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Qual é a prova lógica que há Um Só D’us?

B”H

 

[O que significa que há Um Só D’us?

E] qual é a prova lógica que há Um Só D’us?

 

Por Rav Aron Moss (Chabad)

 

Pergunta:

Aceito que algum tipo de “Ser Superior” criou o universo. Mas por que não pode haver muitos desses seres? Existe alguma razão lógica para dizer que há Somente Um D’us?

 

Resposta:

A definição de D’us é: “UMA DIMENSÃO SEM DEFINIÇÃO”. D’us não pode ser definido, porque se eu O defino então eu O limito. E algo limitado não é D’us. Definindo algo, dou limites. Se por exemplo eu defino uma maçã como uma fruta doce redonda que é verde ou vermelha, sei que quando eu encontro uma fruta púrpura comprida ela não pode ser uma maçã. Uma maçã se limita a ser redonda, vermelha ou verde. Essa é a sua definição.

D’us não pode ser definido, porque definindo-O você está dizendo que há algo que ELE não pode ser; mas isso não pode ser verdade, porque D’us é Ilimitado.

É por isso que só pode haver UM D’us. Porque se você não tem uma definição, não há nada fora de você. Não pode haver “outro”.

Um exemplo: dois países vizinhos só podem ser chamados de dois países quando há uma fronteira entre eles. Mas se um país não tem fronteira, se não há um lugar definido onde ele acaba e o outro país começa, como se pode dizer que há dois países? D’us não tem nenhuma fronteira, então, como pode haver mais de um deus? Onde está o fim do primeiro deus e onde o outro começa, se não existe nenhuma linha divisória entre eles?

O ato de criação é o ato de fazer as fronteiras e desenhar as definições: esta é uma maçã e não uma banana, esta é a terra e esse é o mar. A criação tem definições. O CRIADOR não tem uma definição. Isso é o que O faz D’us. E é por isso que só pode haver apenas UM.

 

Traduzido do espanhol por Noahidebr/Bnei Noach do Brasil

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© Noahidebr 2015-2018

 

Sobre distribuir os nossos artigos, veja

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D’us: Uma Introdução

B”H

 

D’us: Uma Introdução

Mergulhe em alguns conceitos incompreensíveis nesta exploração da definição judaica de D’us.

 

Por Rav Nechemia Coopersmith

 

INFINITO: FORA DO ESPAÇO

No filme de terror “A Bolha Assassina”, um monstro gelatinoso cai do espaço exterior e engole as coisas inteiras, assumindo o tamanho de tudo o que devora.

Imagine a bolha se esticando e engolindo toda a cidade de Nova York. Ela fica cada vez maior, estendendo-se para o Atlântico, a Europa, o Oriente Médio. O planeta inteiro é engolido e a bolha continua a se esticar para sempre, mastigando o universo.

Esta bolha é infinita ou finita?

É finita, é claro. Embora ela esteja ficando maior e maior, ela tem uma circunferência, uma fronteira. O seu tamanho pode ser medido; é físico.

Infinito não significa super grande. Significa sem limite e sem medida. Qualquer coisa que existe dentro do espaço é, por definição, finita, não importa que tamanho ela tenha.

 

D’US ESTÁ ALÉM DO ESPAÇO

Tente imaginar D’us antes que houvesse um universo.

Onde está D’us?

Algumas pessoas imaginam D’us estando em todos os lugares, envolvendo e preenchendo tudo. Mas para estar em todos os lugares, você precisa de um espaço. E o espaço não foi criado ainda! Infinito significa além do espaço. Sem limite (medida) e sem limitação (demarcação, definição). Sem corpo (aparência, figura, imagem) e sem forma. Sem fronteira (borda, contorno), sem massa, sem lugar.

Se isso é muito para a sua cabeça, relaxe. Isso significa que você está obtendo uma sensação da dimensão infinita. Há uma dificuldade embutida em tentar compreender “além do espaço”, porque nós estamos presos em um mundo finito. Tudo o que percebemos é filtrado através de nossas mentes finitas com vocabulário finito. Embora pareça que possamos definir a qualidade de estar além do espaço, não podemos compreender plenamente o que a nossa definição realmente significa.

 

DE VOLTA PARA O FUTURO

Em adição ao infinito no espaço, há também infinito no tempo.

No filme “De Volta Para o Futuro”, Marty McFly vai e volta do passado para o futuro com sua máquina do tempo. Será que isto torna o Marty infinito no que diz respeito a estar fora do tempo?

Claro que não. Embora ele possa mover-se para onde quiser no tempo, ele permanece continuamente dentro da estrutura do tempo.

Agora compreendemos por que no filme, o Professor coloca limitações nas viagens de Marty, dizendo-lhe que:

1) Ele não pode mudar a história.

2) Ele não pode encontrar a si mesmo em outra coordenada de tempo, pois isso criaria um paradoxo temporal capaz de destruir o universo inteiro. (Ei – isto é só um filme.)

Esta segunda limitação é um resultado do aspecto finito de viagem no tempo. Como uma pessoa pode estar em dois lugares em duas épocas, tudo ao mesmo tempo?!

Impossível – a menos que você seja infinito, totalmente livre do tempo e acima dele. Estar fora da linha do tempo significa estar em todos os lugares em todos os momentos – tudo ao mesmo tempo.

 

AVRAHAM DESCOBRE A PRIMEIRA CAUSA

Nosso antepassado Avraham (Abraão) começou sua busca pela dimensão infinita quando ele tinha três anos de idade com uma pergunta muito simples, todavia penetrante – o tipo de pergunta que a maioria dos de três anos fazem quando vêem algo pela primeira vez.

“De quem é isso?”

Um dia o pequeno Avraham vê a lua e pergunta a seu pai: “Pai, quem é o dono da lua?” Seu pai responde à maneira de qualquer adorador de ídolo que se preze: “Ela pertence ao deus da lua, filho”, enquanto tira o deus da lua da prateleira para mostrar a ele.

A próxima pergunta de Avraham é: “Pois bem, e quem é o dono do deus da lua?”

Com esta simples pergunta, Avraham está à beira de descobrir a fonte da criação. Ele percebe que deuses finitos têm um começo, algo que existia antes que os criou. Então Avraham continua indo para trás ao longo do processo, procurando o começo de tudo, desconsiderando os deuses finitos que existem no tempo e no espaço. Eventualmente, ele chega a D’us com um D maiúsculo, A DIMENSÃO que existia antes mesmo que houvesse tempo, e pergunta: “Pois bem, quem criou D’us? De onde ELE veio?”

Uma dimensão que existe além do tempo não vem de qualquer lugar. Ela sempre existiu. Se algo criou D’us, D’us teria um começo e ELE seria finito, não infinito. Além do tempo significa não ter começo nem fim. Eterno. Isso significa que não há nada que exista antes de D’us. ‘Antes’ é uma qualidade tempo-limite que se aplica apenas às entidades finitas. Por isso D’us é chamado de “A Primeira Causa” – O Motor Primordial – a dimensão que não tem outra dimensão que A precede.

Avraham descobre a fonte infinita de existência, uma Dimensão Eterna, sem estar limitada pelo tempo e pelo espaço.

 

“Todo judeu deve acreditar e saber que existe uma Primeira DIMENSÃO, sem começo nem fim, que trouxe todas as coisas à existência e continua a sustentá-las. Esta DIMENSÃO é D’us*.” (Rav Moshe Chaim Luzzatto, em sua obra do século 18, O Caminho de D’us.)

 

* Levando em conta ainda que não é só uma questão de D’us, O INFINITO, não ser físico nem ser material, mas que também D’us não é espírito nem é espiritual. D’us também está além ou fora do Céu, afinal, mesmo ou tudo o que é espiritual (os espíritos [seres espirituais], o mundo espiritual, a natureza espiritual) foi criado por D’us. Assim, D’us não é homem, não é humano, não é pessoa [uma, duas ou três], não é anjo e não é espírito. D’us é O TODO-INFINITO, e, portanto, O INIMAGINÁVEL.

 

Traduzido do inglês por Noahidebr/Bnei Noach do Brasil

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O que é “Bnei Noach”? Conjunto de matérias

BEM-VINDO AO SITE DE BNEI NÔACH (FILHOS DE NOÉ)

Clique (no link) acima

 

 

· O que é “Bnei Noach” (lê-se Bnei Nôarr)?

What is “Bnei Noah”?

Qué es “Bnei Noaj”?

 

· O que é “Noaítas”?

What is “Noahites”?

Qué es “Noájidas”?

 

· O que é “Noaísmo”/”Noachdút”?

What is “Noahism” or “Noahidism”?

Qué es “Noajismo”?

 

· O que é “(7) Leis (dos Filhos) de Noé”?

What is “(7) Laws (of the Children) of Noah”?

Qué es “(7) Leyes (de los Hijos) de Noé”?

 

 

Centenas de matérias, curtas e compridas, todas provenientes de fontes confiáveis, e todas na Língua Portuguesa, que explanam sobre esse tema de Bnei Noach/Filhos de Noé/Noaítas/Noaísmo.

Hundreds of subjects short and long, all from reliable sources, and all in Portuguese, which explain on this theme of Bnei Noah/Children of Noah/Noahites/Noahism.

Cientos de estudios, cortos y largos, todos de fuentes confiables, y todos en portugués, explicando acerca de este tema de Bnei Noaj/Hijos de Noé/Noájidas/Noajismo.

 

 

Confira (Check/Confiera):

(Todos os links citados a seguir servem de Introdução para você descobrir e conhecer a Fé Original da humanidade.)

(All the links cited below serve as an Introduction for you to discover and know the Original Faith of humanity.)

(Todos los enlaces citados abajo sirven de Introducción para que usted descubra y conozca la Fe Original de la humanidad.)

 

 

→ Definições da expressão Bnei Noach

 

→ O Caminho Espiritual do não-judeu

 

→ Caminhar na Presença de D’us

 

→ Os Sete Mandamentos dos Filhos de Nôach (Noé)

 

→ Apresentação

 

→ (Dois Artigos) O Rebe, os judeus e os noaítas | Mais de 5.000 visualizações

 

→ As Sete Mistvot que unem a Humanidade

 

→ MANDAMENTOS DIVINOS PARA TODOS OS DESCENDENTES DE NOÉ

 

→ Judeus e Não-judeus: Alcançando os Não-judeus

 

→ As Sete Leis de Noé no Talmud da Babilônia (Sanhedrin 56a)

 

→ Não há necessidade de um não-judeu converter-se ao Judaísmo para desfrutar um relacionamento pessoal com D’us

 

→ O modo de vida dos Bnei Nôach

 

 

Entre outras.

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Do que trata o Noaísmo?

TEXTO REVISTO E PARCIALMENTE REFORMULADO POR NOAHIDEBR.

 

Do que trata o Noachdút (Noaísmo)?

 

Por Rav Uri Cherki

 

Existe a idéia de que o Noaísmo (“Noach” + “ismo”) consiste em aceitar os Sete Preceitos de Noach (Noé). No entanto, esta é uma definição incompleta. Uma definição mais completa é: “Os noaítas são não-judeus que querem observar corretamente os Preceitos que [O PRÓPRIO] D’us entregou, de acordo com o que foi ensinado através da Tradição Judaica.”

Em primeiro lugar, os noaítas reconhecem o Judaísmo – a religião e a Tradição Judaica – em sua completitude, incluindo a aceitação da Torá Oral e Escrita, do Talmud e seus comentários – o sistema religioso judaico. Os noaítas cumprem os 7 Preceitos de Noach porque eles foram entregues por D’us através de Moshé (Maimônides, em seu livro Mishnê Torá, explica que apesar do fato de que os 7 Preceitos poderiam ser cumpridos de modo instintivo uma vez que são ações naturais para o homem, só é chamado Justo ou Sábio Entre As Nações quem os cumpre por terem sido ordenados por HASHEM através de Moshé). Quem cumpre os 7 Preceitos por entender que são ações importantes para o homem, mas sem adjudicar a eles uma obrigação dada por D’us à humanidade através de Moshé, NÃO é “Justo” e NEM “Sábio Entre As Nações”. Assim, quando um noaíta observa os Sete Preceitos de Noach o faz por um reconhecimento do Judaísmo e sua integridade com a Torá Escrita e Oral.

Existem diferenças de opinião dentro do Judaísmo sobre os detalhes que inclue o sistema religioso noaítico. Alguns opinam que os Sete Preceitos são o máximo que as nações podem ou devem cumprir. Outros sustentam que os Sete Preceitos são o mínimo que D’us espera de todas as pessoas. [Halachicamente] cada não-judeu que se identifica como Noaíta pode tomar sobre si outros preceitos da Torá*. (Fonte: Maimônides, Mishnê Torá, Leis dos Reis, capítulo[s 8, 9 e] 10).

 

( Veja em
https://noahidebr.com/2016/08/01/maimonides-e-os-bnei-noach/ )

 

* À exceção das mitsvót Edót. Veja

https://noahidebr.com/2015/10/29/6-mandamentos-judaicos-que-os-noaitas-nao-devem-observar/

 

https://noahidebr.com/2018/06/12/mandamentos-para-os-judeus-e-mandamentos-para-os-bnei-noach/

 

https://noahidebr.com/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

 

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Traduzido do espanhol por NoahideBr/Bnei Noach do Brasil

 

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O Povo de D’us

Mensagem_Papa_Pessach

Carta do Papa Francisco de 25/3/2013

 

B”H

 

O Povo de D’us

Quem é o Povo de D’us?

 

Todas as religiões que dizem acreditar em D’us também são unânimes em dizer que D’us tem um Povo. Quem é o Povo de D’us?

Os católicos dirão que são eles. Os ortodoxos dirão que são eles. Os evangélicos dirão que são eles. Os messiânicos dirão que são eles. Os espíritas dirão que são eles. Os islâmicos dirão que são eles. Na verdade, todos os povos são de D’us. Mas D’us também criou e escolheu um Povo para dar testemunho e ensinar sobre “ELE” a todos os outros povos. Ninguém menos que o Papa Francisco responde a esta pergunta. Ele reconheceu e admitiu duas vezes por ocasião da Festa de Pessach:

 

Em 25 de março de 2013, o Papa Francisco escreveu para o líder da comunidade judaica de Roma, Rav Riccardo Di Segni, dizendo:

“O Onipotente, que libertou o Seu povo da escravidão do Egito para guiá-lo até à Terra Santa continue a libertar-vos de todo o mal e vos acompanhe com a sua bênção.”

 

E em 21 de abril de 2016, o Papa Francisco novamente escreveu para o rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, dizendo semelhantemente à primeira vez:

“que o Onipotente libertou o Seu amado povo da escravidão e o conduziu à Terra prometida.”

 

Em toda a História da Humanidade, somente um povo foi libertado por D’us da escravidão do Egito e conduzido por “ELE” à Israel, celebrando esses acontecimentos todos os anos, por mais de 3300 anos, na Festa de Pessach:
O POVO JUDEU.

Assim, o Povo Judeu, SIM, são as Verdadeiras Testemunhas de Y-H-V-H (HaVaYaH [D’us]) (veja o Profeta Judeu Isaías [Ieshaiáhu] 42:1,5,6; 43:1,5,6,10,11,12,15,16,17,18,19,20,21; 44:1,2,6,7,8,21).

(Pessach neste ano é de 22 a 30 de abril.)

Foi profetizado que toda a Humanidade reconhecerá e admitirá que D’us existe e que D’us tem um povo e que este povo é o Povo Judeu (veja o Profeta Judeu Zacarias [Zechariá] 8:23*). Essa profecia está se cumprindo em nossos dias, bem diante de nossos olhos.

* Veja várias traduções desse versículo:
http://abibliajudaicanoseucontextojudaico.blogspot.com.br/2010/10/deus-esta-contigo-com-quem.html?m=1

 

Aqueles que agora estão abandonando suas religiões para servir O D’us de Israel em parceria com o Seu Povo, o Povo Judeu, são os chamados Bnei Noach (expressão hebraica que significa Filhos de Noé) (também chamados Noaítas).

 

Fontes:

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-sauda-comunidade-hebraica-pela-celebracao-da-pascoa/

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-sauda-judeus-na-celebracao-da-pascoa/

 

Por Noahidebr

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A Prova da Existência de D’us, Parte 1

B”H

 

D’us existe?

Se D’us existe, qual é a prova de Sua Existência?

Por que D’us não SE “mostra” (SE revela) à Humanidade?

E se D’us existe, O QUE é D’us?

 

SIM, D’us existe. E a prova da Existência de D’us é a existência de Seu Povo. A prova da Existência de D’us é o FATO de que “ELE” MESMO criou e escolheu um povo para SI. E SIM, D’us já SE “mostrou” à Humanidade, só não sabe quem não quer.

A próxima Grande Festa Judaica de 2016 é PÊSSACH, de 22 a 30 de abril (14 a 22 de Nissan).

Saiba o que significa PÊSSACH e quais são as respostas às perguntas acima em:

 

· PÊSSACH – A FESTA DA LIBERDADE

 

· Três níveis de percepção do Divino

 

· As Dez Pragas do Egito

 

· O Milagre da Abertura do Mar

 

· MONTE SINAI: O ENCONTRO ENTRE D’US E ISRAEL

 

· A Unicidade de D’us

 

Confira também:

Seis textos especialmente selecionados para as questões

 

E para aprender sobre A Fé e O Caminho Espiritual Originais da humanidade, aqueles dados pelo PRÓPRIO D’us a todos os não-judeus, veja:

Palavras do Rebe a toda a humanidade (a todos os não-judeus do mundo)

 

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A Prova da Existência de D’us, Parte 2

A Prova da Existência de D’us, Parte 2

 

PÊSSACH – A FESTA DA LIBERDADE

O Êxodo do Egito, celebrado na festa de Pêssach, permeia toda a lei e a tradição judaicas. A Hagadá, texto lido durante o Sêder, ensina que em cada geração é dever de todo judeu sentir-se como se ele próprio tivesse saído do Egito.


 

Efetivamente, a Torá nos (a nós judeus) ordena “…para que todos os dias da tua vida te recordes do dia da tua saída da terra do Egito” (Deuteronômio 16:3). Instrui-nos, também, que se acaso nossos filhos nos perguntarem por que seguimos esses mandamentos, deveremos responder: “…pelo que HaVaYaH me fez quando saí do Egito” (Êxodo 13:8).

A lei judaica e seus mandamentos estão vinculados ao Êxodo. O primeiro dos Dez Mandamentos é a afirmação Divina de que ELE é HaVaYaH, nosso D’us, que nos tirou da terra do Egito, da casa da escravidão (Êxodo 20:2). Ao invés de SE declarar como O CRIADOR de todo o universo, D’us apresenta-SE como O responsável por ter libertado o povo judeu da servidão egípcia.

O Talmud menciona que o povo judeu necessita, sempre, de um sinal de seu vínculo com D’us, representado através da colocação dos tefilín e da observância do Shabát (Eruvin 96a). A Torá menciona quatro vezes o mandamento do uso dos tefilín, duas das quais relacionando-o com o Êxodo: “E será para ti como um sinal sobre tua mão e como lembrança entre teus olhos, para que esteja a Lei de HaVaYaH em tua boca; pois com mão forte te tirou HaVaYaH do Egito” (Êxodo 13:9). E, mais adiante: “E será como um sinal sobre tua mão e por meio de filactérios (tefilín) entre teus olhos, porque com mão forte nos tirou HaVaYaH do Egito” (Êxodo 13:16).

O mandamento de guardar o Shabát também é associado com o Êxodo: “Guardarás o dia do Shabát para santificá-lo, como te ordenou  HaVaYaH, teu D’us…E de que servo foste na terra do Egito, e que de lá te tirou HaVaYaH, teu D’us, com mão forte e braço estendido; portanto te ordenou HaVaYaH guardar o dia de Shabát” (Deuteronômio 5:12-15).

É evidente que o Êxodo foi de grande importância histórica para o povo judeu. Mas por que estaria relacionado com os mandamentos religiosos? E por que, milhares de anos mais tarde, somos obrigados a lembrá-lo e a transmiti-lo a nossos filhos?

Lições do Êxodo

Na Torá vemos que D’us apresenta-se sob vários Nomes. Mas há dois destes que são, quase sempre, utilizados: um é Elohím, enquanto o outro é composto de quatro letras hebraicas: yud, hei, vav, hei. Este último Nome, que jamais pode ser pronunciado, nem mesmo nas orações(*), é traduzido como “meu SENHOR” ou “O ETERNO”.

(* A única forma dO NOME autorizada para a pronúncia das quatro letras é HaVaYaH (Havaiá).) 

 

Os nossos sábios assinalam que o nome Elohím tem o mesmo valor numérico que a palavra “natureza”. Isto representa o envolvimento de D’us com o mundo no curso natural dos acontecimentos, quando o homem é julgado com rigor e justiça. O Nome de quatro letras representa o atributo Divino da misericórdia, quando ELE julga o homem, repleto de perdão e de imerecida bondade, realizando milagres e maravilhas.

Uma leitura atenta da Torá revela que apesar da idolatria que predominava no Egito, os egípcios acreditam em D’us. Ao serem surpreendidos com a praga dos piolhos, os conselheiros do faraó aconselham-no com as palavras: “Isto é o dedo de D’us” (Elohím) (Êxodo 8:15). E, no entanto, quando Moisés se encontrou diante do faraó e lhe transmitiu a ordem de D’us de libertar o povo judeu, o faraó lhe responde que como desconhecia HaVaYaH (o Nome de quatro letras), não libertaria o povo de Israel (Êxodo 5:2).

Apesar de os egípcios terem conhecimento da existência de D’us, ainda assim adoravam outros deuses e a própria natureza, por acreditar que cada um desses fosse uma fonte independente de poder no mundo. Até mesmo o Rio Nilo e o faraó eram tidos pelos egípcios como divindades a serem reverenciadas.

Não se trata de simples coincidência o fato de que o D’us dos hebreus tivesse castigado o Egito com pragas relacionadas à natureza. O rio adorado pelos egípcios vira um mar de sangue e suas terras, colheitas, posses e corpos são presa de uma série de catástrofes.

D’us ridiculariza tudo aquilo em que acreditavam. E ainda assim, o faraó não percebe ou finge não perceber que HaVaYaH, D’us de Israel, e o D’us da natureza (Elohím) são UM ÚNICO e MESMO, e que não há outras forças reinantes no mundo. D’us então ordena a Moisés que transmita este aviso ao faraó: “Assim falou HaVaYaH, D’us dos hebreus: Envia o Meu povo para que ME sirva. Porque desta vez EU mandarei todas as Minhas pragas a teu coração, a teus servos e a teu povo, para que saibas que não há como EU em toda a terra. Pois agora poderia estender Minha mão e ferir a ti e a teu povo com a pestilência, e serias aniquilado da terra. Entretanto, por isto é que te fiz ficar, para mostrar-te Minha força, e para que MEU Nome seja anunciado em toda a terra” (Êxodo 9:13-16). A mensagem é clara: o mundo não havia sido criado por D’us para ser abandonado nem tampouco deixado ao acaso das vicissitudes do destino, especialmente quando um perverso faraó acreditava reinar, supremo. Que os maus saibam disto e que a ruína do Egito lhes sirva de lição. E quanto aos bons e justos deste mundo, ainda que temporariamente se vejam cercados de problemas e sofrimento, devem ter a certeza de que D’us está sempre presente, a seu lado, em pleno controle de Seu mundo.

Aí está contida uma lição fundamental do Êxodo. Para que os homens não errassem como o fizeram os egípcios, o primeiro dos Dez Mandamentos é a revelação Divina de que ELE é HaVaYaH que tirou os judeus da escravidão no Egito. Se D’us SE tivesse revelado como O CRIADOR de tudo, poderíamos também acreditar que ELE estivesse confinado a este mundo tão natural por ELE criado. Os relatos celebrados em Pêssach nos lembram que só há Uma Única Fonte de todas as forças existentes no mundo. O mesmo D’us que fez de todos os rios do Egito mares de sangue, ESTE mesmo D’us pode fazer cair de joelhos o mais poderoso dos impérios, ao passo que pode elevar os escravizados e oprimidos às maiores alturas espirituais e materiais. Assim sendo, o Êxodo nos ensina que D’us está contido na natureza e além. ELE é Onipresente, está em todas as partes – nos Céus e, também, como ELE PRÓPRIO ordena a Moisés que diga ao faraó – “no meio da terra” (Êxodo 8:18).  HaVaYaH ouve nossas preces, realiza milagres e está sempre atento aos atos e pensamentos mais recônditos de todos os seres. E, mais ainda, com SUA ubiqüidade, dá forma ao curso dos eventos, ainda que nem sempre nos apercebamos disto. Em verdade, como pregam os místicos, ELE define tudo o que é real: apesar de o homem ser dotado de livre arbítrio, tudo o que ocorre provém de D’us. Não há força, poder ou razão de ser que não seja a SUA. A Torá assim o atesta: “(Pergunta…) se tentou D’us vir e tomar para SI uma nação do meio de outra nação por meio de provas, de sinais e de milagres, como tudo o que fez por vós HaVaYaH no Egito, diante de vossos olhos? A ti foi mostrado para que soubesses que HaVaYaH, ELE é D’us, e não há outro além d’ELE” (Deuteronômio 4:34-35).

Os sinais entre D’us e o povo judeu – o Shabát, a colocação dos tefilín e vários outros – têm uma razão específica para estar correlacionados com o Êxodo. É um lembrete eterno de que D’us preocupa-SE e está profundamente envolvido com os problemas dos homens. E, por isso, há um propósito Divino em se guardar os SEUS mandamentos. Com a libertação do povo judeu do Egito e a subseqüente outorga da Torá, D’us revelou-SE diante de toda uma nação. Com isto, ELE ensinou ao homem que este tem um propósito na vida e, portanto, receberia leis e diretrizes para poder cumprir sua missão pessoal e coletiva. Nós somos obrigados a nos lembrar disto todos os dias de nossa vida.

O dom da liberdade

Logo após libertar o povo judeu do jugo egípcio, D’us lhes outorga a Torá. É importante notar que quando D’us primeiro se manifesta a Moisés, ELE emite a seguinte ordem: “Porque… depois de haveres tirado o povo do Egito, servireis D’us sobre este monte” (Êxodo 3:12). Tratava-se do Monte Sinai, local onde o povo judeu iria receber os mandamentos Divinos, com o encargo de mantê-los e transmiti-los a todas as gerações futuras.

Vemos, na Torá, que da mesma forma como D’us tem vários Nomes, ELE também tem várias formas de descrever SEU relacionamento com o povo judeu. ELE os chama de “Meus filhos”, “Meu primogênito”, entre várias outras formas carinhosas. Mas, também, com freqüência, os declara “Meus servos”. A interpretação para tal é que por tê-los salvo do faraó, D’us tornou-SE o novo Senhor dos judeus. Pois que está escrito: “…EU sou HaVaYaH, vosso D’us, que vos tirei da terra do Egito. E guardareis todos os MEUS estatutos e todos os MEUS decretos, e os cumprireis; EU sou HaVaYaH” (Levítico 19: 36-37). Em outras passagens, D’us dita ao povo judeu que seu propósito na vida é temer e servir ELE: “E agora, ó Israel, o que pede HaVaYaH, teu D’us, de ti? Apenas que temas HaVaYaH, teu D’us, que andes em todos os SEUS caminhos, ames e sirvas HaVaYaH, teu D’us, com todo o teu coração e com toda a tua alma; que guardes os mandamentos de HaVaYaH e os SEUS estatutos que EU te ordeno hoje, para o teu bem” (Deuteronômio 10:12-13).

Teria sido a liberdade adquirida durante o Êxodo uma troca de propriedade, ainda que por um Senhor infinitamente superior? Isto parece contradizer o próprio espírito de liberdade advindo da libertação.

Em verdade, o temor a D’us, da forma como é definido pela Torá e desde que adequadamente aplicado, constitui o próprio significado de liberdade. É a compreensão de que “não há outro além d’ELE” a permitir que o homem seja realmente livre, a optar por não fazer o mal a despeito das forças externas ou impulsos internos que pendam para o outro extremo. Este conceito é ensinado em um relato da Torá: quando o faraó ordenou que todos os recém nascidos judeus do sexo masculino fossem atirados ao mar, duas mulheres hebréias recusaram-se a cumprir a ordem. “E temeram D’us as parteiras, e não fizeram como lhes havia falado o rei do Egito, e deixaram os meninos viver” (Êxodo 1:17). Seus nomes eram Shifrá e Puá, que os sábios identificaram como Yochéved e sua filha Miriam. Como recompensa por terem temido D’us, desafiando a maligna ordem do faraó, ELE as recompensou fazendo delas a mãe e a irmã de Moisés. Este seu filho e irmão tornar-se-ia não apenas o líder do povo judeu em sua libertação do jugo egípcio, mas também o maior profeta de D’us de todos os tempos.

A lição contida neste relato é o segredo da verdadeira libertação do homem. Enquanto o homem temer e obedecer D’us, nenhum outro temor ou receio o deverá abater. Ele é livre para escolher a verdade, a justiça e o caminho da correção, a despeito dos imperativos e ameaças dos faraós de nosso mundo. Assim sendo, não é de surpreender que outros povos historicamente se tenham inspirado no Êxodo em sua luta pela liberdade. Os Estados Unidos, em particular, ao lutar contra os ingleses por sua independência e em sua luta interna pelos direitos civis de seus cidadãos, evocaram a memória do Êxodo dos judeus do Egito. Em referência direta à saída do povo judeu da escravidão para a liberdade, os fundadores da nação americana cunharam a frase: “Rebelar-se contra a tirania é obedecer D’us”.

A obediência a D’us é, de fato, o ponto máximo da revolta contra a tirania. No momento em que o homem percebe que D’us não é apenas Elohím, mas também HaVaYaH, O BONDOSO, AQUELE que controla todas as ocorrências, nesse momento já não há mais nada ou ninguém a temer. Apesar de não o perceber, o faraó nada mais é do que um joguete nas mãos do D’us Vivo de Israel. Isto é ilustrado por um fascinante ensinamento chassídico. A Torá nos conta que antes de lançar a oitava praga contra os egípcios, D’us ordena a Moisés ir ao palácio do faraó e, mais uma vez, exigir dele a libertação do povo judeu. D’us diz a Moisés: “Vem ao faraó” (Êxodo 10:1). A escolha das palavras é estranha; a ordem deveria ter sido “Vá ao faraó”. Os místicos judeus explicam que D’us de fato dizia a Moisés “Vem COMIGO ao faraó. Juntos entraremos no palácio da grande serpente. Juntos descobriremos o segredo mais cuidadosamente guardado pelo mal: o fato de que este mal, de fato, não existe. E quando aprenderes este segredo, nenhum mal há de te derrotar. Quando verdadeiramente absorveres este segredo, tu e teu povo serão verdadeiramente homens livres”.

A suprema libertação

A certa altura do Sêder de Pêssach, abrimos as portas para receber o espírito do profeta Eliahu, ou Elias. Também lhe dedicamos uma taça de vinho – a quinta taça do Sêder. Em seu tempo, o profeta Eliahu declarou a D’us que todo o povo judeu O havia abandonado (Reis 19:10). E, por este motivo, o profeta visita todas as casas nos Sedarim de Pêssach para testemunhar que, apesar dos milhares de anos de exílio e mesmo nas circunstâncias de maior provação, o povo judeu permaneceu fiel a HaVaYaH, e continua celebrando a outorga desse SEU presente – a liberdade.

O profeta Eliahu também visita o Sêder pelo fato de este ser não apenas uma comemoração do passado, mas uma exaltação ao futuro. O Êxodo e todos os seus milagres, a libertação do povo judeu e sua jornada para a Terra Prometida, prenunciam um futuro de uma redenção ainda maior. Há um ensinamento que nos diz que o profeta Eliahu será aquele a anunciar a chegada dessa nova era.

Em nossas orações, denominamos a festa de Pêssach de Zman Heruteinu, a “época de nossa liberdade”. Não nos referimos à mesma como “época de nosso júbilo”. Isto porque, apesar de suas maravilhas e milagres extraordinários, e apesar de ter sido feita justiça, não nos rejubilamos com o sofrimento e a morte de outros povos.

A libertação final, no entanto, será uma era de júbilo perene e ilimitado para todos os povos. Enquanto o primeiro Êxodo só envolveu o povo judeu, o próximo irá incluir o mundo todo(*). Todos os judeus retornarão à Terra de Israel e lá viverão em segurança para sempre. Toda a humanidade somente conhecerá a paz e a prosperidade. Não mais haverá sofrimento individual nem coletivo. Enfermidades, pobreza, ignorância, angústia e mesmo morte serão fenômenos do passado. E aqueles que já deixaram este mundo retornarão ao nosso convívio.

(* Porque o mundo inteiro então não só acreditará na existência do Elohím, mas O conhecerá – o mundo todo conhecerá HaVaYaH.)

 

Ainda iremos nos reunir, todos, em Jerusalém, como proclamamos na conclusão do Sêder de Pêssach. Pois que HaVaYaH nos prometeu, em Miquéias 7:15, …“Como nos dias de tua saída do Egito, EU te mostrarei maravilhas”. Que seja a SUA vontade que isto ocorra de pronto, ainda em nossos dias.

 

 

Para A Prova da Existência de D’us, Parte 3, veja

· Três níveis de percepção do Divino

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