Tribunal Judaico de 71 sábios idosos), muitas das 613 mitsvót não se aplicam. Como resultado, um judeu de hoje pode cumprir possíveis 271 mitsvót. Então, há aproximadamente uma proporção de quatro para um na quantidade de mandamentos que um judeu de hoje deve cumprir, em comparação com um não-judeu. Além disso, muitos dos mandamentos adicionais dos judeus têm a ver com Shabát ou feriados judaicos ou com mandamentos como [tsitsít (talít), tefilín, mezuzá, etc.], que não são exigidos dos não-judeus.”

 

(© Copyright Jews For Judaism 2017)

 

Considerando também a exortação do Rav Dr. Jacob Immanuel Schochet, que disse:

“Existem linhas claras de distinção entre judeus e gentios e estas devem permanecer exatamente assim”, significando isso que um noaíta jamais deve parecer um judeu de forma alguma, levando assim judeus e não-judeus à confusão de pensarem que ele é judeu.

 

Agora, o que temos observado é que, na verdade, ALGUNS Bnei Nôach (noaítas) têm tido a necessidade não de terem mais de 7 mandamentos para cumprir, e sim de terem uma liturgia noaica e de terem um modo de demonstrarem (para si mesmos e para os outros) a sua religiosidade (ritos internos e externos). Este é o verdadeiro ponto. E isto é o resultado de a grande maioria dos noaítas virem das religiões (que, exatamente por serem religiões, possuem então liturgias e seus ritos), e de eles aprenderem sobre Bnei Nôach com o judaísmo (que tem sua própria liturgia, já que se trata, também, da religião de um povo), e de o noaísmo NÃO ser uma religião mas um código de conduta. O Rav Maimônides então PROIBE exatamente os Bnei Nôach de ‘criarem ritos religiosos.’*

* Certamente, isto nada tem a ver com o fato de que Bnei Nôach podem – e devem – louvar, abençoar e orar a Hashém.

 

Por Noahidebr
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Noaítas e o vestir-se

B”H

 

Perguntas e Respostas

 

Por Noahidebr

 

P: O homem noaíta (casado ou solteiro) pode andar na rua sem camiseta?

R: Não.

 

P: Dentro de casa, o homem noaíta (casado ou solteiro {que mora com os pais}) pode ficar sem camiseta?

R: Sim. Mas é apropriado que pelo menos nos momentos de oração e de estudo da Torá ele esteja com camiseta.

 

P: O homem noaíta (casado ou solteiro) pode usar shorts ou bermuda em casa ou na rua?

R: O homem noaíta casado ou solteiro pode usar BERMUDA em casa e na rua.

 

P: O homem noaíta (casado ou solteiro) é obrigado a vestir roupa social na rua e principalmente nos encontros noaicos?

R: Não. O homem noaíta (casado ou solteiro) pode vestir roupa social se ele quiser, mas também pode vestir camiseta ou pólo e calça jeans e tênis na rua e inclusive em encontros noaicos.

 

P: A mulher noaíta (casada ou solteira) pode usar shorts na rua?

R: Não.

 

P: A mulher noaíta (casada ou solteira) pode usar bermuda na rua?

R: Se for um costume local, sim, a mulher noaíta casada ou solteira pode usar bermuda que não seja colada e que cubra os joelhos (mesmo quando se está sentada) na rua.

 

P: A mulher noaíta (casada ou solteira) pode usar saia ou vestido na rua?

R: A mulher noaíta (casada ou solteira) pode usar saia que cubra os joelhos (mesmo quando se está sentada) na rua.
E a mulher noaíta (casada ou solteira) pode usar vestido que cubra desde a parte de cima do peito até os joelhos (mesmo quando se está sentada) na rua.

 

P: Que tipo de camiseta que a mulher noaíta (casada ou solteira) pode usar na rua?

R: Que cubra completamente o tronco (a parte de cima do peito, ombros, costas e barriga). Portanto, nada de roupas de alcinhas.

 

P: A mulher noaíta (casada ou solteira) pode maquiar-se, depilar-se e cortar o cabelo?

R: Sim.

 

P: A mulher noaíta (casada ou solteira) é obrigada a cobrir o cabelo?

R: Não, a mulher noaíta não é obrigada a cobrir o cabelo.
A mulher noaíta solteira não cobre o cabelo. Quanto à mulher noaíta casada, ela não tem a obrigação de cobrir o cabelo, nem em casa (ao receber quaisquer visitas) e nem na rua (em outras palavras, em qualquer situação que seja – com a exceção de visitar uma sinagoga no horário de um serviço judaico). Ela o cobre apenas se essa foi a sua escolha. (Veja mais em

https://noahidebr.com/2017/12/01/as-noaitas-filhas-de-noach-noe-e-o-cobrir-o-cabelo/   .)

 

Para todos os tipos de situações, o que as mulheres noaítas tanto solteiras quanto casadas (e, obviamente, os homens noaítas solteiros e casados também) tem de levar em consideração, é que serve-se a D’us também pelo comportamento do dia a dia na rua. Elas devem arrumar-se e vestir-se modestamente como convém a quem serve a D’us.

 

Por Noahidebr (baseado em Ask Noah.org)

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