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Noaítas e a Estrela de David

B”H

 

Perguntas e Respostas

 

Por Noahidebr e Ask Noah.org

 

Em outra matéria deste site, o Rav Jacob Immanuel Schochet disse: “Existem linhas claras de distinção entre judeus e gentios e estas devem permanecer exatamente assim.” Tendo esta declaração em mente, eu sou noaíta e por anos tenho usado um colar com a Estrela de David, então, pergunto:

Devo deixar de usá-lo porque as pessoas pensarão que sou judeu/judia? Ou posso usá-lo, conquanto se alguém me perguntar se sou judeu/judia, respondo-lhe que não, que sou noaíta?

 

Se um noaíta decide usar quaisquer objetos com a Estrela de David (em hebraico, “Maguên David”, literalmente “Escudo de David”) (colar, chaveiro (mesmo o chaveiro pendurado em uma mochila, bolsa, estojo, caderno, …)), brincos, pulseira, anel, etc.), não há problema algum nisto. Esta prática não está associada com os mandamentos judaicos. Para você, usar esse colar é apenas uma maneira de demonstrar o seu apoio aos judeus e ao judaísmo, e em caso de questionamento esta pode ser a sua explicação.

 

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Os noaítas e o talit (tsitsit)

Os noaítas e o talit (tsitsit)

 

B”H

 

Perguntas e Respostas

 

Por Noahidebr

 

O livro “The Path of the Righteous Gentile” (O caminho do Gentio Justo) enumera seis mandamentos divinos judaicos proibidos para o noaíta (veja em

https://noahidebr.com/2015/10/29/6-mandamentos-judaicos-que-o-noahida-nao-deve-observar/ ). Não está citado nesta lista o uso de talit por um noaíta. Assim, minhas perguntas são:

 

O noaíta pode usar talit?
Existe talit noaico (talit para não-judeus, mais especificamente para noaítas (Filhos de Noé/Bnei Nôach))?
O noaíta pode usar algo semelhante a um talit?

 

Primeiro, vejamos o que é um talit.
Leia a explicação em:

 

http://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/602882/jewish/Talit-e-Tsitsit.htm

 

Como pode-se inferir da leitura deste link, o talit (xale de orações) – talit gadol (grande) e talit catán (pequeno) – com o seu tsitsit (franjas) são observâncias estritamente judaicas. Isso fica mais evidente ainda nas próprias berachót (bênçãos) recitadas pelos judeus:

(ao vestir o talit catán)
“Bendito és…, que… nos ordenou (aos judeus) sobre a mitsvá (lei) de tsitsit”;

(e ao envolver-se no talit gadol)
“Bendito és…, que… nos ordenou (aos judeus) envolver-se em tsitsit.”

 

Portanto, não existe talit noaico (não existe talit e tsitsit próprios para noaítas). O talit gadol e o talit catán com os seus tsitsiot são materiais exclusivamente judaicos. E daí também os noaítas não devem de maneira alguma vesti-los, e nem se vestirem de algo parecido.

 

O Rav Jacob Immanuel Schochet diz:

“Os homens noaítas (ou mulheres) não devem comprar seu próprio talit gadol para usar durante suas orações diárias da manhã, ou um talit catán para usar continuamente (quer as franjas – tsitsit – estejam à mostra ou não). O talit é um símbolo exclusivamente judaico. Assim, um noaíta que usa talit [pode acabar levando judeus e não-judeus à confusão, fazendo-os pensar que ele é judeu.]

Os noaítas não devem adquirir e/ou usar [em particular ou publicamente] talit ou tefilin, ou fazer as outras coisas citadas no livro “The Path of the Righteous Gentile”. Existem linhas claras de distinção entre judeus e gentios e estas devem permanecer exatamente assim.

E com todo o devido respeito, este interesse em uma roupa de oração para os noaítas [mesmo que fosse apenas] parecida com um talit com tsitsit (franjas) – quanto mais o próprio talit – pode ser o início de um caminho perigoso para o movimento noaítico. Segue as mesmas linhas da fundação de uma nova forma de religião para os noaítas. É também uma distorção da idéia e do princípio do talit (judaico).”

 

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Três comentários sobre a Porção Semanal Vaierá

B”H

 

Três comentários sobre a Porção Semanal Vaierá (Bereshít/Gênesis 18-22)

 

Por Rav Uri Cherki

 

Quem tem razão: Maimônides (Rambám), Nachmânides (Rambán) ou Gersônides (Ralbág)?

Uma importante disputa aparece entre dois grandes comentaristas, o Rambám (Maimônides) e o Rambán (Nachmânides), sobre o mesmo assunto da Porção Semanal Vaierá.

Segundo Maimônides, nesta Porção da Torá, toda a história de Avrahám acolhendo seus convidados, e a promessa do nascimento de Yitzchák, incluindo a posterior defesa de Sedom e Amorá (Sodoma e Gomorra), aconteceu na verdade como uma visão divina, sem nenhum efeito no plano físico – concreto. Sua prova é a frase que abre todo o evento: “E Hashém lhe apareceu (a Avrahám)“ [Bereshít/Gênesis 18:1], que indica que foi uma revelação profética e serve como preâmbulo a tudo o que vem a seguir. Nachmânides não só não aceita esta abordagem, quanto a rejeita de forma muito forte e incomum, com duros termos: “Estas palavras (de Maimônides) contradizem o texto, e não nos é permitido escutá-las, e muito menos acreditar nelas!“ Por que Nachmânides acha que o comentário de Maimônides, que apresenta alguma dificuldade, pode tornar-se herético do ponto de vista da fé?

O Rabino David Cohen (um discípulo do Rav Kook, conhecido como o “Nazir”, o Asceta) explicou que Nachmânides morava entre cristãos e era muito sensível à possibilidade de que a explicação de Maimônides pudesse ser explotada por eles e usada ​​contra os judeus. Eles poderiam descobrir que um destacado comentarista judeu explica que D’us apareceu na forma de três homens, e usar isto para justificar a sua doutrina da Trindade. Maimônides, por outro lado, vivia em um ambiente muçulmano, onde este medo não existia, e estava mais envolvido na luta contra as crenças populares que vêem assuntos espirituais em termos materialistas, como demônios ou espíritos. Isto o levou a enfatizar o significado abstrato do encontro de Avrahám com os anjos.

É importante considerar a dificuldade que teve Nachmânides com a abordagem de Maimônides, porque não podemos aceitar a suposição de que Maimônides não viu esta dificuldade. Ou seja, se dissermos que toda a revelação dos anjos era meramente uma visão profética, como os habitantes de Sodoma poderiam ter tentado prejudicar os anjos? Poderia o povo de Sodoma também participar de uma visão profética?

A verdade é que uma leitura direta da passagem implica que Maimônides tinha razão. Leiamos atentamente os versículos relacionados com Sodoma:

“E Hashém fez chover sobre Sedom e Amorá enxofre e fogo vindos de Hashém, desde os céus. E destruiu estas cidades, e toda a planície, e todos os moradores das cidades e as plantas da terra. E olhou sua esposa (de Lot) por trás dele, e converteu-se num pilar de sal (montículo). E acordou de manhã cedo Avrahám“. [Bereshít/Gênesis 19:24-27].

Este é um final surpreendente! Parece que todo o evento da destruição de Sodoma, a visita dos anjos, a salvação de Lot, aconteceu em um sonho profético de Avrahám, ao mesmo tempo em que as cidades eram fisicamente destruídas.

Com base nisto, podemos entender melhor a abordagem de Maimônides. A visão da ida dos anjos a Sedom agora pode ser vista como uma tentativa de D’us de permitir que Avrahám participe do decreto contra Sodoma, quando, em seu sonho, viu como as pessoas dali teriam tratado os anjos se eles realmente tivessem ido fisicamente à cidade.

 

[O comentarista Abarbanel diz: “O significado desta visão e sua finalidade é, em última instância, fazer Avrahám conhecer a perversidade dos habitantes de Sedom e a destruição futura que pesa sobre eles… ; e também para que ensine a seus descendentes e às pessoas de seu Pacto o “caminho de Hashém”, para que não lhes ocorra o que ocorrerá a Sedom e Amorá; portanto, começa o capítulo dizendo: ‘Apareceu-lhe Hashém…’,” e termina o capítulo dizendo: ‘Foi-SE Hashém quando concluiu de falar a Avrahám…’.]

 

Devemos também adicionar uma nota sobre a abordagem notável de outro importante comentarista desta história, o Ralbag (Gersônides). Na opinião dele, em princípio, nenhum milagre pode acontecer sem a participação de um profeta, portanto, de um humano. Por isso, ele explica que os três homens que visitaram Avrahám eram… homens! Quer dizer, profetas, que vieram para contar as notícias da gravidez de Saráh e do julgamento contra o povo de Sodoma. (…)

 

[A palavra hebraica usada para estes três visitantes é “malachím”, que significa literalmente “emissários (de D’us)”.]

 

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Traduzido do espanhol por Noahidebr
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A NÃO-espiritualidade de D’us

B”H

 

Na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”: “Hashém”; “Moshé”; “Mishná”; “Yeshayáhu”; “Bereshít”.

 

A NÃO-espiritualidade de D’us

 

D’us NÃO é espírito, espiritual ou espiritualidade

 

Muitas pessoas pensam que se D’us não é material, ELE só pode ser espiritual. “O que mais D’us poderia ser se não espiritual?” O fato é que o judaísmo e o noaísmo tem enfatizado muito a questão da imaterialidade de D’us mas enfatizado pouco a questão da NÃO-ESPIRITUALIDADE de D’us, quer dizer, pouquíssimas vezes é
abordado a Verdade de que D’us NÃO é espírito, de que D’us NÃO é um ser espiritual, de que D’us NÃO é espiritualidade. Quando dizemos que D’us não é físico, não estamos dizendo que ELE é espírito. Na verdade, D’us está além de ambos, do material e do espiritual, porque ambos são SUAS criações.

 

Extraído de “The Jewish Understanding of God” (O Entendimento Judaico de Deus), © Morasha Syllabus project.

Traduzido por Noahidebr

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▪D’us é INCORPÓREO (NÃO-material/NÃO-físico)

 

1. Maimônides (Rav Moshé Ben Maimon), Comentário sobre a Mishná, Ao Capítulo 10 do Tratado de Sanhedrin, Terceiro Princípio – Incorporeidade de D’us: ELE não é físico de forma alguma.

 

“D’us é totalmente imaterial. Isto significa que esta Unidade [que denominamos D’us] não é nem um corpo nem uma força física. Não podemos dizer que D’us se movimenta, está parado, ou existe em determinado lugar. Coisas assim não podem acontecer-LHE. Nossos Sábios ensinam que quando nossas sagradas Escrituras falam de D’us em termos físicos, tais como andar, estar de pé, sentar, falar – bem como todas as outras expressões similares – devem ser entendidas no sentido figurativo pois ELE não é um ser e nem uma força física. Não podemos conceber que D’us possua qualquer imagem ou forma[*].”

 

[* Que D’us criou o homem à SUA imagem (Bereshít {Gênesis} 1:27) significa que o homem compartilha das mesmas qualidades espirituais (atributos) que D’us emprega ao interagir com o mundo. Somente neste sentido é possível dizer que o homem parece-se com D’us.]

 

2. Rav Yaakov Weinberg, Fundamentos e Fé, páginas 43-44 – O fato de que D’us não é físico significa que não podemos eludir SUA consciência.

 

“É necessário compreender e estar ciente da incorporeidade ou imaterialidade de D’us (da não-fisicalidade de D’us) porque se D’us habita no espaço, o homem pode ver-se livre DELE. Se D’us habita no espaço, ELE é limitado – ELE tem limites – [e é finito]. Um ser material não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se O Onipotente está limitado no espaço, o homem pode eludir SUA consciência. Se o homem pode eludir SUA consciência, então D’us [não é D’us, e D’us] já não pode mais dizer à humanidade como agir. Quando alguém quiser fazer algo errado poderá certificar-se de que está escondido e de que assim escapará, convencido de que D’us nunca o saberá ou nunca irá encontrá-lo.

Se uma pessoa acredita que D’us é material, ela vai sentir-se capaz de escapar DELE. O raciocínio para essa conclusão é lógico: o ser humano procede naturalmente em concordância com suas crenças. Se uma pessoa assume a crença de que D’us é corpóreo, de que ELE habita no espaço [(quer dizer, de que D’us tem corpo e de que já que ELE tem corpo e obviamente não vive aqui na Terra, então, ELE reside no espaço]), então ela vai concluir intuitivamente que pode esconder-se DELE.”

Quando dizemos que D’us não é físico – que D’us não é um ser material – não estamos querendo dizer que D’us é, então, espírito – um ser espiritual. Na verdade, D’us está além de ambos, do material e do espiritual, porque ambos são SUAS criações. [D’us é O Criador de toda a existência, material e espiritual.]

 

3. Ibid. – D’us está além do espaço e do tempo.

 

“Embora o conceito da incorporeidade de D’us seja geralmente entendido, o conceito paralelo da SUA não-espiritualidade não é bem conhecido. Embora [(até mesmo dentro do próprio judaísmo)] D’us seja frequentemente referido como um ser espiritual[*], esse termo é aplicado indevidamente, por falta de outra palavra. Se um objeto material é definido como sendo limitado no tempo e no espaço, enquanto algo espiritual é limitado em termos de tempo mas não em termos de espaço, deve-se concluir que D’us não é nem material nem espiritual. O Onipotente não está limitado nem no espaço nem no tempo. Todos os seres materiais e espirituais foram criados por ELE, como está escrito: “No princípio D’us criou os céus e a terra” (Bereshít {Gênesis} 1:1).

 

[* Um texto judaico, por exemplo, diz: “D’us, que é todo espiritual”.]

 

Nossos Sábios aprenderam que “os céus” são uma referência às criações espirituais, como os anjos e o “Trono Celeste” [(os Ofanim e os Chaiot)], enquanto “a Terra” se refere a toda existência material. As almas dos seres humanos, também entidades espirituais, também foram criadas. Portanto, é errado descrever D’us em termos espirituais. D’us é único[ – singular –], nem físico nem espírito, O Criador tanto do mundo material quanto do mundo espiritual.

O versículo que Maimônides cita como prova da incorporeidade de D’us também pode ser aplicado à SUA não-espiritualidade. Ele cita o profeta judeu Yeshayáhu (Isaías 40:18, 25): “A quem, pois, podeis comparar Hashém (D’us)? Ou a que O podeis assemelhar?” Se D’us fosse material, ELE poderia ser comparado com tudo o que é material na criação. Da mesma forma, se ELE fosse espiritual, então ELE poderia ser comparado com qualquer coisa espiritual na criação. Nenhuma comparação pode ser feita, porque não existe nenhuma relação de qualquer tipo que possa descrever A Essência dO Criador. Nós podemos compreendê-LO somente em termos do relacionamento Criador-criação.”

 

[Portanto, como D’us é O Criador de tudo o que é matéria, obviamente ELE não é matéria. E do mesmo modo, como D’us é O Criador de tudo o que é espírito, obviamente ELE não é espírito. D’us está tão além de toda a espiritualidade quanto está de toda a fisicalidade. A Essência de D’us é tão incompreensível e inimaginável para as criaturas celestiais mais elevadas quanto o é para o homem. É totalmente impossível – tanto para os seres espirituais quanto para o homem – imaginar D’us. D’us está totalmente além da imaginação – nossa (humana), e mesmo da de todos os seres espirituais. D’us é absolutamente INIMAGINÁVEL – para todos os seres existentes, tanto espirituais quanto materiais. Assim como os humanos não sabem como D’us é, os seres espirituais também não sabem como D’us é. E assim como D’us em SI não reside no mundo físico, da mesma forma D’us em SI não reside no mundo espiritual. (Na verdade, D’us está em todos os lugares e simultaneamente em lugar algum.) E além de tudo isso, é fato também que não há, em toda a criação – em todo o mundo material e, inclusive, em todo o mundo espiritual – nenhum poder independente de D’us.

D’us, e SÓ D’us, é D’us – O Todo Infinito*.

 

* Quando dizemos que SÓ D’us é D’us, estamos dizendo que SÓ D’us sabe o que é D’us, isto é, SÓ ELE conhece a SI MESMO.

 

Tehilím (Salmos) 89: 7-9, 12:

“Quem, nos céus (nos mundos espirituais), pode comparar-se a Hashém? Quem, entre os seres celestes, é semelhante a Hashém? D’us é reverenciado entre (todos) os anjos (sem exceção alguma, sim,) temido por todos os que estão à SUA volta. Ó Hashém, D’us das Hostes, quem é poderoso como TU? TEUS são os céus (os mundos espirituais) e a terra, o mundo (material) e tudo o que ele contém, pois TU os fizeste.”

 

Yeshayáhu (o Profeta judeu Isaías) 46:5, 9:

“A quem ME assemelhareis, ou igualareis, ou comparareis, para considerar MEU equivalente? … EU sou D’us, e não há nenhum outro; somente EU sou D’us, e ninguém a MIM se compara.”

 

Devarím (Deuteronômio) 4:39:

“Saberás hoje, e considerarás no teu coração, que Hashém – ELE é O D’US, acima nos céus (isto é, acima nos mundos espirituais) e embaixo na terra (isto é, e embaixo no mundo material); não há nenhum outro.”

O seu deus é espírito? O seu deus é um ser espiritual? O D’us Único de Israel, Hashém, não é espírito, não é espiritual, não é espiritualidade. O D’us Único de Israel, Hashém, é O Criador da matéria e do espírito – O Criador da fisicalidade e da espiritualidade.]

 

 

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Salmos para serem recitados pelos Bnei Noah

B”H

 

 

(Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH”. Por exemplo: “Hashém*”.

Atenção: na transliteração dos termos hebraicos o “ch” tem som de “RR”. Por exemplo: “Nôach”.

 

* “Saibam (todos os povos) que Hashém é Deus” – Tehilím/Salmos 100:3.)

 

 

Gostaria de saber um salmo específico que um Bnei Nôach (noaíta/Filho de Noé) possa recitar todos os dias de manhã.

 

 

Você pode recitar todos os dias de manhã os Tehilím (Salmos) 15, 67 e 100*. Você também pode recitar todos os dias de tarde os Tehilím (Salmos) 145 e 23*. E você também pode recitar todos os dias de noite os Tehilím (Salmos) 91, 121 e 134*.

 

* Veja estes Tehilím (Salmos) abaixo.

 

 

● DE MANHÃ:

→ Tehilím/Salmos 15:

“Um salmo de David. Hashém, quem pode habitar em TEU Tabernáculo (o Bêt Hamicdásh – Templo Sagrado)? Quem pode ascender a TEU Sagrado Monte (Tsión)? Aquele cujo caminho é de retidão, que pratica o que é direito, cujo coração se rende à verdade (isto é, que não é hipócrita {literalmente, um na boca e um no coração}). Aquele que não tem nenhuma calúnia em sua língua, que jamais praticou o mal contra seu amigo nem causou vergonha (por suas ações) a seus parentes. O malévolo lhe é repulsivo, mas ele honra aos que temem a Hashém; aquele que não anula um juramento mesmo quando lhe é danoso. Aquele que nunca empresta seu dinheiro a juros, nem aceita suborno contra o inocente. Aquele que desta forma se comporta jamais sucumbirá.”

 

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→ Tehilím/Salmos 67:

“Ao mestre do canto, sobre instrumentos de cordas (neguinot), um salmo, um cântico. Que (Hashém) Deus nos conceda SUA graça e nos abençoe, e que faça sobre nós resplandecer SEU semblante para sempre, para que na terra seja conhecido SEU caminho, e entre todas as nações, SUA salvação. Então todos os povos (TE reconhecerão e) TE agradecerão, ó Deus; todos os povos (TE reconhecerão e) TE agradecerão. Todas as nações se alegrarão e cantarão louvores, porque com equidade as julgarás, e as governarás para sempre (isto é, pelo caminho reto as guiarás para sempre). (E, portanto,) todos os povos (TE reconhecerão e) TE agradecerão, ó Deus; todos os povos (TE reconhecerão e) TE agradecerão. Então a terra produzirá em abundância seus frutos; e (Hashém) Deus, nosso Deus, nos abençoará. Sim, Deus nos abençoará e será reverenciado e temido até os confins da terra.”

 

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→ Tehilím/Salmos 100:

“Um salmo de agradecimento. (De Moshê.) Habitantes de toda a terra, aclamai com regozijo a Hashém. Sirvam a Hashém com alegria e apresentai-vos com cânticos alegres diante DELE. Saibam que Hashém é Deus; foi ELE que nos fez* e somente a ELE pertencemos – somos SEU povo, o rebanho de QUEM é pastor. Com agradecimento atravessai SEUS portões (do Bêt Hamicdásh – Templo Sagrado) e erguei louvores em SEUS pátios; rendei-LHE graças e bendizei SEU NOME. Porque pleno de bondade é Hashém; SUA misericórdia é eterna e SUA fidelidade e dedicação se estendem por todas as gerações.”

 

 

* Isto é, saiba toda a humanidade que Hashém é Deus, e saiba também toda a humanidade que os Bnei Yisrael (os Filhos de Israel) – os judeus – são o povo criado pelo PRÓPRIO Deus para servi-LO, e para ensinar à humanidade a Verdade sobre ELE.

 

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● DE TARDE:

→ Tehilím/Salmos 145:

“Salmo de David. Exaltar-TE-ei, meu Deus, O Rei, e bendirei para todo o sempre TEU NOME. Sim, louvar-TE-ei a cada dia, e TEU NOME hei de eternamente abençoar. Grande é Hashém e digno de todos os louvores, pois incomensurável é SUA grandeza. Cada geração transmitirá à seguinte o louvor de TUAS obras, e narrará a grandeza de TEUS poderosos feitos. Meus pensamentos se voltarão para o esplendor de TUA Majestade, e sobre as maravilhas de TUAS realizações, falarei sempre. Sobre TEU poder temível e sobre a abundância de TUA generosidade não deixarei de me pronunciar, e sobre TUA permanente retidão cantarei exultante. Piedoso e pleno de bondade é Hashém, tardio em irar-SE, e sempre pronto a ser generoso. Hashém é bom para com todos, e SUAS misericórdias se estendem sobre todas as SUAS obras. Hão de agradecer-TE todas as TUAS obras, ó Hashem, e abençoar-TE todos os que TE são devotados. Sobre TEU reinado de glória falarão e sobre TEU poder narrarão, para dar a conhecer a todos os seres humanos TEUS atos poderosos e o glorioso esplendor de TEU reino. TEU Reinado (é um Reinado sobre todos os mundos e) se mantém por toda a eternidade e sobre todas as gerações manifesta seu domínio. Hashém reergue todos os caídos, e dá apoio a todos os abatidos. Os olhos de todos se voltam para TI com esperança, e o alimento de que precisam lhes proporciona no tempo apropriado. Abres TUAS mãos e satisfazes os anseios de todos os seres. Justos são todos os caminhos de Hashém e repletos de magnanimidade todos os SEUS atos. Hashém está sempre próximo dos que O invocam, dos que por ELE clamam com sinceridade. Atenderá o desejo dos que O temem; seu clamor há de escutar e lhes trará a salvação. Hashém protege aos que O amam, mas certamente destruirá os malévolos. Que proclame minha boca o louvor de Hashém, e bendiga toda criatura SEU Santo NOME por todo o sempre!”

 

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→ Tehilím/Salmos 23:

“Um salmo de David. Hashém é meu pastor e por isto nada me pode faltar. ELE me faz repousar em campos verdejantes, conduz-me a águas tranquilas. ELE restaura minha alma; guia-me por veredas da justiça por amor de SEU NOME. Ainda que eu siga pelo vale das sombras da morte, nada temerei, pois TU estarás comigo; TEU cajado e TEU bordão me darão apoio e conforto. Me preparas uma mesa de delícias na presença de meus inimigos. Unges com óleo minha cabeça, meu cálice transborda. Certamente a bondade e misericórdia me acompanharão por todos os dias de minha existência. E, por todo o sempre, habitarei na Casa de Hashém (o Bêt Hamicdásh – Templo Sagrado).”

 

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● DE NOITE:

→ Tehilím/Salmos 91:

“(Salmo de Moshê.) Quem quer que encontre refúgio no abrigo do Altíssimo estará sempre sob SUA proteção. Sobre Hashém declarei (e todos aprenderão de mim): ELE é meu refúgio e minha fortaleza, meu Deus, em QUEM deposito toda a minha confiança. ELE te livrará do laço do caçador traiçoeiro e da peste que assola tenebrosamente. ELE te cobrirá com SUAS asas e sob elas encontrarás abrigo seguro; SUA Verdade (isto é, a Torá) é um escudo abrangente. Não temas o terror que campeia durante a noite, nem a flecha que busca seu alvo durante o dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem tampouco o destruidor que ataca ao meio-dia. Ainda que tombem mil ao teu lado (esquerdo) e dez mil à tua direita, não serás atingido (por essas pragas). Somente teus olhos contemplarão e perceberão a retribuição proporcionada aos ímpios. Porque disseste: “Hashém é meu refúgio”, e fizeste do Altíssimo teu abrigo (isto é, e fizeste com que o Altíssimo seja seu abrigo), nenhum desastre se abaterá sobre ti e nenhuma calamidade se aproximará de tua tenda. Pois ELE encarrega SEUS anjos cuidarem de ti e de te protegerem por todos os caminhos. Tomar-te-ão nas suas mãos para que não tropece teu pé em alguma pedra. Poderás pisar sobre o leão e a víbora, sobre o filhote do leão e a serpente, sem perigo (isto é, nem animais selvagens nem cobras te prejudicarão).
“Ele se uniu a MIM, portanto o protegerei; mantê-lo-ei a salvo, porque ME ama. Quando ME chamar, hei de responder-lhe; estarei com ele quando enfrentar atribulações; resgatá-lo-ei e farei com que seja honrado. Contemplá-lo-ei com uma longa vida e o farei ver MEU poder salvador” – disse Hashém.”

 

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→ Tehilím/Salmos 121:

“Um cântico para ascensão. Ergo meus olhos para o alto de onde virá meu auxílio. Meu socorro vem de Hashém, O Criador dos céus e da terra. ELE não permitirá que resvale teu pé, pois jamais se omite AQUELE que te guarda. O Guardião de Israel jamais descuida, jamais dorme. Hashém é TUA proteção. Como uma sombra, te acompanha a SUA Destra. De dia não te molestará o sol, nem sofrerás de noite sob o brilho da lua. Hashém te guardará de todo mal; ELE preservará tua alma. Estarás sob a proteção de Hashém ao saires e ao voltares, desde agora e para todo o sempre.”

 

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→ Tehilím/Salmos 134:

“Cântico de ascensão. Bendizei a Hashém, todos vós, servos de Hashém, que estais na Casa de Hashém (o Bêt Hamicdásh – Templo Sagrado) à noite (para louvá-LO). Ergam suas mãos em santidade e bendizei a Hashém. E que de Tsión vos abençoe Hashém, que criou os céus e a terra.”

 

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Por
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© Rav Yitzchak Ginsburgh;
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© Rav Jacob Immanuel Schochet;
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Salmo de arrependimento para todos os dias

B”H

Gostaria de saber de um Salmo de arrependimento que eu pudesse rezá-lo todos os dias.

O Salmo 51 é chamado de “O Capítulo do Arrependimento” porque contém os princípios do arrependimento. O texto é a oração adequada para qualquer pessoa que deseja se arrepender de seus pecados.

→ Tehilím/Salmos 51:

“Ao mestre do canto, um Salmo de David, composto quando Natan, o profeta, veio para adverti-lo após sua união com Bat-Shéva. Concede-me TUA graça, ó Deus, conforme TUA benevolência, e por TUA imensa misericórdia apaga minhas transgressões. Limpa-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu reconheço minhas transgressões e ante mim está sempre meu pecado. Contra TI eu pequei e ante TEUS olhos pratiquei o mal; portanto, fundamentadas são TUAS palavras e justificada TUA sentença. Em iniquidade nasci e em pecado me concebeu minha mãe. TU buscas a verdade que se esconde no íntimo; traz-me sabedoria ao âmago de meu coração. Asperge-me com hissopo até que eu me purifique; limpa-me até que eu me torne mais branco que a neve. Faz-me novamente ouvir sons de alegria e regozijo para que possa exultar meu corpo alquebrado. Volta TUA face dos meus pecados (que estão de pé para acusar-me) e apaga todas as minhas iniquidades. Ó Deus, cria em mim um coração puro e renova a integridade no interior de meu espírito. Não me afastes da TUA Presença, nem retires de mim TEU espírito de Santidade. Rejubila-me novamente com TUA redenção e sustenta-me com TUA generosidade. Aos ímpios ensinarei TEUS caminhos e como pecadores podem retornar a TI. Livra-me do pecado de sangue derramado, ó Deus, Deus da minha salvação; então minha língua cantará exaltando TUA justiça. Hashém, abre meus lábios e minha boca dirá o TEU louvor. Pois TU não desejas que eu traga sacrifícios, nem queres oferendas (isto é, para uma transgressão intencional). A oferenda desejável para Deus é o coração contrito; um coração angustiado e pleno de arrependimento, ó Deus, TU jamais desprezarás. Em TUA boa vontade, faze o bem a Tsión e edifique as muralhas de Yerushaláim (Jerusalém) (isto é, (re-)construa SEU Templo). Comprazer-TE-ás com sacrifícios sinceros, e oferendas trazidos a TEU altar (no Bêt Hamicdásh – Templo Sagrado).”

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