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O Caminho Espiritual do não-judeu

Uma mensagem para o mundo

 

O Caminho Espiritual do não-judeu

 

Por Rav Menachem Mendel Schneerson (o Rebe)

 

Fonte: revista “Lubavitch Internacional”, Vol. 2, N° 1, 1990, pág. 3

 

Hoje nos encontramos num cruzamento da História. Mudanças têm varrido o mundo de regimes opressores e dado lugar a uma crescente consciência moral. É, portanto, uma época apropriada para refletir sobre as dinâmicas destas mudanças, e, portanto, extrair coragem e orientação para torná-las plenamente efetivas. Ao explicar o propósito da Criação do Universo, nossos Sábios dizem que D’us, a Essência de todo o Bem, criou o mundo como resultado do Seu desejo de fazer o Bem. Como está escrito em Tehilím (Salmos) 145:9: “ELE é bom para com todos e o manifesta através de todos os Seus feitos.” Como é da natureza do Bem fazer bem aos outros, a Criação do Universo foi uma expressão Divina de bondade. Deste modo, o Universo e toda a vida são recipientes e objetos de bondade Divina.

Por conseguinte, tudo o que ocorre no mundo, mesmo o que é aparentemente mal, tal como os desastres da natureza, deve conter necessariamente algum bem redentor. Similarmente, a inclinação negativa nos seres humanos, que desejam essencialmente fazer o bem, não é senão um mecanismo dos desígnios Divinos para estabelecer o livre arbítrio entre nós. Pois se D’us tivesse criado um mundo totalmente e exclusivamente bom, sem esforços da humanidade para alcançá-lo, haveria pouca ou nenhuma apreciação da bondade no mundo.

À luz disto, é importante saber que na luta contra o mal, seja no âmbito mundial ou em caráter pessoal, a abordagem não deve ser de confrontação. Pelo contrário, ao enfatizar o que há de bom nas pessoas e no mundo, e trazendo o lado positivo à tona, o mal será sobreposto pelo Bem, até eventualmente desaparecer. Apesar de D’us haver criado um mundo onde as pessoas têm o livre arbítrio, ELE nos proveu com os instrumentos e a orientação de que precisamos para nos estimular a optar pelo Bem: O Código Moral Divino, predecessor de todos os códigos humanos, e o único que contém aplicações universais e atemporais para uma civilização boa e moral. Este código Divino conhecido como Sete Leis de Noé, estabelece uma definição objetiva de “bom” – aplicável a todas as pessoas. Pois como a História recente provou, uma moralidade baseada em idéias humanas do que é o bem é relativa, subjetiva e essencialmente não persuasiva. Além disso, é abundantemente claro para educadores e legistas que nem a intimidação e nem ameaças de punição podem inculcar algum profundo sentido de obrigação moral. Isto apenas acontece pelo conhecimento – por meio da educação de que há um “Olho que vê e um Ouvido que ouve”, para Quem todos prestaremos contas.

O Código Noaico das sete leis Divinas básicas foi dado a Noé e seus filhos após o Dilúvio. Estas leis assegurariam a Noé e seus filhos, os predecessores da nova raça humana, que a humanidade não mais degeneraria até tornar-se uma selva novamente. As leis, que ordenam o estabelecimento de tribunais de justiça, e proíbem idolatria, blasfêmia, homicídio, incesto, roubo e comer parte de um animal vivo (crueldade com os animais), constituem o fundamento de toda a moralidade. E elas se estendem, com as leis que delas derivam, a todos os aspectos do comportamento moral.

É uma tarefa única educar e encorajar a observância das Sete Leis entre todos os povos. A tolerância religiosa em nossos dias e a tendência para uma liberdade cada vez maior nos oferece uma oportunidade única para realçar, aumentar e propagar a observância destas leis. Porque é pela observância destas leis, que são expressões da bondade de D’us, que a humanidade estará novamente unida e ligada por uma responsabilidade moral comum ao nosso Criador. Esta unidade promove a paz e a harmonia entre todos os povos, conseguindo desse modo o Bem final para todos. Como disse o Salmista (133:1): “Como é bom e agradável viverem irmãos juntos em harmonia.”

 

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Existe diabo no Judaísmo? O que é o satan do Tanach?

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Saiba as respostas ouvindo essa incrível palestra do Rav Y. David Weitman:

http://www.legalsaber.com.br/wp-content/uploads/2015/04/04-Existe-ou-n%C3%A3o-o-Diabo.mp3

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