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As Sete Leis de Noé no Talmud da Babilônia (Sanhedrin 56a)

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Sanhedrin 56a

As Sete Leis de Noé* no Talmud da Babilônia

 

* As Leis Noaíticas ou As Mitsvót (Leis Divinas) Universais

 

 

Sanhedrin 56a

תנו רבנן שבע מצות נצטוו בני נח דינין וברכת השם ע”ז גילוי עריות ושפיכות דמים וגזל ואבר מן החי

 

“Nossos rabinos ensinaram: sete mitsvót (preceitos) foram ordenados aos descendentes de Noé: leis sociais [1]; abster-se de blasfêmia, idolatria; adultério; assassinato; roubo; e comer carne tirada de um animal vivo.”

[1] Isto é, estabelecer tribunais de justiça, ou, talvez, observar a justiça social (Rav Nachmânides em Gên. XXXIV, 13): Hast. Dict. (s.v. preceitos noaicos) traduz ‘obediência à autoridade’.”

 

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Por Rav Adin Steinsaltz

 

Publicado na versão hebraica da Edição Steinsaltz do Talmud:

 

Sanhedrin 56a-b

“Nós normalmente pensamos da Torá como comandando o povo judeu a viver de acordo com suas leis. Quais responsabilidades e obrigações a Torá comanda os não-judeus a realizar?

A “Daf Yomi” (hebraico: דף יומי‎, “página do dia” ou “folha/página diária”) da Guemará cita um Tosefta que ensina as leis dos “shéva mitsvót Bnei Nôach” – sete mandamentos dos Bnei Noach/Filhos de Noé, incluindo:

· Dinim – o mandamento de estabelecer um sistema jurídico/legal

· Birchat Hashem – uma proibição contra a blasfêmia

· Avodá Zará – uma proibição contra a adoração de ídolos

· Guilui Arayot – uma proibição contra a depravação sexual

· Shefihut Damim – uma proibição contra o assassinato

· Guezel – uma proibição contra o roubo

· Ever min hachai – uma proibição contra comer de um animal vivo

A fonte para esses sete mandamentos é apresentada pelo rabino Yochanan como decorrentes do primeiro mandamento dado por D’us a Adám. No Sêfer Bereshít (Livro de Gênesis 2:16-17) vemos que D’us ordenou a Adám comer livremente de quaisquer das árvores no Jardim do Éden com a exceção da “etz ha-da’at tov va-ra” – árvore do conhecimento do bem e do mal – que foi proibida a ele. Por meio de uma série de interpretações homiléticas, as palavras nestes pesukim (versículos) são compreendidas para se referir às várias ações e comportamentos que são proibidos.

No compêndio midráshico Lekach Tov outra sugestão é levantada sobre a origem das shéva mitsvót Bnei Nôach (sete leis dos Filhos de Noé). Além da interpretação homilética dos versículos no Sêfer Bereshít (Livro de Gênesis), encontramos também uma série de referências específicas no Tanách (bíblia Judaica) para punições dadas aos não-judeus para estes tipos de transgressões. Assim, verificamos que Káyin (Caim) é punido por matar Hével (Abel) (Bereshít capítulo 4), Avimélech (Abimeleque) é punido por tentar se envolver em relações sexuais com Saráh (Bereshít capítulo 20), a geração do dilúvio foi punida por “hamas” – por roubar (Bereshít 6:11) – e verificamos no Sêfer Iyov (Livro de Jó 31:26-28) que a adoração de ídolos era proibida para eles.”

 

© Orthodox Union (www.ou.org)

 

Traduzido do inglês por Noahidebr.

 

O Rav Yosef Kantor também explica sobre as Sete Leis Noaíticas:

“A Torá não as lista como sete [(do mesmo modo que não lista as 613 mitsvót dos judeus como 613)]. O Talmúd (Sanhedrín 56a) aponta sete leis na Torá e compila a lista de sete.”

 

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Veja também:

https://noahidebr.com/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

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