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Os Sete Mandamentos dos Filhos de Nôach (Noé)

Os Sete Mandamentos dos Filhos de Nôach* (Noé)

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* Na transliteração dos termos hebraicos o “sh” tem som de “CH” (exemplos: “Hashém”, “Shéva”, etc.), e, (na transliteração dos termos hebraicos) o “ch” tem som de “RR” (exemplos: “Nôach”, etc.).

 

Por Rav Eliezer Shemtov

(Chabad.org)

 

O judaísmo não é proselitista; não busca converter toda a humanidade em judeus, já que crê que cada ser humano tem sua missão especial Divinamente outorgada, sem a necessidade de se tornar judeu. Não obstante, o judaísmo contém sim uma proposta de vida para as nações que não são judias.

Segundo nossas tradições, existe um código de ética universal conhecido como os Sete Mandamentos dos Filhos de Noé (Shéva Mitsvót Hashém le’Bnei Nôach), que vem a ser o plano Divino para a humanidade. O gentio (não-judeu) que cumpre este código tem assegurado um lugar no mundo vindouro e é comparado a um Cohen Gadol (Sumo Sacerdote), aquele que entrava no Santo dos Santos no Yom Kipúr.

Segundo relata o Talmúd, ao primeiro homem, Adám, D’us deu seis leis a respeitar:

1. Não adorar ídolos;

2. Não blasfemar;

3. Não cometer pecados de natureza sexual;

4. Não roubar;

5. Não assassinar;

6. Estabelecer tribunais de justiça para implementar o cumprimento dessas leis.

A sétima lei, não comer de animais vivos, foi dada apenas a Nôach (Noé) depois do Dilúvio, quando foi permitido comer carne animal. Esta permissão veio com a condição de que se mate o animal antes de comer sua carne. Daí vem a expressão Sete Mandamentos (Leis) dos Filhos de Nôach (Noé), porque são as sete leis divinamente outorgadas aos descendentes de Nôach (Noé), ou seja, a toda a humanidade.

Cada um desses mandamentos nada mais são que títulos; cada um deles contêm muitos detalhes e leis específicas. Você pode ler mais em:

MANDAMENTOS DIVINOS PARA TODOS OS DESCENDENTES DE NOÉ

https://noahidebr.com/2015/11/25/mandamentos-divinos-para-todos-os-descendentes-de-noe/

 

Maimônides (Rav Moshê ben Maimón) afirma que no Monte Sinai nós judeus fomos encarregados com a responsabilidade nacional e pessoal de nos preocupar em promulgar este código entre as nações, cada um de acordo com as oportunidades que tem.

Código Divino

Maimônides também observa que é fundamental que o respeito por este sistema se baseie no fato de que são mandamentos de origem Divina entregues por intermédio de Moisés. Aquele que cumpre com essas leis porque são leis Divinas, merece ser considerado um piedoso ((devoto) e justo) e sábio e tem um lugar no mundo vindouro. Aquele que cumpre com essas leis por iniciativa própia, simplesmente porque sua lógica assim o indica, sem atribuir-lhes origem Divina, não é considerado piedoso e nem (justo e) sábio entre as nações.

Ou seja, para alguém ser considerado piedoso e/ou sábio entre as nações, ele deve, antes de mais nada, reconhecer o fato de que D’us criou o mundo e deu a cada um de nós uma missão a cumprir.

Há quem questione esta afirmação e diga que o homem é capaz de ser correto e bom por conta própria, mais ainda, sem a intervenção de uma EXISTÊNCIA Suprema. Não é preciso ir muito longe na história para ver o que a sociedade alemã, uma civilização “sofisticada e correta”, foi capaz de fazer com milhões de seres humanos inocentes. Vê-se que os valores humanos baseados em critérios humanos não representam nenhuma garantia.

Enquanto há aqueles que perderam sua fé em D’us depois de ver tais barbáries, há aqueles que perderam sua fé no homem sem D’us…

Historicamente, não se viu um esforço para difundir este código. Por que, de repente, agora se fala deste assunto? A razão é muito simples: o judeu foi sempre perseguido sem direito de se expressar, especialmente em questões relacionadas à religião. Hoje em dia, visto que vivemos em sociedades democráticas onde a liberdade de expressão é permitida, temos a oportunidade, o dever e o privilégio de compartilhar com a sociedade este código ético.

Desde 1978, a cada ano, todo presidente dos E.U.A. assina, aprovado pelo senado e congresso, uma proclamação na qual proclama o dia do aniversário do Rebe de Lubavitch como dia Nacional da Educação. Em suas proclamações é destacada a contribuição do Rebe para a educação geral, ao promulgar a importância de uma educação baseada em valores éticos, especialmente como estão delineados no código bíblico das Sete Leis dos Filhos de Nôach (Noé).

Em 1995, o Rebe foi condecorado com a Medalha de Ouro entregue pelo Congresso dos E.U.A. em reconhecimento da sua contribuição para a educação geral.

Um Minuto de Silêncio

Em 1983, o Rebe falou sobre a preocupante realidade da delinquência juvenil e o que poderia ser feito a este respeito.

Ele apoiou a proposta do Minuto de Silêncio, segundo o qual cada dia de aulas – no sistema de educação pública – começa com um minuto de silêncio em que cada aluno deve refletir sobre o propósito da vida. Embora o Estado não possa intervir no conteúdo desse minuto de reflexão, ele pode e deve sim decidir que há que se dedicar tempo no começo do dia para pensar sobre o propósito da vida. A definição do conteúdo do mesmo seria tarefa dos pais, tutores ou guias espirituais de cada aluno.

Esta proposta também tem o benefício de oferecer aos pais a oportunidade de se envolverem na educação dos seus filhos e nas consequências positivas que isto traz.

Há muitos estados nos E.U.A. que implementaram esse Minuto de Silêncio no início de cada dia e viram uma queda significativa no índice da delinquência juvenil.

É uma proposta que não atenta contra a laicidade da educação; simplesmente oferece ferramentas para que esta educação produza alunos mais espiritualmente refinados e bem direcionados.

 

Por Rav Eliezer Shemtov

© Jabad (Chabad)

 

Traduzido do espanhol por Noahidebr

© Noahidebr 2015-2018

 

Veja também:

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

 

Veja o Credo (a Declaração de Fé) para toda a humanidade – o Credo de Noé – em

https://noahidebr.com/apresentacao/

 

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