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O governo ideal

O governo ideal

 

Por Rav Yacov Gerenstadt

Nesta época conturbada em que nos encontramos, onde o povo manifesta e reivindica das lideranças atitudes de justiça, honestidade e sentimento humanitário, é preciso refletir a fim de encontrar o caminho para uma verdadeira “ordem e progresso”.

Ao longo dos séculos, a humanidade enfrentou várias formas de governo. No passado, as monarquias imperialistas dominaram o mundo. Em um tempo mais recente, presenciamos o colapso do comunismo e, hoje, vivemos em um sistema de democracia capitalista.

De uma maneira geral, percebemos que os sistemas mudaram, mas os conflitos permanecem. A diferença é que, no passado, o povo oprimido era obrigado a se calar, enquanto que hoje o povo sai às ruas, manifestando publicamente seus anseios, suas angústias e decepções.

Em todo caso, a humanidade continua atormentada pelo mesmo conflito básico: direitos individuais versus o bem maior de uma nação. O papel do governo é de atingir um equilíbrio entre os dois, mas nenhum sistema político ao longo da história foi capaz de consumar este equilíbrio.

O defeito essencial de todos os regimes de governo é que eles são baseados em regras humanas. Pessoas possuem crenças, ideias e convicções extremamente diferentes umas das outras; portanto, qual congresso é capaz de definir padrões de justiça, solidariedade e moralidade para todas as pessoas? Como podemos evitar o abuso de poder por parte das autoridades?

A Bíblia nos revela que o alicerce da civilização reside nos princípios éticos transmitidos pelo Criador a Moisés na revelação do Monte Sinai, conhecidos como as “Sete Leis de Noé”, que são: não cometer idolatria, não assassinar, não roubar, não cometer imoralidades sexuais, não blasfemar, não maltratar os animais e estabelecer sistemas e leis de honestidade e justiça.

Sendo assim, sistemas baseados em regras formuladas por seres humanos, sejam eles democráticas ou fascistas, capitalistas ou comunistas, estão fadados ao fracasso. O único governo capaz de equilibrar com êxito as necessidades individuais e comunitárias é um governo justo, fundado na crença em D’us.

© Rav Yacov Gerenstadt

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Áudio/mp3

A vida após a vida

A vida após a vida

Para o Judaísmo é fato que na verdade não há nada após a vida, porque a vida nunca termina.

A Fé Judaica/Noahica

Existe vida após a morte?
O que o Judaísmo diz a respeito?

Saiba as respostas ouvindo essas 3 incríveis palestras do Rav Y. David Weitman:

1. http://www.legalsaber.com.br/wp-content/uploads/2015/04/05-Vida-após-a-Morte.mp3

2. http://www.legalsaber.com.br/wp-content/uploads/2015/04/06-Visita-ao-Cemitério.mp3

3. http://www.legalsaber.com.br/wp-content/uploads/2015/04/07-Paraíso-e-Ressurreição-dos-Mortos.mp3

Observação: Os áudios podem tanto ser simplesmente ouvidos como podem ser baixados.
Para baixá-los, pressione o play e toque em “Salvar vídeo”.

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Por que não-judeus precisam de 7 mitsvot enquanto judeus precisam de 613?

Por que não-judeus precisam de 7 mitsvot enquanto judeus precisam de 613?

Por Rav Tzvi Freeman

Pergunta:

Parece-me que quanto mais refinada e espiritual uma pessoa for, menos ela precisará de mandamentos, já que ela mesma entenderá o que é certo e errado. Tal como uma criança precisa de muito mais regras do que um adulto.

Seguindo esta lógica, por que não-judeus precisam de apenas sete mitsvot (mandamentos) enquanto judeus precisam de 613?

Resposta:

Boa pergunta. O rav Yehuda Loewe, o Maharal de Praga, fez a mesma pergunta uns 400 anos atrás. Ele explicou que a verdadeira expressão da Divindade é a liberdade. A alma humana é Divina, portanto, é livre para ser o que quiser, para subir às alturas mais elevadas, ou, D’us não o permita, o oposto.

Portanto, enquanto que os animais conhecem as suas regras por natureza e geralmente as mantêm sem serem mandados, o ser humano deve ser ordenado. A estrutura básica de suas leis são sete, porque elas são destinadas a limitá-lo no espaço: seis direções mais o espaço dentro do qual ele está.

A alma judaica, que deve ser uma luz para as nações, expressa a liberdade de Divindade ainda mais e por isso deve ser limitada no tempo. Estas são as 365 proibições que correspondem aos 365 dias do ano (o ano é a medida básica do tempo).

© Chabad

Traduzido do inglês por Noahides Brasileiros/Bnei Noach do Brasil (D.B.O., R.A.A.).

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As Sete Leis de Noé no Talmud da Babilônia (Sanhedrin 56a)

Sanhedrin 56a

As Sete Leis de Noé no Talmud da Babilônia

Sanhedrin 56a

תנו רבנן שבע מצות נצטוו בני נח דינין וברכת השם ע”ז גילוי עריות ושפיכות דמים וגזל ואבר מן החי

 

“Nossos rabinos ensinaram: sete mitsvot (preceitos) foram ordenados aos descendentes de Noé: leis sociais [1]; abster-se de blasfêmia, idolatria; adultério; assassinato; roubo; e comer carne tirada de um animal vivo.”

[1] Isto é, estabelecer tribunais de justiça, ou, talvez, observar a justiça social (Nachmânides em Gên. XXXIV, 13): Hast. Dict. (s.v. preceitos noaicos) traduz ‘obediência à autoridade’.”

 

© wikinoah.org
© 7for70.net


Por Rav Adin Steinsaltz

Publicado na versão hebraica da Edição Steinsaltz do Talmud:

Sanhedrin 56a-b

“Nós normalmente pensamos da Torá como comandando o povo judeu a viver de acordo com suas leis. Quais responsabilidades e obrigações a Torá comanda os não-judeus a realizar?

A “Daf Yomi” (hebraico: דף יומי‎, “página do dia” ou “folha/página diária”) da Guemará cita um Tosefta que ensina as leis dos “shéva mitsvót Bnei Nôach” – sete mandamentos dos Bnei Noach/Filhos de Noé, incluindo:

· Dinim – o mandamento de estabelecer um sistema jurídico/legal

· Birkat Hashem – uma proibição contra a blasfêmia

· Avodah Zara – uma proibição contra a adoração de ídolos

· Giluy Arayot – uma proibição contra a depravação sexual

· Shefihut Damim – uma proibição contra o assassinato

· Gezel – uma proibição contra o roubo

· Ever min ha-hai – uma proibição contra comer de um animal vivo

A fonte para esses sete mandamentos é apresentada pelo rabino Yochanan como decorrentes do primeiro mandamento dado por D’us a Adám. No Sêfer Bereshít (Livro de Gênesis 2:16-17) vemos que D’us ordenou a Adám comer livremente de quaisquer das árvores no Jardim do Éden com a exceção da “etz ha-da’at tov va-ra” – árvore do conhecimento do bem e do mal – que foi proibida a ele. Por meio de uma série de interpretações homiléticas, as palavras nestes pesukim (versículos) são compreendidas para se referir às várias ações e comportamentos que são proibidos.

No compêndio midráshico Lekach Tov outra sugestão é levantada sobre a origem das shéva mitsvót Bnei Nôach (sete leis dos Filhos de Noé). Além da interpretação homilética dos versículos no Sêfer Bereshít (Livro de Gênesis), encontramos também uma série de referências específicas no Tanách (bíblia Judaica) para punições dadas aos não-judeus para estes tipos de transgressões. Assim, verificamos que Kayin (Caim) é punido por matar Hevel (Abel) (Bereshít capítulo 4), Avimelech (Abimeleque) é punido por tentar se envolver em relações sexuais com Sarah (Bereshít capítulo 20), a geração do dilúvio foi punida por “hamas” – por roubar (Bereshít 6:11) – e verificamos no Sêfer Iyov (Livro de Jó 31:26-28) que a adoração de ídolos era proibida para eles.”

 

© Orthodox Union (www.ou.org)

 

Traduzido do inglês por Noahidebr.

 

© Noahidebr 2015-2017
https://noahidebr.com/copyright/

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66 Ramificações dos 7 Mandamentos Noaicos

SevenLawsNoahAharon

66 Ramificações dos 7 Mandamentos Noaicos

 

7 Leis de Noé = 7 Categorias de Leis de Noé (que podem conter 66 Ramificações)

 

Por Rav Aharon Lichtenstein

 

Embora existam 7 Mandamentos Noaicos básicos, é possível subdividi-los em 66 ramificações de acordo com o Rav Doutor Aaron Lichtenstein em seu livro “The Seven Laws of Noah” (“As Sete Leis de Noé”). Ele baseia essas ramificações nos 613 mandamentos para os judeus enumerados pelo Rav Moisés Maimônides. Destas ramificações, 52 são negativas e 14 são positivas.

O número de ramificações para cada uma das 7 Categorias de Mandamentos Noaicos são:

Idolatria (10)
Blasfêmia (8)
Roubo (16)
Assassinato (1)
Relações sexuais ilícitas (10)
Justiça (19)
Membro de uma criatura viva (2).

Para obter mais explicações sobre Ramificações dos 7 Mandamentos Noaicos, você deve consultar o seu Rabino Ortodoxo local.

 

· Categoria do Mandamento da Proibição de Idolatria (10 ramificações):

1. “Proibido pensar que exista alguma divindade à exceção de Hashem, o Uno e Único.”

2. “Proibido fazer para si mesmo, ou mandar qualquer outra pessoa fazer, qualquer imagem de escultura (imagem esculpida) com fins de adorá-la.”

3. “Proibido fazer ídolos para serem usados por outra pessoa.”

4. “Proibido fazer quaisquer estátuas, mesmo que elas sejam para fins ornamentais.”

5. “Proibido curvar-se a qualquer ídolo [ou jurar por ele, ou oferecer-lhe vinho ou qualquer outra coisa, ou oferecer-lhe sacrifícios, ou acender incensos para ele, ou realizar qualquer ritual religioso perante ele, mesmo que não seja a forma habitual de adorá-lo].”

6. “Proibido a adoração de ídolos em quaisquer das suas formas habituais de adoração.”

7. “Proibido sacrificar os filhos, ou fazê-los passar pelo fogo, em honra a Molech (Moloque).”

8. “Proibido a prática e consulta de ov.”
[Ov é a adivinhação por meio de um mantra para obter um transe meditativo para se comunicar com os mortos.]

9. “Proibido a prática e consulta de yidoni.”
[Um yidoni envolve atos rituais e meditação como uma forma de profecia imaginária.]

10. “Proibido recorrer a qualquer coisa idolátrica [em palavra, em pensamento, em ação ou por qualquer observância que possa nos levar à sua adoração].”

· Categoria do Mandamento da Proibição de Blasfêmia (8 ramificações):

1. “Reconhecer a existência de D’us.”

2. “Temer (reverenciar) a D’us.”

3. “Orar a D’us.”

4. “Santificar o Santo Nome de D’us
[mesmo através do martírio].”

5. “Proibido difamar o Santo Nome de D’us [ainda que se chegue ao martírio].”

6. “Estudar as partes permitidas da Torá.”

7. “Honrar os estudiosos (sábios) da Torá/
Respeitar nossos professores
{e ainda respeitar os idosos}.”

8. “Proibido maldizer (proferir insultos).”

· Categoria do Mandamento da Proibição de Roubo (16 ramificações):

1. “Proibido furtar [isto é, secretamente].”

2. “Proibido roubar [isto é, abertamente].”

3. “Proibido usurpar.”

4. “Proibido trapacear/defraudar.”

5. “Proibido deixar de pagar dívidas.”

6. “Proibido cobrar a mais {enganar em negócios}.”

7. “Proibido cobiçar.”

8. “Proibido invejar as posses de outras pessoas.”

9. “Permitir a um trabalhador que coma das frutas/cereais que ele está colhendo [mas sob certas condições].”

10. “Proibido um trabalhador comer das frutas/cereais que ele está colhendo [quando ele não está autorizado].”

11. “Proibido um trabalhador comer mais do que o permitido das frutas/cereais que ele está colhendo [ele não tem permissão para colher para si mesmo para levar para casa ou para comer mais tarde].”

12. “Proibido sequestrar.”

13. “Proibido usar falsos pesos e medidas.”

14. “Proibido possuir falsos pesos e medidas.”

15. “Deve-se ser exato e preciso no uso de pesos e medidas.”

16. “O ladrão deve devolver [ou pagar] o objeto roubado.”

· Categoria do Mandamento da Proibição de Assassinato (Uma ramificação):

1. “Proibido assassinar qualquer pessoa [o assassinato não é o mesmo que matar {em legítima defesa} ou executar {judicialmente}].”

· Categoria do Mandamento da Proibição de Relações Sexuais Ilícitas (10 ramificações):

1. “Proibido ter união com sua mãe.”

2. “Proibido ter união com sua irmã.”

3. “Proibido ter união com a esposa de seu pai.”

4. “Proibido ter união com a esposa de outro homem.”

5. “Proibido o homem ter relação sexual com animal.”

6. “Proibido a mulher ter relação sexual com animal.”

7. “Proibido o homem ter relação sexual com outro homem.”

8. “Proibido ter relação sexual com seu pai.”

9. “Proibido ter relação sexual com o irmão de seu pai.”

10. “Proibido engajar-se em conduta erótica que possa conduzir a uma união proibida. [Quer dizer, não ter prazer corporal não sexual (intimidades) com pessoas cujo casamento seria ilícito.]”

· Categoria do Mandamento de Estabelecer Tribunais de Justiça (19 ramificações):

1. “Nomear juízes e oficiais de justiça em cada uma das comunidades.”

2. “Tratar os litigantes com igualdade perante a lei.”

3. “Investigar diligentemente o depoimento das testemunhas.”

4. “Proibido proceder maliciosamente contra qualquer um dos litigantes.”

5. “Proibido um juiz aceitar presentes ou subornos dos litigantes.”

6. “Proibido um juiz se simpatizar mais com um dos litigantes no julgamento.”

7. “Proibido um juiz agir com medo de ameaças de um dos litigantes.”

8. “Proibido um juiz, por compaixão, favorecer um litigante pobre.”

9. “Proibido um juiz declarar um litigante culpado só porque ele é conhecido por ser desonesto ou mau (Proibido condenar uma pessoa má injustamente).”

10. “Proibido um juiz, por fraqueza, não impor as penas justas e apropriadas.”

11. “Proibido um juiz discriminar o estrangeiro[, o desamparado] ou o órfão.”

12. “Proibido um juiz ouvir somente um litigante, sem a presença do outro.”

13. “Proibido a nomeação de um juiz que não tenha conhecimento da Lei.”

14. “Proibido a incriminação por provas circunstanciais.”

15. “Proibido punir quem cometeu uma falha sob coação.”

16. “{Somente} um Tribunal de Justiça tem competência para administrar a pena capital.”

17. “Proibido alguém tomar a lei em suas próprias mãos para matar o autor de um crime capital. Vingança.”

18. “Testemunhar no tribunal.”

19. “Proibido testemunhar em falso.”

· Categoria do Mandamento da Proibição de Comer Qualquer Parte De um Animal Ainda Vivo (2 ramificações):

1. “Proibido comer partes de um animal, besta ou ave, que está vivo.”

2. “Proibido comer partes de um animal que foi morto por outro animal (Proibido comer um animal dilacerado).”

 

© The Noachide Association of Great Britain (noahide.org.uk)
© Noahide (noahide.org)
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Traduzido do inglês e do espanhol por Noahidebr

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